sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Troca frequente de emprego prejudica currículo, diz pesquisa

Por: Adeline Daniele

Se você vive trocando de emprego por qualquer motivo é melhor começar a tomar cuidado: uma pesquisa realizada pela Robert Half revela que profissionais com histórico de pouca permanência nas empresas são facilmente descartados de processos seletivos. 

É o que afirmam 95% dos CFOs brasileiros. Segundo o levantamento, 20% dos entrevistados afirmam que cinco trocas de emprego em 10 anos já é o suficiente para considerar um candidato como profissional instável. 

Outros 18% consideram sete um número alto de mudanças durante uma década e 15% apontam que 10 transições no mesmo período é algo preocupante. 

Para 15%, três movimentações de emprego nesse intervalo de tempo merecem atenção.

Segundo o diretor da Robert Half, Sócrates Melo, um profissional valorizado no mercado deve ser capaz de completar ciclos de projetos e aprendizados. “A contratação é um investimento da empresa no colaborador. 

Se ele não permanece tempo suficiente para atuar nos projetos do início até o momento de colher os resultados, torna-se difícil compreender sua capacidade de entrega e seu valor para a organização”, explica. 

Além disso, o executivo explica que existem razões plausíveis para curtas permanências nos empregos, mas o profissional pode ser classificado como instável pelo recrutador caso ele sempre deixe um emprego sem justificativas claras. 

Para realizar o estudo, foram entrevistados 1.185 CFOs da Austrália, Bélgica, Brasil, Chile, França, Hong Kong, Singapura, Reino Unido e Japão. Na média mundial, cinco mudanças de emprego do candidato em um período de 10 anos também colocam o recrutador em estado de atenção. O lugar com maior índice de intolerância a profissionais instáveis é Hong Kong, onde 100% dos gestores evitam currículos que apresentem esse histórico. 

Possibilidade de rejeição de candidatos com muitas passagens curtas no currículo.   

ColocaçãoPaíses% de gestores que acham muito provável% de gestores que acham
pouco provável
Hong Kong43%57%
Brasil53%42%
Chile53%42%
Austrália39%54%
Japão51%43%
Singapura41%49%
Reino Unido36%53%
Bélgica24%60%
França29%55%

Para diminuir o índice de rotatividade nas empresas, 60% dos CFOs brasileiros afirmam que utilizam como principal estratégia de retenção o aumento de salário. 

Outras medidas são proporcionar melhorias e benefícios flexíveis (54%), treinamento e desenvolvimento profissional (49%), plano de carreira (35%), flexibilidade de horário e local de trabalho (26%) e contraproposta (24%). 

Já na média mundial, melhorias e benefícios flexíveis são o melhor plano de retenção, segundo a opinião de 52% dos entrevistados.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Perguntas que você não deve fazer numa entrevista de emprego

