terça-feira, 5 de setembro de 2017

CONTA DIGITAL

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

#Logística Reversa: Está na Hora de Praticar Esse Conceito

Logística reversa é um dos novos instrumentos em prol da sustentabilidade estabelecidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 e regulamentada pelo Decreto Nº 7.404 de 23 de dezembro de 2010. Entre os conceitos introduzidos em nossa legislação ambiental pela PNRS estão a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a logística reversa e o acordo setorial. 



Ela é definida como “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”. Em outras palavras, a indústria que lançou o produto é responsável por criar mecanismos para trazer sua embalagem de volta ou o próprio produto como no caso de pneus, por exemplo.
E não há uma fórmula pronta para que ela ocorra, cada indústria ou empresa precisa encontrar sua melhor solução. Se você ainda não encontrou uma para a qual você trabalha, nós mostramos alguns exemplos de quem já encontrou uma solução.

Embalagem de agrotóxicos

Agricultores, fabricantes e canais de distribuição contam com lei própria (lei 9.974/00) para o descarte ambientalmente correto das embalagens. Os agricultores lavam as embalagens e as devolvem nas unidades de recebimento. Os locais de devolução são indicados nas notas fiscais. O fabricante deve fazer a logística de transporte e dar a destinação final com reciclagem e incineração. 94% das embalagens de todo o mercado nacional são recolhidas e, dessa porcentagem, 95% é reciclado e 5% serve de combustível a incineradoras com licença ambiental, que possuem filtros e não emitem poluentes no processo de queima.

Pneus Bridgestone

A fabricante de pneus recebe os produtos em final de vida útil. Os pneus usados passam pelo processo de trituração e picotagem, resultando em fragmentos que são reutilizados. Com essa matéria-prima é possível fazer pisos, blocos e guias que substituem a brita, além de solados de sapatos e peças de reposição para indústria automobilística.

Itautec

A Itautec recicla computadores de mesa e terminais bancários de autoatendimento como parte do programa de logística reversa da empresa, controlada pelo grupo Itaú. As partes dos equipamentos são encaminhadas para 26 empresas homologadas para a reciclagem ser feita. Apenas 7% são compostos de materiais não são reaproveitados.

Embalagens Natura

Por meio de estudos e monitoramento do ciclo de vida das embalagens recicláveis de seus produtos, as embalagens são recolhidas e encaminhadas para reciclagem. Mais de 500 mil toneladas de resíduos tiveram destino adequado nos estados de São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Aparelhos Philips

Consumidores que tiverem aparelhos Philips inutilizados podem depositá-los nos postos de coleta credenciados pela marca. Além de aparelhos da Philips, pilhas, lâmpadas e baterias de qualquer outra marca são recolhidos e encaminhados para reciclagem.

Agora é a vez da sua empresa



Você gostou dos exemplos que viu e sabe que algo pode ser feito na sua empresa? Veja nosso outro artigo Logística reversa: está na hora de repensar seu negócio e comece o quanto antes um plano para seguir a PNRS.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

7 formas baratas de motivar os funcionários da sua empresa


Durante uma época de crise econômica, incentivar a equipe parece uma tarefa impossível: mesmo que sua empresa não tenha demitido ninguém, o clima de ansiedade generalizada é constante. Por isso, mais do que nunca, essa é a hora de colocar em prática algumas táticas para manter sua equipe feliz e produtiva.
“Incentivar é sempre importante. Em uma recessão, porém, não é apenas importante: é fundamental”, afirma Maria Cristina Ortiz, docente da Business School São Paulo (BSP). “Se não houver uma equipe engajada, você perde também a única forma viável de sair de uma crise econômica.”
Isso não significa que o empreendedor tenha que gastar rios de dinheiro para fazer uma boa gestão de pessoas (veja como ser um líder melhor em 2016). “Os incentivos não são apenas premiações e bônus, como costuma passar pela cabeça das pessoas. Dinheiro é relevante sim, mas não é a única forma de estimular”, defende Esmeralda Queiroz, consultora do Sebrae de São Paulo.
A chave para conseguir incentivar seus funcionários é pensar no que você pode fazer para deixá-los felizes, afirma Janaína Ferreira, professora de coach, liderança e carreira do Ibmec do Rio de Janeiro. Isso porque quem está feliz trabalha de forma mais produtiva. “É bom para o empreendedor, para a empresa e para os funcionários.”
Quer alguns exemplos de estratégias simples e econômicas para incentivar sua equipe? Confira, a seguir, sete delas:

1. Dê um propósito à sua equipe

O primeiro passo para incentivar seus funcionários é fazer com que eles saibam que o trabalho deles é importante. ”Fazer essas pessoas lembrarem que trabalham para uma causa maior dá sentido àquela ação do dia, por mais mecânica que ela possa ser. O funcionário não se sente incentivado se não sabe como sua atividade afeta outras áreas da empresa, qual a importância dele nesse processo”, explica Janaína.

2. Não faça reuniões apenas para dar broncas

Muitos empreendedores só falam com seus funcionários na hora de dar más notícias. Mas fazer reuniões para falar dos bons resultados e elogiar o trabalho que está sendo feito é tão importante quanto, mesmo que sejam conquistas pequenas. “Qualquer forma de reconhecimento já é um incentivo. Por meio dele, é como você dizer que acompanha o que a equipe produz, reconhece e divulga esse esforço”, explica Maria Cristina.
Também é preciso que os funcionários sejam incluídos nas conversas de planejamento. “Essa atitude melhora o clima da empresa, porque cria condições para que a equipe esteja engajada e possa contribuir com novas formas de alcançar as metas”, ressalta Esmeralda.

