terça-feira, 21 de agosto de 2012

Errar é fundamental

Por: Marcelo Mariaca

Errar é fundamental: ninguém chega ao sucesso sem passar pelo fracasso.
Executivos, como todos seres humanos, não estão imunes aos erros, muitas vezes, fatais para o negócio.


Quando aos seis anos de idade me mudei com minha família da Bolívia, onde nasci, para Troy, nos Estados Unidos, logo tive que me acostumar com a casa, o idioma, a cultura e os amigos. Tudo novo. Além do fato de eu não ser loiro e de olhos azuis, como a maioria das pessoas locais, lá pelos 16 anos percebi que, conforme o tempo passava, minhas calças continuavam me servindo, não ficavam curtas como a de todos os outros garotos. Conclusão: eu seria um baixinho. Quando me dei conta disso, recordo que me senti desafiado a ser um sucesso. Já que não cresceria em altura, seria, então, um grande profissional.

Aquela determinação precoce pode soar engraçada agora. No entanto, também demonstra que podemos, a qualquer momento, encarar o desafio de mudar o rumo da nossa trajetória, para chegar aonde desejamos, desde que o medo de errar não nos impeça de ousar.

Hoje, quase meio século depois daquela, digamos, implacável constatação, lanço meu primeiro livro, "Erre Mais", no qual dou 65 conselhos sobre liderança, relacionamento, demissão, autoimagem, empreendedorismo e aposentadoria, entre outros assuntos relacionados ao universo profissional. São 65 porque é a minha idade atual, com a qual me sinto bem e feliz, preparado para aprender e contribuir com o bem-estar e a evolução das pessoas.

Mas por que aconselhar as pessoas a errarem mais? Porque acredito que é praticamente impossível chegar ao sucesso sem passar por algum fracasso. E esse pensamento não se resume somente ao universo corporativo. Aprendi, ao longo do tempo, que é importante arriscar e se permitir errar, que não temos porque temer nos lançarmos ao desconhecido, ainda que o medo nos ronde o tempo todo.

Executivos, como todos os seres humanos, não estão imunes aos erros, muitas vezes, fatais para o negócio. Mesmo os mais bem-preparados podem cometer deslizes históricos, como o todo-poderoso Thomas Watson, então presidente da IBM, que em 1943 filosofou que só haveria mercado para uns cinco (cinco mesmo) computadores em todo o mundo. Nem o gênio Bill Gates escapou da derrapagem: há três décadas previu que 640 KB de memória deveriam ser suficientes para qualquer pessoa.

Guardadas as proporções, o erro faz parte dos avanços, das descobertas e das invenções, e é parte fundamental na aprendizagem. O próprio Bill Gates, cujo vacilo citamos, defendeu certa vez que deveriam ser premiados os autores de determinados erros que levassem a empresa a refletir sobre seus processos e evitar tropeços maiores. Errar, segundo os cientistas, aumenta as chances de acertos no futuro.

Para ter sucesso, a empresa deve desenvolver a cultura da inovação e, para isso, precisa incentivar entre os gestores a ousadia, a criatividade, a autonomia na tomada de decisões e a capacidade de correr riscos. A maneira como enfrentará esses riscos e obstáculos é que determinará o sucesso ou o fracasso da empreitada.

Mais humildes que os executivos, os cientistas admitem que só chegam à certeza por meio de um interminável processo de tentativa e erro. A humanidade agradece.


Marcelo Mariaca - é presidente do Conselho de Sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Administre seu negócio


15 conselhos que podem ser bastante úteis para a administração de novos negócios

O Brasil é o terceiro colocado em número de empreendedores entre os 54 países mais importantes do mundo.



Por Redação Administradores, www.administradores.com

Com 27 milhões de empresários ou de pessoas envolvidas na concepção de um negócio próprio, o Brasil é o terceiro colocado em número de empreendedores entre os 54 países mais importantes do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Somente em 2012 foram criadas mais de 1 milhão de empresas em território brasileiro. São Paulo é o estado com o maior número de novos negócios, mais da metade no setor de serviços.
Com o objetivo de contribuir para manter o alto índice de empreendedorismo, o Sindicato das Empresas de Contabilidade e Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP) preparou uma lista com 15 dicas que podem valer o sucesso de um empresário iniciante.
"O Brasil é um país cheio de burocracia. Para superar os obstáculos é preciso foco, profissionalismo, conhecimento e cautela para conquistar mercado, fazer a empresa crescer e ganhar credibilidade", afirma José Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP
1. Identificação do negócio
Inicialmente, identificar uma vocação e um desejo é importante porque é fundamental trabalhar com satisfação e não somente para ganhar dinheiro. "Buscar uma área de sua afinidade é um bom começo", aconselha Chapina Alcazar.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Você conhece o seu potencial?


Por Yoshio Kawakami
seu-potencialComo muito conceitos e noções aplicadas na área de recursos humanos, a questão do potencial e da performance também é um tanto obscura para os funcionários em geral. 