Fonte: UOL Empregos e Carreiras

Fazer perguntas durante uma entrevista de emprego é uma forma de obter mais informações sobre o trabalho e a empresa. Também é um modo de o candidato demonstrar interesse pela vaga.
"O entrevistado deve aproveitar o momento para tirar dúvidas sobre a vaga e entender melhor quais serão suas atribuições e responsabilidades, o que dará mais clareza sobre a decisão de continuar no processo seletivo ou não", afirma Janice Souza, consultora de recursos humanos da Luandre.  
Os entrevistadores costumam estar abertos a perguntas, mas nem sempre podem falar sobre tudo, diz o headhunter da Recrutando.com, Luiz Pagnez. "Algumas vezes o recrutador não pode fornecer muitas informações devido à confidencialidade da vaga, por exemplo".
Fazer perguntas é algo bem visto pelo entrevistador, já que a atitude demonstra interesse. Por outro lado, ficar à vontade demais pode ser perigoso.
"É preciso tomar cuidado quando se decide ter um papel mais ativo na entrevista, pois há perguntas que devem ser evitadas ou que o candidato deveria fazer em outra etapa do processo seletivo", diz Janice Souza.
A pedido do UOL Empregos e Carreiras, os especialistas elaboraram uma lista com 7 perguntas que você não deve fazer durante uma entrevista de emprego. Confira:
Perguntas que podem eliminar o candidato
  • Dreamstime
    O que essa empresa faz?
    Esse tipo de pergunta demonstra claramente que o candidato não se preparou para a entrevistaFoto: Dreamstime
  • Getty Images
    Você não leu o meu currículo?
    Muitas vezes, o recrutador pode fazer a mesma pergunta de várias formas diferentes para avaliar a confiança e o conhecimento do candidato em determinado assunto. Isso não significa que ele não leu o currículoFoto: Getty Images
  • Getty Images
    Não gosto de trabalhar sob pressão; como será a rotina?
    Quase todo profissional enfrenta algum tipo de pressão no seu dia a dia. Dizer que você não sabe trabalhar assim pode eliminá-lo do processo seletivoFoto: Getty Images
  • Getty Images
    Eventualmente, posso sair mais cedo ou chegar atrasado?
    Se a empresa tiver uma política de banco de horas ou horários flexíveis, é melhor esperar começar a trabalhar para descobrir. Esse tipo de pergunta pode passar uma impressão de desleixo para o recrutadorFoto: Getty Images
  • Getty Images
    Quando serei promovido?
    A empresa vai querer ver o que você traz de resultado antes de lhe dar uma promoção. Demonstrar essa preocupação já na entrevista pode passar a impressão de que você tem uma expectativa equivocada da empresaFoto: Getty Images
  • Thinkstock
    Tenho uma viagem marcada. Posso adiantar minhas férias?
    A empresa está contratando para resolver uma demanda provavelmente urgente. Se você tem compromissos, ela vai dar preferência para outros candidatos. Se tiver um compromisso agendado, deixe para comentar no final do processo e se realmente a empresa fizer uma propostaFoto: Thinkstock
  • Shutterstock
    Perguntas sobre salário também devem ser evitadas
    A entrevista é o primeiro contato e serve para o candidato e a empresa se conhecerem. É um namoro. Se a relação parecer boa para ambas as partes, a empresa fará uma proposta. Nesse momento será possível discutir sobre salárioFoto: Shutterstock

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

cinco erros que podem eliminar um candidato

Os responsáveis pelos processos seletivos são treinados para avaliar diversos aspectos do desempenho de um candidato - e um deslize, mesmo que aparentemente inocente, pode pôr tudo a perder. Veja atitudes recorrentes (e malvistas) nas salas de entrevistas, segundo especialistas em recrutamento. 

1 - Assim como a apresentação visual do candidato, a postura ao longo da entrevista também é avaliada. O sujeito que fica todo torto na cadeira, apoiando a cabeça nos braços, é o retrato do desânimo. 

2 - Se você não é um médico-cirurgião ou o presidente da República, atender o celular durante uma entrevista de emprego pode significar o fim da linha no processo seletivo. Se estiver aguardando uma ligação muito importante, avise o examinador ao chegar. E nada justifica um celular tocando música pop ou as insistentes notificações de apps de troca de mensagens. 

3 - A não ser que você seja o único funcionário na folha de pagamentos da sua microempresa, não banque a estrela das companhias para as quais trabalhou. Para a maioria das empresas, candidatos que usam a primeira pessoa para falar de realizações profissionais transmitem a imagem de gestores que não dividem o crédito de suas conquistas com a equipe. 

4 - Comum nas salas de entrevistas, a frase "busco estabilidade no emprego" não é bem vista pelos examinadores. Muitas vezes ela é interpretada como falta de interesse e apatia profissional: o entrevistador entende que o candidato quer se acomodar por ali e estacionar na carreira, o que não é bom para a empresa. 

5 - O profissional que fala mal dos antigos patrões, ainda que de maneira sutil e educada, perde pontos. Afinal, quem garante que, no futuro, o profissional não irá falar o mesmo da empresa em uma futura entrevista em outra companhia? 