3. Saiba quem são seus funcionários

Para estimular sua equipe, é preciso saber as preferências de cada um dos funcionários. Por isso, reserve um pouco do seu tempo para saber o que anima cada funcionário, o que incomoda e o que é esperado para o futuro.
“Você não precisa gastar muito dinheiro: o que você precisa é gastar tempo, sentando com sua equipe e ouvindo. Caso contrário, você estará sempre dando estímulos errados”, afirma Maria Cristina. “Eu só engajo quando entendo os desafios pessoais de cada um. Quanto mais eu atuo como coach da minha equipe, mais eu desato os nós que impedem esses funcionários de trazerem bons resultados para a empresa.”

4. Proponha desafios e recompense

Outra forma de incentivar seus funcionários é oferecer pequenos desafios no dia a dia: por exemplo, buscar a solução para um problema antigo do negócio ou para bater a meta proposta. Quem resolver um desses desafios recebe um prêmio simples, como um vale-presente ou um produto da própria empresa. “Faça atividades curtas, com no máximo um mês de duração. O desembolso é pequeno, mas a equipe se engajará no desafio proposto”, ressalta Esmeralda.
Janaína recomenda ir além: para quem alcançar a solução, uma porcentagem do faturamento obtido com a ideia pode ser revertida ao funcionário. “Isso encoraja pessoas a criarem novos projetos, o que faz o faturamento crescer ainda mais.”

5. Estimule a capacitação

Na mesma linha, é preciso estimular o desenvolvimento intelectual e técnico constante dos funcionários. Isso porque quem está estagnado também fica desmotivado. “A pessoa tem que se ver crescendo na empresa. Ou seja, relacionando o resultado que traz para a empresa com seu desenvolvimento pessoal”, diz Maria Cristina.
E não é preciso desembolsar muito para capacitar a equipe. “Existem centenas de cursos, palestras e eventos de graça e online. A empresa pode fazer essa pesquisa e trabalhar com esse tipo de estímulo. Lembrando que tornar os funcionários valiosos é importante para a empresa também”, ressalta Janaína.

6. Feche parcerias com estabelecimentos próximos

É comum empresas fazerem acordos com academias, restaurantes e escolas próximas, com o objetivo de oferecer descontos aos funcionários. Essa é uma parceria que não costuma sair muito cara, diz Esmeralda, e pode ser uma via de mão dupla. “Seus funcionários ficam felizes e o outro negócio consegue atrair e fidelizar mais clientes. Dependendo do seu tipo de empresa, pode até ser possível oferecer produtos ou serviços para os funcionários do estabelecimento parceiro.”

7. Ofereça um espaço extra no escritório

Um ambiente alegre e organizado faz seus funcionários acordarem mais dispostos. E oferecer um espaço para isso dentro do seu negócio não significa, necessariamente, gastar mais. Janaína sugere, por exemplo, estimular os funcionários a decorarem suas mesas, estabelecer um dia para roupas mais casuais, promover um encontro semanal na própria empresa, dar prêmios simbólicos e reservar um pequeno espaço do local para relaxar e tomar café. “Levar alegria não tem custo nenhum para a empresa e as pessoas se sentem importantes”, ressalta a professora.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

7 detalhes que fazem você passar (ou não) numa entrevista

Mostrar respeito à figura do profissional de RH é essencial, diz especialista

Entrevistas de emprego são jogos delicados. Por vezes, um pequeno gesto involuntário ou uma palavra mal colocada podem colocar tudo a perder.
Algumas variáveis para o sucesso são até inusitadas. Pesquisas já mostraram, por exemplo, que o horário da entrevista e até as condições climáticas do dia podem interferir no humor de um avaliador - e levá-lo a se decidir ou não por uma contratação.
No entanto, há nuances mais ou menos controláveis que interferem nos resultados de um processo seletivo. Veja a seguir 7 desses detalhes, apontados por recrutadores ouvidos por EXAME.com:

1. Nível de positividade do discurso

A sua imagem perante o entrevistador depende em larga medida do entusiasmo implícito no seu tom de voz. De acordo com Gabriel Almeida, gerente executivo da Talenses, é esperado que o nível de energia varie naturalmente de pessoa para pessoa, mas é inegável que aquelas que transmitem mais positividade costumam ter vantagem.
Isso não significa que você deva ser teatral. “Eu me lembro de um candidato ótimo que acabou não conquistando a vaga porque fechava os olhos por três ou quatro segundos enquanto dizia algo”, conta Marcelo Beltrame, gerente da Michael Page. “Exagerar na energia, às vezes, pode ser interpretado como artificialidade por alguns recrutadores”.

2. Qualidade do vocabulário

Você não precisa - e nem deve - usar palavras muito difíceis só para impressionar. Ainda assim, você certamente ganhará pontos se tiver um vocabulário amplo, preciso e livre de gírias.
A conversa também é muito influenciada pelo emprego de jargões. “O candidato precisa identificar com quem está falando, se é com alguém da área dele ou com alguém do RH”, diz Almeida. Se o diálogo for com um leigo, é necessário adaptar o vocabulário mais técnico para se fazer compreender.

3. Capacidade de fazer perguntas

Segundo Fabio Saad, gerente da Robert Half, os candidatos não são avaliados apenas por suas respostas: quanto mais certeiras e interessantes forem as suas perguntas, maior a chance de causar uma boa impressão.
Isso porque pessoas que apenas reagem ao que lhes é solicitado podem transmitir certa indiferença ou até despreparo. Se o profissional não fizer nenhuma pergunta, o entrevistador pode até se perguntar se o candidato realmente entendeu tudo que foi conversado, afirma Saad.