É uma prática de recursos humanos avaliar os profissionais através de metodologias que não são devidamente conhecidas pelas pessoas. Talvez ainda persista a noção de que a metodologia da avaliação tenha que ser um segredo para que a mesma seja isenta de qualquer preparo ou treinamento.

Comparo isso a alguém tentar ser aprovado num exame de Carteira Nacional de Habilitação sem saber previamente o que se requisita no exame, e sem auto-escola também. Ou quem sabe as provas seletivas para os atletas olímpicos serem realizados de surpresa, sem dar condições de preparação prévia.
  
Mas as corporações tem seus mitos e suas práticas. O fato é que o seu diretor não te diz quando e como fez a avaliação do seu potencial, na maioria das empresa. A performance é medida de forma clara contra metas pré-estabelecidas e não há muito que fique na dependência de uma avaliação subjetiva. 

Alguém já conversou com você sobre como o seu potencial é visto pela Diretoria ou pelos avaliadores de Recursos Humanos? Então, o que é esse tal potencial que muitas vezes determina a oferta de oportunidades de carreira para você?

Para não entrar numa descrição da metodologia de avaliação de Potencial vs. Perfomance, mas indicar que fatores são considerados, podemos considerar apenas aqueles que são considerados alto-potencial nas empresas.

Mas o que é potencial para você? Como você definiria o seu potencial? Se você não tiver suficiente conhecimento para definir o que é potencial, você seria como um atleta de corrida que não sabe se a prova é de 100 metros ou uma maratona de 42.600 metros, certo?

A definição mais direta de potencial é muito simples! É agilidade de aprendizado!

Mais uma vez, é uma avaliação relativa com os seus colegas, com a média da empresa, com a média do setor ou com o padrão da indústria, como exemplos. Um profissional com potencial elevado é alguém que tem a capacidade de adquirir conhecimentos com rapidez, aprende com rapidez e coloca em prática o que aprendeu. 

O potencial é normalmente validado por um grupo de superiores e raramente depende apenas de uma pessoa. Não basta o seu chefe dar apoio se você não é visto como alguém capaz de melhorar a sua performance e realizar trabalhos importantes por outras pessoas em nível superior.

Ainda assim, alguém com potencial elevado pode ser classificado em pelo menos 03 níveis dentro da categoria de alto-potencial. A consistência da performance é o classificador que determina se você é uma Estrela Consistente, uma Futura Estrela ou um Diamante Bruto.

É claro que uma pessoa que num determinado momento não é vista como um potencial elevado, pode vir a ser reconhecido em outras circunstâncias e condições, e vice-versa. O fato de ser considerado alto potencial num momento não garante esta atenção ao longo do tempo.

Mas suponha que você seja um Diamante Bruto, uma pessoa com alto potencial, mas no estágio inicial. Como você é visto pelos seus superiores?

Na realidade você é literalmente um alto potencial, que a maioria das pessoas percebem como alguém capaz de realizar um grande trabalho na organização. Isto pode significar que você ainda não teve tempo ou oportunidade para demonstrar a sua capacidade plenamente. Pode também significar que você não teve consistência na sua performance nos últimos tempos, embora tenha a sua competência reconhecida. Pode ser que você esteja num trabalho equivocado ou as condições não são favoráveis.

É importante que você perceba a sua situação e não fique por muito tempo nesta condição. Ninguém paga por potencial não realizado!

E se você estiver na classe de Futura Estrela, ou seja no nível intermediário entre aqueles reconhecidos como potenciais elevados? O que seus superiores estão vendo?

Provavelmente a sua performance característica é de normalmente atingir as expectativas e algumas vezes excedê-las. Deve ter a capacidade de assumir os novos desafios de forma consistente e rapidamente toma conta da situação, demonstrando que tem flexibilidade para assumir mudanças de carreira para diferentes situações.

Mas então, o que lhe falta para ser uma Estrela Consistente? Aquela classe em que há poucos e todos os querem? O que diferencia os que estão nesta classe, no topo da escala dos profissionais de alto potencial?

A principal característica é que estes profissionais são vistos sempre como a melhor alternativa para os desafios. São os que resolvem praticamente qualquer situação ou problema. De uma maneira geral, a organização tem tanta confiança nestes profissionais que um resultado aquém das expectativas é visto como algo além do alcance da organização.

Estes são os que realizam sem ter recursos suficientes ou prazos razoáveis, como se criassem recursos a partir do nada. Na realidade são profissionais que fazem com que a organização aprenda muito rapidamente e multiplique os resultados. Assumem desafios complexos em áreas novas com movimentação lateral ou com promoção. Literalmente estão prontos para a próxima promoção disponível.

Como você pode perceber, o que diferencia o profissional nas 03 classes é a consistência da sua performance. 

Uma performance menos consistente leva-o até o Diamante Bruto, que se não convence os superiores com consistência, não alcançam a classe das Futuras Estrelas.

Os que estão na classe das Futuras Estrelas já apresentam um performance consistentemente superior à grande maioria dos colegas, mas ainda necessitam de condições relativamente adequadas para alcançar uma boa performance. 

E na classe das Estrelas Consistentes estão os que contam com grande confiança dos superiores por já terem comprovados que fazem e acontecem em praticamente qualquer situação, mesmo nas menos favoráveis.