Fontes: empresas de recrutamento e seleção Michael Page, Robert Half, Hays e ManpowerGroup Brasil

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Sonhar sobre o futuro não fará você atingir seus objetivos

Sonhar é a maneira de explorar futuras possibilidades mas que pode nos fazer esquecer os obstáculos


Todos já ouviram falar da lei da atração, popularizado por livros muitas vezes chamados de "autoajuda". Se você quer algo forte o suficiente, ele virá. Mas isso é só uma parte do sonhar.
A escritora Lindsay Lavine, em um recente artigo para o Fast Company, fala sobre os ensinamentos da professora de Psicologia na Universidade de Nova York, Gabriele Oettingen, que estuda motivação humana há mais de 20 anos.
“Sonhar é importante", diz Oettingen. "Sonhar é a maneira que temos de explorar futuras possibilidades. Para isso, sonhar é muito bom", completa. O que atrapalha é quando esquecemos os obstáculos e as tentações que aparecem ao longo do caminho.
Para isso Gabriele quebrou o processo de não se iludir com sonhos e mudar seus hábitos para alcançar sonhos em 4 passos. O "WOOP", sigla para Wish, Outcome, Obstacle e Plan (Desejo, Resultado, Obstáculo e Plano, em português) pode ser aplicado para todas as áreas da vida: de saúde ao trabalho, de relacionamentos à diversão.

1 - Identifique um desejo importante

Pergunte a si mesmo o que você deseja. Precisa ser algo desafiante, mas possível de alcançar em um determinado período de tempo. Por exemplo, se tornar mais confortável durante apresentações para um grande público.

2 - Pense no melhor resultado possível com seu objetivo

Mantendo-se no exemplo de falar em público, o resultado pode ser você passando a sua mensagem a um grande público e convencendo-os, ou então respondendo todas as dúvidas de forma maestral. "Deixe sua mente fluir e imagine como seria bom alcançar o seu objetivo", sugere Oettingen.

3 - Identifique os obstáculos em seu caminho

Pergunte a si mesmo: O que está no meu caminho? Você só consegue controlar a forma que você age. Você não conseguirá mudar seu chefe ou controlar a maneira que a companhia reage. Seguindo o exemplo da oratória, você pode falar rápido demais quando está nervoso ou tem medo de esquecer o que você precisa falar.

4 - Crie um plano para superar as dificuldades

"Pense nas ações que você pode tomar ao encarar o problema e use a fórmula 'se/então'", diz Oettingen. Por exemplo, "se eu ficar nervoso, então me lembrarei de todas as apresentações bem sucedidas que já dei", ou "se eu ficar com medo de esquecer os pontos principais, então passarei mais tempo preparando e memorizando-os".
Para iniciar a adesão ao "WOOP", é necessário tempo para focar. Pode ser durante o horário de almoço ou qualquer hora de pouco esforço mental. Você não pode pensar sobre esses 4 pontos enquanto responde e-mails ou está ajudando seus filhos com o dever de casa. Para entender melhor, visite o site de Oettingen.

administradores.com.br

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Como Vender Seu Peixe para Sua Freguesia?