4. Expressão facial e corporal

Nem tudo que interfere na decisão do avaliador sai da boca do candidato: muitas vezes, o recado é transmitido pelos pés, braços, olhos e diversas outras partes do corpo.
É que não faltam detalhes de linguagem corporal que podem afetar os rumos de uma entrevista de emprego. Segundo Paulo Sérgio Camargo, especialista no assunto, você deve gesticular moderadamente enquanto fala e inclinar-se um pouco para frente ao ouvir uma pergunta, por exemplo.

5. Respeito à figura do RH

Outro detalhe que faz toda a diferença é o tratamento dispensado ao profissional de recrutamento. Em grande parte dos casos, lamenta Beltrame, falta consideração por parte do candidato.
“É muito comum que a pessoa desmereça o departamento de recursos humanos e até insinue que preferiria falar com alguém da área dela”, diz. "Demonstrar, ainda que sem querer, que você não não vê muita importância na figura do recrutador é um tiro no pé".

6. Roupas

Via de regra, o vestuário do candidato não está no topo dos critérios de um avaliador. Porém, o seu guarda-roupa não deixa de ter um peso considerável para o seu sucesso.
Segundo Beltrame, até um ótimo candidato pode ser prejudicado se vier com roupas completamente fora do dressing code do seu potencial empregador. E se ele estiver fazendo uma entrevista às cegas e não souber nada sobre a empresa contratante? O melhor a fazer é apostar nas peças mais neutras que você encontrar, recomenda o executivo.

7. Empatia

Existe, por fim, algo totalmente imponderável na interação entre recrutador e candidato: a "química". Segundo Almeida, até a entrevista mais impecável pode ser ameaçada pela falta de identificação pessoal entre as partes. Mas como se preparar para uma variável tão subjetiva?
Para Almeida, o segredo é simplesmente agir de forma espontânea. "Ser você mesmo é a única forma de arriscar uma conexão pessoal verdadeira", explica. Ainda assim, há uma grande chance de tudo fracassar e você não saber exatamente onde errou. “É preciso aceitar que não dá para controlar tudo”, conclui o executivo.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

5 frases que pessoas fracassadas dizem para se iludir

Conheça e evite dizer sentenças que desestimulam os empreendedoreschefe; gestão; briga; conflito; briga (Foto: ThinkStock)

Muita gente usa essas frases como desculpa por seus erros (Foto: ThinkStock)
O fracasso é um medo permanente em nossas vidas. É um fantasma que destrói sonhos e torna a trajetória rumo ao sucesso mais difícil. Algumas pessoas enxergam a falha como uma oportunidade para aprender mais e não cometer os mesmos erros novamente.

Mas outras não. Encaram o fracasso como o fim de um sonho e acreditam que não têm culpa pelos seus erros. Por isso, têm um discurso pessimista, usado por eles para que acreditem que o insucesso existiu por causa de fatores externos. 
Para o empreendedor digital americano Larry Kim, essa autoilusão é refletida em algumas frases, normalmente ditas por quem fracassou. Ele afirma que essas sentenças desestimulam os empreendedores, pois mostram que o sucesso é praticamente impossível.  
Em reportagem do site da revista "Inc.", Kim lista as frases. Saiba quais são elas e as evite:

1. "Agora meu dia está arruinado" 
De fato, é ruim começar o dia com o pé esquerdo. Mas, segundo Kim, proferir essa frase incentiva as pessoas a pensar que nada mais dará certo e, consequentemente, faz com que elas não se esforcem mais nas horas seguintes. Por mais que seu dia tenha começado mal, há chances importantes de algo bem legal acontecer. Seja otimista. 

2. "Essa pessoa só serve para me atrapalhar" 
A frase é bastante egocêntrica, de acordo com Kim, e muito provavelmente não corresponde à realidade por uma razão simples: é bem difícil que alguém tenha tempo especialmente para te prejudicar. Caso realmente haja uma perseguição, faça o possível para ignorá-la. Quanto maior for a sua reação, mais fortes serão as provocações. 

3. "Não há chance disso funcionar" 
 Outra vez, este é mais um recurso de quem desiste antes mesmo de tentar buscar uma solução. Vale dizer que, naturalmente, nenhum empreendedor deve insistir algo que não dará certo. Ou seja: essa frase até pode ser dita. Mas só após algumas tentativas. 

4. "É impossível" 
É usada nos mesmos contextos em que a sentença anterior costuma surgir. E também só pode ser dita por quem pelo menos tentou algo. 

5. "Eu sou péssimo fazendo isso" 
Todos têm pontos fortes e fracos. Mas, assim como na primeira sentença, esta também pode levar quem a diz a não dar tudo de si em um determinado trabalho. É como se a pessoa fosse tão ruim em alguma coisa que nem tentasse fazê-la. 

Kim diz que empreendedores, até por não terem muitos funcionários, não podem ter essa postura. Devem estar dispostos a trabalhar em áreas que não dominam e a sempre aprender.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Decisão e ação: a chave do sucesso ou do fracasso

Por  J. Augusto Wanderley

Não decidir já é uma decisão

As pessoas nem sempre têm consciência de que, quer queiram ou não, estão sempre decidindo, pois não decidir já é uma decisão. Logo pela manhã já decidimos se queremos que o nosso dia seja AAA (ameno, agradável, apaixonante) ou DDD (difícil, desagradável, depressivo). Decisão é uma escolha entre alternativas e tudo o que se faz na vida é uma alternativa. Assim, por exemplo, a roupa que você está vestindo agora é uma alternativa e o mesmo vale para o que você vai fazer hoje. E para reforçar o que estamos escrevendo, vamos citar Peter Drucker: “O produto final do trabalho de um administrador são decisões e ações”.
Assim, devemos considerar que:
• É nos momentos de decisão que o nosso destino é definido
• São as nossas decisões e não as condições de nossa vida que moldam o nosso destino
• Você começa a mudar a sua existência no momento que toma uma nova decisão. Você deve saber que a qualquer momento uma decisão pode mudar o curso de sua vida para sempre
• Na grande maioria, são as pequenas decisões ao longo do caminho que fazem com que as pessoas fracassem
• A verdadeira decisão importa em ação

Se estamos sempre decidindo, é importante saber que decisões devemos tomar. Existem 5 que são fundamentais:
1) Decidir sobre o que queremos, nossas metas e sonhos
Quais sãos os nossos objetivos em todas as áreas da nossa vida, como profissional, afetiva saúde, financeira, contribuição?
2) Decidir sobre o que precisa ser feito e fazer o que precisa ser feito
Não adianta ter objetivos se não houver ação. Uma pesquisa feita pelo psicólogo Richard Wiseman sobre as promessas de fim de ano constatou que aproximadamente 78% das pessoas acabam não cumprindo suas promessas de fim de ano. Portanto, cabe uma pergunta: o que você fez ou está fazendo hoje está levando na direção dos seus objetivos? O fato é que se o que você fez ou estiver fazendo hoje não levar na direção dos seus objetivos, os seus sonhos não passam de ilusão. E é sempre bom lembrar o que diz John Whitmore: “Eu só posso controlar aquilo de que tenho consciência. O que não tenho consciência me controla. A consciência me fortalece”;
3) Decidir e desenvolver as competências necessárias
E este é um assunto da maior relevância que muitas vezes é mal compreendido ou compreendido superficialmente. Portanto, vamos nos deter um pouco mais neste tópico. Existem 3 competências que são fundamentais, sobretudo para um administrador, que são: processo decisório/solução de problemas, negociação e desenvolvimento de equipe/comportamento em pequenos grupos. É sempre bom enfatizar que processo decisório é a competência das competências, já que tudo na vida importa em decisão e ação. O fato é que aquilo que somos hoje é consequência das decisões e ações do nosso passado e o que seremos amanhã, das decisões e ações do presente.
Negociação é outra competência indispensável, pois passamos mais de 50% do nosso tempo negociando. Mas também deve ser entendido que para negociar bem existem algumas competências de apoio, como comunicação. Desenvolvimento de equipe é outra competência da maior relevância, pois as equipes são parte essencial do modo de se estruturar uma organização e de se fazer negócios. Um estudo sobre as 500 Mais da revista Fortune revela que 80% das empresas listadas adotaram o trabalho em equipes, pois equipes bem desenvolvidas são capazes de melhorar o desempenho dos indivíduos e são o fundamento da sinergia organizacional. Quando as organizações se reestruturam para competir, de forma mais eficaz e eficiente, elas escolhem equipes como maneira de melhor utilizar os talentos de seus funcionários/colaboradores.
As equipes são mais flexíveis e reagem melhor às mudanças do que os departamentos tradicionais e outras formas de agrupamentos permanentes, pois podem ser rapidamente montadas, organizadas e ajustadas. Isto sem considerar as propriedades motivacionais das equipes, pois elas facilitam a participação nas decisões. Entretanto, equipes despreparadas são a estrada para o fracasso e estão sujeitas a fenômenos como “pensamento grupal” e a coesão baseada em baixas normas de desempenho.
Mais ainda: Devemos considerar as competências sob três óticas que são a competências exigida, para fazer face aos problemas, desafios e oportunidades, a desenvolvida, fruto do nosso  esforço de autodesenvolvimento e a acessada, ou seja, a que nós conseguimos utilizar efetivamente. Pesquisas mostram que em função das adversidades, estresse e crenças limitantes, nos momentos de tensão é muito comum não termos acesso à plenitude das nossas competências e recursos e, como consequência, o nosso desempenho pode ficar extremamente prejudicado, como foi o caso do jogador de futebol Zinedine Zidane na Copa do Mundo de 2006.
Um outro ponto fundamental é que a competência não se mede pelo que você sabe, mas pelo que você faz. Assim, você pode ler tudo e saber tudo sobre dirigir automóvel, mas mesmo assim ser um barbeiro, ou uma barbeira. Portanto a verdadeira competência se define pelo que está condicionado no seu sistema nervoso. Ou como dizia John Dryden: “Primeiro nós fazemos nossos hábitos. Depois nossos hábitos nos fazem”.
4) Decidir sobre a administração do estado mental e emocional
Existem estados mentais e emocionais fracos/pobres de recursos e ricos de recursos. Não adianta ter competência, pois quando se entra em estado mental e emocional fraco de recursos não se tem acesso aos nossos recursos e competências. É importante identificar as 5 estratégias básicas para a administração do estado mental e emocional que são a cinestésica, a auditiva interna, a auditiva externa, a visual externa e a visual interna.
5) Decidir sobre nossas crenças
Crença é um sentimento de certeza em relação a algo ou sobre o que alguma coisa significa. São as conclusões e generalizações que fazemos a nosso respeito, dos outros e do mundo. Uma vez aceitas, nossas crenças tornam-se ordens inquestionáveis para o sistema nervosos e possuem o poder de expandir ou destruir as possibilidades do nosso presente ou futuro, haja visto o efeito placebo e o feitiço vodu. No caso do efeito placebo, uma pessoa que está comprovadamente doente, toma um remédio, que na verdade é farinha de trigo com açúcar e fica curada. No caso do feitiço vodu, quando uma pessoa acha que foi atingida pelo feitiço entra em depressão profunda e acaba até morrendo. 
Um outro exemplo do poder das crenças é o de um halterofilista que pode levantar facilmente 150 quilos, mas se é induzido a um transe hipnótico e recebe o comando de que não consegue levantar uma agulha, efetivamente não consegue levantar uma agulha. Assim, crenças, são como um comando hipnótico que nos fortalecem ou nos fragilizam e também afetam o nosso sistema imunológico, como mostrou Robert Dilts, um expert no assunto. A mãe de Dilts estava com um câncer avançado e considerado incurável pelos médicos. Entretanto, com um intenso trabalha de mudança de crenças sua mãe voltou a ficar completamente saudável.
O fato é que a maioria das pessoas não tem consciência do seu conjunto de crenças e nem da forma como elas impactam no seu desempenho.
Um outro ponto fundamental é que antes da decisão e ação vem a percepção e a compreensão e avaliação. O que deve ser entendido é que a percepção é a chave do comportamento, e aqui vem um equívoco fundamental da maioria das pessoas que acha que aquilo que veem é a realidade. Errado. O que uma pessoa vê é a sua versão da realidade e quem prova isto é Albert Einstein. Assim, se você estiver num trem em movimento de deixar um objeto cair, para você este objeto vai cair numa linha vertical. Entretanto, para que estiver fora do trem, este mesmo objeto vai cair numa linha inclinada ou numa curva. E isto sem considerar a questão dos modelos mentais. Mais ainda: existem dois outros fenômenos importantes de percepção que são a alucinação negativa e a alucinação positiva. A alucinação negativa é quando você olha e não vê. Você já procurou alguma coisa e não encontrou e de repente percebeu que estava na sua frente? Já a alucinação negativa é uma espécie de miragem e ter expectativas absolutamente irrealistas.
Um outro ponto que antecede a decisão e ação é a capacidade de avaliação. Warren Buffet quando perguntado pela razão do seu sucesso respondeu que se devia, em grande parte, à sua capacidade de avaliação. Um dos pontos que mais prejudica a capacidade de avaliação é a da avaliação precipitada e em consequência disto decidir. E é claro que a decisão estará errada. E o passo seguinte é defender a decisão tomada e agir como um torcedor, considerando somente os aspectos positivos da decisão tomada e ignorando todos os pontos negativos que podem ser muito maiores e invalidar a decisão. O fato é que em todos os treinamentos que desenvolvo, seja negociação, excelência de desempenho ou liderança, este é um dos pontos fundamentais que abordo, através de exercícios e simulações que levam a uma compreensão mais profunda da questão e de todas as suas implicações.
Conclusão: O sucesso ou fracasso de qualquer pessoa, não importa quem seja, inclusive Jorge Paulo Lemann, que é o homem mais rico do Brasil e uma das maiores fortunas do mundo, se deve a qualidade das suas decisões e ações. Um outro ponto importante em termos de decisão e ação é que quem quer ter sucesso estuda o sucesso. E é sempre bom lembrar de Isaac Newton que quando perguntado pela razão de suas descobertas respondeu: “Eu vi mais longe porque subi em ombros de gigantes”.