Entenda como um vendedor de feira aplica boa parte dos princípios que um pitch bem sucedido deve ter.
Muitos usam esta metáfora de “vender o peixe” para falar sobre a “venda de uma ideia”. Outro dia fui à feira para ver como o japonês da barraca de peixe vendia o seu peixe. E percebi que ele aplica boa parte dos princípios que um pitch bem sucedido deve ter:
· Ele tem pouco tempo, portanto, vai direto ao ponto, sem rodeios, até porque a freguesa passa rapidamente na frente da barraca e precisa ser “fisgada”. Além da barraca de peixe ser uma das últimas de sua trajetória.
· O próprio dono está envolvido com a “venda do peixe”, sabendo que a credibilidade está no autor e apresentação não se delega.
· Em sua argumentação, não fica declarando que seu produto é o melhor, simplesmente responde as perguntas da freguesa com a “verdade” e não força a barra.
· Cuida do visual de seus peixes pois sabe que ele atrai e é o que pode fazer a diferença para a freguesa parar e dedicar sua atenção.
E você, como vende o seu peixe naqueles poucos minutos que tem para convencer?  Complementando alguns princípios do peixeiro japonês, algumas práticas que já experimentamos na SOAP, com sucesso em mais de 10 mil apresentações:
· Deixe claro que existe um problema que precisa ser resolvido.
· Faça de sua ideia a grande protagonista para resolver este problema.
· Não esconda o lado vulnerável da história. Demonstre que você tem noção da realidade e que está preparado para enfrenta-la.
· Não inclua em sua história uma mensagem que não contribua para que sua audiência entenda e perceba valor.
· Exercite o desapego. A tendência da maioria das pessoas é achar que tudo é importante.
· Se você não consegue ser interessante em 5 minutos, não vai conseguir nada em 50 minutos.
· Prepare-se com dois discursos na cabeça: o do elevador, aquele rápido que você tem que explicar no trajeto do elevador quando alguém lhe pergunta “sobre o que é o projeto”; e o discurso para o tempo que você terá disponível e que é dado pela sua audiência.
· Neste tempo, não o utilize todo para a sua história, se derem 20 minutos, faça em 10. Um bom indicador de que a audiência está interessada é aquele reunião que deveria durar 10 minutos e ela ficou 1 hora na sala.
· Não fique prometendo aquilo que é clichê e que todos prometem. O papel aceita tudo. Ninguém quer saber de promessas subjetivas. Traga exemplos, história que só você tem e faça a sua audiência deduzir que você é realmente capaz de entregar.
· Cuide de uma introdução de impacto que justifique sua audiência prestar atenção até o final da história.
· No final, deixe a principal mensagem. Guarde o melhor para o fechamento. Nosso cérebro guarda os últimos momentos de qualquer experiência num lugar de destaque! Lembra daqueles jantares em que tudo sai bem e no finalzinho você tem uma discussão horrível? Qual é a sensação que fica?
· Números, dados e gráficos existem apenas para sustentar alguma mensagem. Não mostre dados apenas porque “acha impactante”. Busque o significado por trás dos dados.
· Tenha em mente, SEMPRE, um questionamento que sua audiência vai se fazer o tempo todo: “E EU COM ISSO”?
Se estes princípios forem seguidos, quem sabe seu peixe não pode virar um banquete na sala de jantar da sua audiência?

João Galvão

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

APLICATIVO #COLABORATIVO

ONDE FUI ROUBADO
Acompanhe o que está acontecendo na sua cidade
Fonte: www.ondefuiroubado.com.br

COMO REGISTRAR
Em menos de 2 minutos você pode registrar sua denúncia. Acesse o formulário de denúncia de sua respectiva cidade, logo em seguida, pediremos que você preencha um formulário com informações básicas e interessantes sobre o acontecido, como: local, data, horário, objetos que foram levados e o seu sexo. Ressaltamos que a denúncia é totalmente anônima e que você pode ficar tranquilo em compartilhar esta informação com outros cidadãos. 


VOCÊ COLABORA
Buscar viver em um país mais seguro é um compromisso de todos nós e cada gesto faz a diferença. O Onde Fui Roubado é um site que tem o objetivo de ajudar as pessoas a conhecerem mais e melhor a realidade da cidade e do país em que vive, portanto, cada denúncia é muito importante para nós. 



TODOS SAEM GANHANDO

Ajudar a mapear o perfil dos crimes que acontecem em sua cidade é uma ação que pode trazer uma série de benefícios, inclusive chamar atenção das autoridades responsáveis pela segurança em sua cidade a usar as informações aqui registradas em seu trabalho de combate e prevenção. Portanto, avise aos seus vizinhos, amigos e parentes que estamos no ar!


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Os 7 erros mais comuns de um profissional mal sucedido

Por Marcos Morita

Já escrevi diversos artigos sobre liderança, concentrando-me em geral nos escalões mais altos, tais como gerência e diretoria. Gostaria de mudar um pouco o foco, atendendo a hierarquia de maneira mais generalizada, apontando dicas para que um novo funcionário, seja em outra área ou empresa, possa se destacar frente a seus colegas de trabalho.

Escrevo com base em minha experiência já um tanto larga como gestor de pessoas, as quais me permitiram uma visão privilegiada do comportamento de diversos profissionais. Ajudou-me o viés acadêmico por meio das lentes de professor universitário, observando, analisando e comparando situações do cotidiano, relatadas abaixo. Vejamos então, sete dicas do que não fazer para se dar bem.

Cuidar somente do próprio quintal: duvido quem nunca tenha escutado a célebre frase: "isto não é minha responsabilidade". Apesar dos colegas que abusam da boa vontade dos bem intencionados, dispará-la ao primeiro questionamento não é a melhor atitude. Avalie e veja realmente se o problema não é de sua alçada, assim poderá colaborar.

Ter medo de errar: compartilho a frase que ouvi de diversos gestores: "prefiro os que erram por fazer aos que não fazem por medo de errar". O erro, dentro de padrões aceitáveis, demonstra a próatividade do colaborador. O gestor competente deve aproveitá-lo para apontar, corrigir a rota e sugerir melhorias. Isto não justifica persistir no erro, lembre-se.

Não querer se molhar: imagine a situação: fechamento mensal de vendas em uma distribuidora numa sexta-feira, quase final do expediente. O frenesi toma conta de todos, cujo objetivo é fechar as metas propostas. Agendar uma sessão de acupuntura, ou sair mais cedo para ir à praia, pode demonstrar que prefira ficar alheio. Imagine quem não será lembrado em uma eventual promoção...
Trazer a farinha, não o bolo ou a receita: conheço colaboradores que adoram trazer problemas para a chefia imediata, apresentando-os e cobrando sua resolução. Saliento a estes que já tive diversos funcionários, os quais traziam o bolo pronto ou pelo menos algumas receitas para prepará-lo. Infelizmente já não os tenho em minha equipe, uma vez que invariavelmente progrediram em suas carreiras.
Preferir o meio de campo: apesar da importância em jogar pelo time, trazer resultados individuais certamente fará com que se destaque na equipe. Engana-se que apenas os que trabalham em áreas de negócio ou em altas funções podem fazer a diferença. Grandes sacadas surgem na linha de frente, a qual convive e vive os problemas dos clientes no dia a dia. Tenha ideias, sugira, implemente e divulgue-as.
Não ser político: apesar das notícias podres do Planalto, algo pode ser aprendido com os nobres deputados e senadores. Alianças e coligações devem fazer parte do seu dia a dia, independentemente do nível ou função. Em situações de estresse e alta demanda, é o bom relacionamento que muitas vezes fará com que seu pedido seja atendido com prioridade por outro colega de trabalho.
Agir e não pensar: não parar de tempos em tempos para avaliar suas atitudes e comportamentos pode ser um erro fatal. O dia a dia opressor do mundo corporativo muitas vezes criam feridas, cujas cicatrizes nos deixam mais intolerantes e menos sensíveis. Pare de vez em quando e converse com seu superior, colegas e subordinados de maneira aberta, solicitando que pontuem sobre suas atitudes e comportamentos.
Apesar da trivialidade das sugestões, há profissionais com currículos irretocáveis que não conseguem construir carreiras consistentes, pulando de empresa em empresa. Conheço por outro lado pessoas simples e com baixa instrução formal, as quais, devido às características mencionadas, tornaram-se essenciais nos locais em que trabalham. Quantas vezes você já não escolheu o restaurante pelo garçom ou a padaria pelo simpático atendente? Pense nisto antes de tomar sua próxima atitude.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Confira 5 dicas para elaborar um bom currículo e ganhar destaque na seleção profissional


O que colocar no currículo? O que vem primeiro? Qual é a melhor forma de estruturar as informações? As respostas das questões que causam dor de cabeça em muitos podem ser encontradas neste guia.