terça-feira, 5 de maio de 2015

LEI DA ENTREGA

O que fazer em caso de atraso ou erro na entrega de produto

ECONOMIA & NEGÓCIOS
Cláudio Considera

Fique atento na hora da compra para resguardar seus direitos quanto à entrega do produto no prazo combinado

(Foto: FreeImages)
Em vários Estados há leis determinando que fornecedores de bens e serviços fixem uma data e um turno para a prestação do serviço ou entrega. No caso de São Paulo, uma lei de 2009 era desrespeitada e os lojistas se valiam dela para cobrar taxa pela entrega agendada. Por isso, em 2013 foi sancionada outra lei , a 14.951,  proibindo as empresas que atuam no Estado de São Paulo de cobrar taxa adicional por entrega agendada de produtos e serviços.
A Lei da Entrega determina que quando for feita a compra ou a contratação do serviço, o consumidor receba por escrito qual a data e o período do dia em que a entrega ou serviço serão feitos. A exigência vale para todas as empresas que atendam consumidores de São Paulo, mesmo que estejam instaladas em outros Estados. Devem ser fixados , na hora de fechar o negócio, data e turno para a realização dos serviços ou entrega dos produtos, sem qualquer ônus adicional aos consumidores. A lei estipula que o turno da manhã compreende o período entre 7h e 11h; e o da tarde entre 12h e 18h; turno da noite entre 19h e 23h.
Na hora da compra o consumidor deve receber documento informando data e o turno e com identificação do estabelecimento, da qual conste a razão social, o nome de fantasia, o número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda (CNPJ/MF), o endereço e o número do telefone para contato.
Quando as entregas não são feitas conforme agendado ou ainda existam dificuldades nos agendamentos em horários adequados, o consumidor deve  primeiro fazer contato com o serviço de atendimento ao consumidor da empresa e, se não houver solução rápida, deve recorrer às entidades de defesa do consumidor.
Para se prevenir, na hora da compra o consumidor deve exigir  que no pedido ou recibo do pagamento conste a data da compra e da entrega. Se, ao preencher a nota, o fornecedor não escrever nela a data combinada para entrega, o próprio consumidor deverá escrever, diante dele.
Para fazer valer o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor é fundamental que o que foi combinado entre as partes esteja documentado. Se o consumidor não conseguir resolver o seu problema sozinho deverá procurar a ajuda de instituições de defesa do consumidor, como a Proteste, que farão a intermediação e/ou irão orientá-lo para buscar a Justiça.
O cumprimento da Lei de Entrega favorece o comércio eletrônico, pois permite que as empresas se organizem melhor e evita o retrabalho nos caso em que a compra retorna à transportadora por não ter ninguém para recebê-la.
Lei da Entrega: saiba como agir em cada caso 
Entrega atrasada: se o produto não é entregue no prazo combinado, fica caracterizado o não cumprimento da oferta, o que dá ao consumidor o direito de:
- exigir que o produto seja entregue imediatamente;
- aceitar produto equivalente;
- cancelar a compra e exigir a devolução do valor pago corrigido.