"Um currículo de qualidade ajuda o selecionador a identificar o profissional como um candidato com potencial para preencher a vaga”, afirma Abrileri, presidente da Curriculum
Na hora de elaborar um currículo muitos profissionais perdem a cabeça com tantos modos e informações. É preciso cautela e orientação para conseguir fazer um currículo bom, simples e útil, que chame à atenção do contratante, e não que seja o motivo de dispensa nos processos seletivos. Mas, como fazer um bom currículo? Qual é a melhor forma de estruturar as informações?
Curriculum, que atua no anúncio de vagas de empregos na internet, relacionou 5 fatores essenciais para elaborar esse documento tão importante no recrutamento de profissionais.

1º – Missão do currículo

O currículo tem uma única missão: conquistar uma entrevista presencial.
Sendo assim, é importante que o candidato leve em consideração três pontos:
1) Fazer com que o currículo participe do processo;
2) Prender a atenção do selecionador para que a leitura dele seja completa;
3) Despertar o interesse do selecionador para que ele o chame para uma entrevista.

Primeiro: O selecionador precisa entender que o currículo se encaixa com o cargo que ele procura e isso acontecerá através do “Objetivo Profissional”. Por isso, este é considerado uma das principais informações do currículo, por isso ele deve estar sempre sozinho e em destaque. Por exemplo, se o selecionador estiver procurando um Gerente Comercial, ele dará bastante atenção aos currículos que apresentarem o objetivo grafado como “Gerente Comercial”, menos atenção aos currículos que estiverem com objetivo de “Consultor Comercial” e menos atenção ainda aos currículos que estiverem como “Vendedor” ou “Área Comercial”. Nesse caso citado, o objetivo profissional incluso poderá fazer com que ele participe do processo ou não.
Segundo: É preciso fazer com que o selecionador leia o currículo inteiro. Porém, sempre há muitos currículos para ler, o que exige uma seleção muito rígida do selecionador. É comum os profissionais de RH pararem de ler o currículo no meio por acharem que o perfil não é aderente ou que o profissional não reúne as qualificações desejadas. Por isso, depois que o selecionador compreender que o currículo está inicialmente aderente à vaga aberta, o desejo do candidato é que ele seja inteiramente lido e, para isso, o currículo deve ser construído de forma que isso aconteça.
Terceiro: Após a leitura do currículo inteiro, o próximo objetivo é fazer com que ele desperte o interesse do selecionador para conhecer melhor o profissional,  o que é feito através de uma entrevista presencial, pois será nesta entrevista que o candidato conquistará seu emprego. E isso acontecerá se ele tiver conseguido transmitir informações relevantes para o selecionador.
“Com essas informações em mente, o candidato deverá desenvolver um currículo mais eficaz, aumentando assim suas chances de ser chamado para uma entrevista”, explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.

2º – Identificação e cargo desejado ou área pretendida

Inicie o seu currículo com sua identificação e dados básicos na seguinte ordem: nome, endereço, idade, nacionalidade, estado civil, telefones e e-mails para contato. Tenha muito cuidado com o excesso de informações e certifique-se sempre que todos os dados estejam corretos. Não é recomendável incluir no currículo números de documentos como RG ou CPF, por exemplo. Até mesmo a foto pode ser dispensada, salvo exceções, como para modelos fotográficos, por exemplo, quando o contratante exigir uma foto.
Após isso, coloque o cargo desejado centralizado e em destaque, como se este título separasse os dados de contato do conteúdo do currículo. O melhor é utilizar o cargo pretendido, mas caso o profissional prefira, ele pode colocar a área (embora não seja o mais indicado).

3º – Formação e experiência profissional: o que vem primeiro?

O profissional deve exibir seus pontos mais fortes e relevantes sempre em primeiro lugar. Por exemplo, se você tem pouca experiência (ou nenhuma), mas têm uma boa formação, é melhor exibir a formação em primeiro lugar. Porém, caso ele já tenha se formado há muito tempo e agora tem muita experiência no cargo desejado, a experiência deve vir em primeiro lugar.
As informações devem ser claras e precisas, evitando textos muito extensos para explicar, por exemplo, as atividades desempenhadas em determinada empresa. No currículo, apenas o que for importante deve ser explicado. O recrutador tem pouco tempo para ler os currículos. Por isso, priorize a qualidade em vez da quantidade de informações.

4º – Idiomas, cursos complementares, informática e Internet

Imaginando todas estas informações como se fosse um único bloco, com subdivisões internas, o profissional deve agrupar as informações, lembrando de colocá-las sempre em ordem de relevância. O que for mais relevante sempre vem primeiro.
Se você busca por um cargo na área de informática e/ou Internet, esta informação deve vir primeiro, por exemplo. Se o idioma é bastante significativo para o cargo a ser assumido, o profissional deve colocar primeiro seu conhecimento no idioma, e assim por diante.
Informe o nível de conhecimento para cada idioma; idem para conhecimentos de software, linguagens de programação ou qualquer outra ferramenta, máquina ou instrumento que souber utilizar e que sejam relevantes para atingir o objetivo profissional. Informações sobre cursos complementares realizados devem incluir o nome da instituição, carga horária e a data de conclusão. Se o profissional tiver experiências internacionais ou viagens de intercâmbio, elas podem ser um bom diferencial aos olhos dos selecionadores, além de reforçar o conhecimento nos idiomas informados.

5º – Formatação e revisão

O tamanho das fontes do texto e a formatação são detalhes que podem ser determinantes no momento em que o currículo for analisado. A Arial e a Times são as opções mais recomendadas. Além disso, revise sempre o texto para ter certeza de que não tem erros de português. Tal falha pode excluir o candidato do processo seletivo.
“Percebemos que há muitos candidatos que não prestam atenção nesses detalhes decisivos no momento de buscar oportunidades de entrevistas. Um currículo de qualidade ajuda o selecionador a identificar o profissional como um candidato com potencial para preencher a vaga”, afirma Abrileri.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

3 planilhas para quem quer ser promovido

Baixe planilhas para organizar atividades e resolver problemas e mostre ao seu chefe que está preparado para dar o próximo passo na carreira

Planilha de dados
São Paulo – O segredo para quem quer ser promovido é agir de acordo com o cargo almejado desde já. Mas, como demonstrar que sua capacidade vai além das suas obrigações de hoje?
Com organização e planejamento, diz Daniel Pereira, presidente da Luz Planilhas Empresariais, é, sim, possível provar ao chefe que você está pronto para dar o próximo passo na carreira.
Mas tentar se mostrar um potencial gestor sem as ferramentas e recursos disponíveis a quem ocupa, de fato, a posição pretendida deixa tudo mais difícil, certo?
Por isso, Exame.com reuniu três planilhas, criadas pela equipe da Luz que ajudam a organizar praticamente todo tipo de atividade dentro de uma empresa. “Planilha ainda é a ferramenta de gestão mais utilizada nas empresas”, diz Pereira.
De acordo com ele, recente pesquisa, com mais de 200 profissionais, mostrou que 72% citaram o uso de planilhas para gestão empresarial. Confira então estas três opções de planilhas para download e veja para que servem cada uma delas:
1. Plano de Ação 5W2H
Link para download: Plano de Ação 5W2h

“Esta planilha geralmente é usada por gerentes e ajuda a organizar tarefas e desafios respondendo às perguntas: quem, quando; onde; o que; por que; quanto e como”, explica Pereira.