Entrega trocada: o consumidor poderá:
- recusar-se a receber a mercadoria, escrevendo os motivos na nota de entrega, caso o consumidor perceba o engano no ato do recebimento;
- pedir, por carta, a restituição da quantia paga ou o abatimento proporcional ao preço.

Se a entrega foi feita na ausência do comprador, o consumidor deve fazer a reclamação por escrito. E, se o produto entregue foi mais caro que o encomendado, o consumidor deve decidir se fica com a mercadoria recebida e paga a diferença ou devolve o produto e solicita a entrega do original.
Entrega incompleta: se o consumidor recebeu a mercadoria incompleta, faltando uma peça ou acessório, pode optar por receber os elementos entregues ou devolvê-los. Pode também seguir os procedimentos da entrega atrasada.
Entrega de produto defeituoso: o consumidor tem 30 dias para comunicar por carta o defeito, em caso de bens não duráveis, e 90 dias em caso de produtos duráveis. O prazo para reclamar começa a ser contado no momento em que o defeito for descoberto. O fornecedor ou lojista tem 30 dias para reparar o erro. O não cumprimento deste prazo dá ao consumidor o direito de exigir uma das seguintes alternativas:
- a substituição do produto por outro igual, mas em condições de uso;
- a restituição do valor pago monetariamente corrigido;
- abatimento proporcional do preço na compra de um produto defeituoso.

Em alguns casos, um telefonema ao SAC (serviço de atendimento ao consumidor) do fabricante ou da loja não é suficiente para sanar o problema. Uma reclamação por escrito deve complementar a iniciativa do consumidor. Essa carta deverá seguir com aviso de recebimento para assegurar a entrega da correspondência.

terça-feira, 10 de março de 2015

Como vender mais e conquistar novos clientes

Editado por Camila Lam de EXAME.com

Como transformar o lead em cliente? Quando uma pessoa busca um produto ou serviço ela demonstra que está interessada. Nesse momento é muito importante que a empresa esteja bem preparada para receber este possível cliente. Na Viva Eventos, por exemplo, temos um processo de atendimento bem detalhado para obter sucesso e efetuar a venda.
Na era digital, o primeiro passo é ser ágil no retorno. Quanto antes você fizer o contato, maiores serão suas chances, pois a rapidez no atendimento é uma excelente primeira impressão. Além disso, vale lembrar que a sua empresa não será a única procurada pelo lead.
Ao fazer o primeiro contato é preciso que o comercial esteja bem treinado e isso só é possível quando existe um processo bem estruturado. O comercial precisa dominar o seu produto, conhecer os concorrentes e exaltar os pontos positivos que a empresa oferece. Não saber responder algum questionamento pode passar insegurança para o potencial consumidor.
Claro que esse contato deve ser feito da maneira cordial para que o lead valorize a atenção recebida como um bom atendimento e não como aquele comercial agressivo que pretende vender o seu produto de qualquer maneira.
Ter imagens, vídeos, apresentações, um bom material publicitário e brindes ajudam na construção da imagem da empresa e do produto. E, no caso de um atendimento presencial, ter um local adequado e organizado para receber o cliente pode ser um diferencial.
Esse é momento de encantar, pois o atendimento tem que ser feito com muita clareza para que o comercial ganhe a confiança do cliente e concretize a venda. Algumas vezes, o lead ainda não estará preparado para fechar o negócio porque quer pesquisar um pouco mais.
É necessário que você tenha um bom material para ensinar ao cliente sobre o produto. Algumas empresas de cosméticos, por exemplo, ensinam a fazer maquiagem, pois acreditam que pessoas que sabem se maquiar compram com mais frequência. Tente também deixar alinhada uma data para retornar, é boa maneira de você entrar em contato sem parecer chato.
Vitor Pedrosa é sócio-fundador e diretor de franquias da Viva Eventos.