O nome da planilha, aliás, é derivado das letras iniciais destas mesmas perguntas, só que em inglês (who, when, where, what, why, how much, how - 5W2H, portanto). Assim, cada atividade é organizada a partir das respostas às questões.
2. Diagrama de Ishikawa (causa e efeito)
Link para Download: Diagrama de Ishikawa
Também chamada de Diagrama de Espinha de Peixe, esta planilha é um método indicado para resolver problemas de forma estratégica, tratando os desafios de forma sistemática.
“A planilha ajuda a encontrar solução para problemas de forma estruturada, pensando em termos de causa e efeito”, diz Pereira.
3. Planilha para brainstorming
Link para Download: planilha para brainstorming
Para uma sessão de brainstorming funcionar, várias etapas devem ser respeitadas, segundo os especialistas.
E todas elas podem ser gerenciadas por meio desta planilha. Desde metodologia, regras, critérios, registro das ideias e até o ranking com as melhores propostas da sessão.
Size_80_camila-pati

quinta-feira, 10 de julho de 2014

9 passos para se recuperar de um negócio fracassado

Saiba como dar a volta por cima e criar uma nova empresa


fracasso_erro_estresse (Foto: Thinkstock)
A cultura sobre o fracasso varia em cada país. Enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, fechar uma empresa é sinal de orgulho e algo inspirador –  afinal, a pessoa tentou, aprendeu e agora pode partir para uma nova jornada —, no Brasil, o fracasso é sinônimo para fim de uma carreira.
Não importa quanto uma derrota pode levar um empreendedor para baixo e destruir seus sonhos, é importante avaliar a situação e voltar para a luta. O site da revista Inc. listou alguns passos simples para que você seguir e se livrar da negatividade relacionada ao fracasso.
1. Pare de reclamar
Sim, você teve que fechar sua empresa. Sim, seu projeto deu errado. Mas cada minuto que você passa apenas reclamando é um minuto que você poderia usar para colocar em prática uma nova ideia.

2. Descubra a sua culpa no cartório
Você vai querer achar todas as razões externas que fizeram sua empresa fracassar, mas a verdade é que, independentemente delas, você não foi um empreendedor bom o suficiente para contorná-las – ou mesmo prevê-las. Tome tempo para analisar quais foram suas falhas para não repeti-las na próxima tentativa.

3. Perdoe-se
Depois de reconhecer seus erros, tome tempo também para se perdoar. Você não terá muita sorte em uma nova tentativa se continuar se martirizando pelas suas falhas.

4. Celebre seu fracasso
Talvez essa seja a parte mais difícil: você fracassou porque estava tentando algo inovador, algo que ninguém tinha tentando – ou até mesmo algo que você nunca tinha tentado. O importante é perceber que não há garantia de vitória e o fracasso é apenas uma das possíveis consequências de se arriscar.

5. Repense
Analise sua derrota e se questione: o que você fez que funcionou? O que não deu certo? O que você poderia ou deveria ter feito diferente? O que você perdeu de vista completamente? Melhor começar o próximo projeto com todo esse conhecimento extra, não?

6. Crie um novo compromisso
Agora que você se perdoou, reuniu o conhecimento necessário para entender o que deu errado, reúna energia suficiente para se comprometer com sua próxima jornada. Ela não pode parecer como um plano B ou prêmio de consolação, ela precisa receber sua energia integral.

7. Crie um novo plano
Pode parecer que você está fazendo tudo de novo –  e está —, mas você precisa fazer um plano para saber como agir e atingir seu objetivo. Esse passo também te empolgará um pouco mais para alcançar o sucesso.

8. Avaliação
Agora que você tem um plano e informações, peça ajuda de alguém com experiência para avaliar tudo e te aconselhar sobre mudanças necessárias ou possíveis percalços que você poderá enfrentar.

9. Execute!
Coloque seu plano em prática. E sempre que a energia negativa do seu fracasso anterior começar a voltar e tentar te cansar, a use para realizar mais pelo seu novo projeto.

Fonte: PEGN