terça-feira, 3 de março de 2015

Dois erros de digitação no CV podem acabar com suas chances

Por Adeline Daniele

É bom você começar a fazer uma revisão extra sempre que for enviar o currículo para uma empresa.
Uma pesquisa realizada pela Robert Half, nos Estados Unidos, descobriu que apenas dois erros de digitação no currículo são suficientes para desclassificar um candidato do processo seletivo.
Segundo a pesquisa, 46% dos gerentes seniores entrevistados afirmaram que desistem de contratar um profissional se ele tiver cometido dois erros de digitação em seu currículo. E para 17% dos executivos, uma única falha já justifica essa desistência.
A boa notícia é que os recrutadores têm sido mais compreensivos e tolerantes.
A pesquisa também revela que houve uma grande redução no número de gestores que descartariam candidatos por apenas um erro no currículo nos últimos anos.
Em 2006, 47% dos gestores afirmaram que apenas um erro seria necessário para eliminar um candidato do processo.
Em 2009 esse número caiu para 40% e, hoje, 17% dos entrevistados desconsiderariam o profissional.
No entanto, é a partir do segundo erro que muitos dos recrutadores desistem de um candidato.
Enquanto em 2006 37% deles eliminariam um profissional da competição por uma vaga, em 2014 esse número subiu quase dez por cento (46%).
Erros201420092006
Um17%40%47%
Dois46%36%37%
Três27%14%7%
Quatro ou mais9%7%6%
Os erros de digitação mais comuns são relacionados a datas e à concordância gramatical.
De acordo com o diretor de operações da Robert Half no Brasil, Sócrates Melo, a tolerância aos erros está ligada ao tipo de posição que está em disputa.
“Entre os gestores brasileiros, ela costuma ser baixa. O tipo de erro conta mais do que a quantidade”, diz.
Melo também afirma que um currículo cheio de falhas pode transmitir a imagem de um profissional de baixa qualidade para os recrutadores.
Segundo o executivo, a análise de um currículo é feita por vários aspectos, que envolvem desde a formação até as realizações do profissional.
Ele também alerta para o fato de que o documento deve comunicar as qualidades do candidato de forma clara e objetiva em, no máximo, duas páginas.

Óbvio, mas nem tanto: você não pode esperar que o cliente saiba de tudo

Sempre pergunte ao seu cliente se ele está entendendo suas explicações, se tem alguma dúvida.


Daniel Godri Junior, www.administradores.com
Há alguns anos, comprei a casa onde moro e meses atrás resolvi reformá-la. O piso, de 17 anos, precisou ser retirado. Então, comprei um porcelanato 62x62cm e pensei que seria ótimo, já que o pedreiro assentaria mais rápido um piso maior que o antigo. Ao ver o tamanho do piso, o pedreiro reclamou “você vai me matar com um piso desse tamanho”, e explicou que meu piso era irregular e que provavelmente ficariam pontas e desníveis visíveis.  Algo óbvio para quem trabalha com isso. Mas apenas para quem trabalha com isso.
O erro de profissionais de longos anos de experiência é pensar, erroneamente, que o óbvio para si é o óbvio para os outros.  E ignorar isso pode custar caro, como a perda de clientes, o desmanche de uma amizade, uma comunicação ruim. O cliente pode se sentir prejudicado por não saber o que você está falando ou o que você quer dizer com aquilo.
Por exemplo, quando uma pessoa quer comprar um computador. Se ela não é entendedora do assunto, não adianta o vendedor dizer que a máquina tem um processador “X” de 8 gigas ou memória RAM de 34 megabytes, porque ela não vai entender nada. Essa falta de informação pode gerar um desconforto na hora de fechar o negócio.
Evite tratar seu cliente como especialista. Isso dificulta a escolha do cliente pelo seu produto. Outro exemplo são médicos que não explicam o diagnóstico ou sequer revelam a doença. Certa vez minha esposa retornou ao pediatra com meu filho mais velho porque achou que o antibiótico não estava tendo resultado, pois depois de dois dias ele ainda tinha febre. E o médico perguntou “ué, você não sabe que infecção de garganta pode dar febre na criança depois de três dias mesmo ?”. Não, ela não sabia, porque ela não é médica.
Agora imagine que você foi ao médico e ouviu dele que você tem espondiloartrose anquilosante. A menos que você seja médico, se ele não explicar que essa é uma lesão na coluna que pode ser resolvida com relaxantes musculares, analgésicos e fisioterapia, você sairá do consultório achando que seus dias de vida estão chegando ao fim.
Um ótimo exemplo de empresa que não trata os consumidores como especialistas é a rede de restaurantes Outback Steak House. Ao te atender, o garçom pergunta se você já conhece o restaurante. Se não conhece, ele se abaixa na altura da sua mesa e explica como o restaurante funciona e lhe mostra o cardápio. Se você já foi outras vezes, ele elogia sua volta e se abaixa para anotar o pedido. Ou seja, eles adaptaram o discurso de apresentação da casa, que parece óbvio e comum em todo restaurante, com originalidade e respeito ao consumidor.
Pense sempre que o que comum e rotineiro para você pode ser algo inovador para a outra pessoa. Óbvio que não dá para ser flamenguista e vascaíno ao mesmo tempo, óbvio que um relacionamento não sobrevive a contínuas brigas, óbvio que comer depressa faz mal. Tudo isso pode parecer óbvio, mas para muita gente não é.
Sempre explique ao seu cliente como funciona a sua empresa, os métodos de pagamento, o prazo de entrega, por que o seu produto é mais resistente ou mais seguro que o do concorrente.
Além disso, adapte a linguagem a cada cliente. Um idoso, por exemplo, terá maiores dúvidas que um adolescente na hora de comprar um smartphone. Bem como é mais provável que uma mulher terá mais dificuldade que um homem na hora de comprar um carro.
Sempre pergunte ao seu cliente se ele está entendendo suas explicações, se tem alguma dúvida. E se você, cliente, não estiver entendendo nada do assunto, não pense duas vezes antes de questionar. Uma boa resposta para sua dúvida pode te ajudar a fechar o negócio.
Sei que este artigo parece óbvio, mas, obviamente, o óbvio nem sempre é tão óbvio assim, não é? 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Não tem experiência profissional? Saiba o que colocar no currículo

Por Pâmela Kometani

Candidato a primeiro emprego deve destacar qualidades e cursos já feitos.
Voluntariado ou 'bicos' devem ser mencionados, dizem especialistas.


O que um candidato sem experiência deve colocar no currículo? É preciso "enchê-lo" com as suas habilidades e dizer o que quer aprender? Essas são algumas das dúvidas de quem está em busca da primeira oportunidade no mercado de trabalho.
Quando o recrutador vê a idade no currículo já imagina que o candidato não tem experiência, e isso não é visto como um problema. Ele deve sempre colocar em destaque o que tem de melhor: a formação escolar, um idioma, voluntariado e até uma experiência profissional fora do mercado formal”, orienta Flávia Mentone, gerente de diversidade e gestão de pessoas da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo.
Conhecimentos em idiomas, informática e cursos extracurriculares ou profissionalizantes ajudam a compor a lista de habilidades que podem ser apresentadas. De acordo com Dorileia Almeida, gerente da filial de Recife da Gi Group Brasil, empresa internacional de recursos humanos, o candidato pode destacar alguma característica que tenha relação com a vaga. “É interessante indicar se ele possui algum conhecimento específico do cargo para qual está concorrendo, assim como sinalizar se possui vivência em alguma atividade específica”, diz.
'Bico' é válido
Flávia diz que os recrutadores valorizam os "bicos" já feitos por quem está começando. Vale citar no currículo trabalhos em uma empresa familiar, em organização de pequenos eventos e até um trabalho temporário. 

Segundo as especialistas, candidatos que fizeram voluntariado e intercâmbio devem informar as experiências. Elas contam muitos pontos, porque mostram que o futuro funcionário gosta de aprender e de participar de diferentes projetos.
Projeto de iniciação científica, trabalhos de conclusão de curso (TCC) e atuação em empresa júnior da faculdade também podem ser mencionados.
Nota não precisa
Por outro lado, notas obtidas na escola ou na faculdade não devem entrar no documento, a não ser que a vaga seja acadêmica. “Caso o candidato alcance algum mérito acadêmico e considere importante incluí-lo em seu currículo, não vejo problemas, mas é importante utilizar o bom senso e não 'copiar' o seu histórico escolar para o currículo”, afirma Dorileia, da Gi Group Brasil.

O candidato deve sempre ficar atento ao tamanho do currículo e deve tomar cuidado para não colocar informações desnecessárias. “O recrutador tem uma pilha de currículos na mesa e os muito longos mal são vistos”, ressalta Flávia.
O ideal é evitar escrever habilidades genéricas, como proatividade e criatividade, e destacar os conhecimentos técnicos e habilidades adquiridas em cursos.
Veja passo a passo para montar o currículo para 1º emprego:
1) Dados pessoais
Informações que devem constar no início do currículo: nome completo, idade, estado civil, endereço, cidade, região, telefone (celular, residencial ou para recados) e e-mail.
2) Objetivo
Candidato pode listar o cargo de interesse. Caso ele não tenha uma posição específica, pode citar a área de atuação, como logística, administrativa, entre outras.
3) Formação acadêmica
Deve ser informado o último grau de escolaridade, ou seja, quem não tem nível superior deve citar o nível médio, e assim por diante. A descrição deve ter o nome da instituição, curso e ano de conclusão ou previsão de término.
4) Idiomas, informática e outros cursos
Como o candidato não possui experiência, ele deve mostrar que tem outras habilidades que poderão ser utilizadas no emprego.
5) Voluntariado e outras experiências
As experiências no mercado informal são válidas e podem ser citadas. O voluntariado é muito valorizado pelas empresas.
6) O que não colocar
- Foto (só quando o empregador solicitar)
- Número de documentos
- Título “currículo vitae” ou “currículo”
- Nome de pais, marido ou esposa e filhos
- Referências pessoais (contatos de pessoas que podem falar sobre o profissional não devem ser indicados)
- Pretensão salarial
- Cartas de referência
- Certificados de cursos realizados
- Data e assinatura
- Habilidades genéricas, como proatividade e criatividade
Objetivo
Flávia, da Secretaria do Trabalho de São Paulo, lembra que mesmo sendo um currículo para o primeiro emprego, o candidato não deve ser muito genérico. Não vale, por exemplo, escrever que quer apenas uma colocação profissional ou um emprego. “É importante colocar o cargo ou o objetivo, pois quando o recrutador ler o currículo ele vai ver que a pessoa sabe o que quer. E na entrevista, o candidato pode falar que tem interesse em aprender e de se desenvolver.”

“É primordial que o objetivo esteja explícito com o intuito de minimizar abordagens desnecessárias. É válido pontuar para quais cargos ou funções específicas o candidato tem interesse”, afirma Dorileia. É possível, por exemplo, dizer que quer atuar na área administrativa.
Para os candidatos que querem falar o quanto desejam aprender, Flávia indica que isso seja informado no corpo do e-mail, quando o currículo é enviado pela internet, ou durante a entrevista. Segundo ela, não vale colocar essa informação junto com o objetivo ou como um parágrafo solto no meio do documento.
Fuja das gafes
Segundo Dorileia, erros gramaticais, informações incoerentes, como nível de inglês desatualizado, formação acadêmica com informações incorretas e omissão de dados que impossibilitam o contato com o candidato estão entre os principais erros cometidos por candidatos que estão em busca do primeiro emprego.

Flávia também lembra que alguns candidatos "jogam contra", informando as habilidades que não possuem em vez de valorizar seus pontos positivos. “Se ele não tiver determinada experiência não precisa colocar que não tem. Ele não deve falar mal de si mesmo.”
Currículos com letras ou fundo coloridos e com desenhos não são considerados inovadores e não são bem vistos pelos recrutadores. A opção mais segura ainda é apostar no padrão tradicional.