Você percebe que o fator velocidade é o grande diferencial? Aprender rapidamente te movimenta de um foco restrito a uma área para um campo de atuação mais amplo, onde há mais oportunidades. Até chegar ao nível de alto-potencial. 

Depois é necessário agregar consistência de performance, movendo-se das condições mais favoráveis e adequadas para sua atuação, até adquirir condições de apresentar performance excelente mesmo em condições desfavoráveis. É nessa condição, visivelmente desfavorável, que o seu valor individual se destaca.

Lembre-se sempre de que é necessário ter performance e potencial. E que velocidade e consistência são os aspectos determinantes.

Colunista
YOSHIO KAWAKAMI

YOSHIO KAWAKAMI

Presidente da Volvo Construction Equipment Latin America
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

O que é uma startup?


Autor: Samara Teixeira

StartupCom a crescente demanda do mercado de Internet, cada vez mais empresas estão nascendo com projetos ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de novas ideias. É comum escutarmos o termo startup, o qual representa estas corporações geralmente de caráter tecnológico, tendo como alicerce o espírito empreendedor e a busca por um modelo de negócio inovador.


As startups buscam, por meio de análise de mercado, transformar ideias em grandes empreendimentos, possuem baixos custos iniciais, porém, com uma expectativa de crescimento muito grande. Exemplos claros de startups que já estão solidificadas no mercado são o Google, a Yahoo e o Ebay. Um ponto a ressaltar é que startups não são somente negócios de Internet – elas nascem com mais facilidade como empresas de software, pois é bem mais econômico do que uma indústria.


Para Gustavo Caetano, presidente da Associação Brasileira de Startups, a maioria delas têm um perfil jovial, otimista, não burocrático e sem elementos tradicionais de uma empresa comum, como hierarquia rígida, formalidades de vestuário e horários fixos, por exemplo. As startups, em regra, querem as pessoas felizes e com qualidade de vida, fazendo o que gostam, utilizando de forma agradável o capital intelectual adquirido.

Por serem promissoras, as startups atraem diversos investidores que absorvem as ideias como uma forma de melhoria do próprio negócio, utilizando ferramentas e permitindo a elas o ganho de visibilidade no mercado. Um investimento, por definição, tem um início e um fim e o objetivo é gerar lucro. “Os investidores procuram startups, pois, como o mercado de tecnologia está em alta, em grande parte resultado da revolução da conectividade e mobilidade, o crescimento de uma startup pode ser exponencial e muito rápido, e o mesmo acontece com o seu valor de mercado”, explica Caetano.  Por esse motivo, o investimento que atinge o sucesso, pode retornar muitas vezes mais o valor do investimento e essa alta rentabilidade atraem os investidores com maior perfil de risco.

Segundo Rodrigo Borges, VP de Novos Negócios e Fundador do Buscapé Company, “ existem startups que estão dentro da cadeia de valor do Buscapé, que procuram criar ferramentas que auxiliem o consumidor, então, nós somos uma plataforma que disponibiliza suporte em tecnologia e mentoring para estas empresas”.

Para que uma startup atraia um investidor, ela deve estar alinhada com o perfil de negócios da corporação e buscando maneiras de agregar diferenciais de negócio, “O maior exemplo de sinergia do Buscapé foi o SaveMe, que é um agregador de cupom, onde em questão de  1 ano saiu de 0 para faturar 30 milhões”, afirma Borges.

Um exemplo de investimento recente realizado pelo Buscapé foi o Moda It, um agregador de informações com formadores de opinião sobre moda, ou seja, quando uma pessoa vai comprar um vestuário, terá todas as informações necessárias sobre as tendências daquela peça.

Como atrair investidores


É importante o empreendedor estar atento às demandas para criar produtos que sejam atrativos para o mercado. Uma startup deve ter este espírito, “investir em uma startup é um investimento de risco, pois, na criação de um negócio inovador estão envolvidas diversas variáveis de sucesso”.

Por esse motivo, os investidores procuram empresas que ofereçam uma boa relação entre risco, inovação, mercado e escalabilidade. “Alguns preferem investir em startups com modelo de negócio já aprovado, outros preferem com alto grau de inovação. Mas todos investidores procuram empreendedores de alto impacto, startups com um bom time e que acreditem no problema que estão resolvendo”, resume Caetano.

Startup na prática


Um exemplo de startup com uma ideia inovadora e um propósito interessante é a Dreabe, a primeira rede social brasileira planejada para ajudar pessoas a realizar sonhos. O projeto roda na Internet, desde março deste ano, e já despertou o interesse de mais de 14 mil ‘dreabers’, como são chamados os usuários cadastrados no site. Agora, o lançamento oficial da proposta, previsto para agosto, depende da injeção de recursos externos.

Os idealizadores do Dreabe são os irmãos Djeison e John Moreira, de Santa Catarina e residentes em Curitiba, capital do Paraná. Um dos fatores que atraiu o investimento, segundo os fundadores, foi a solidez do modelo do negócio. Os objetivos, funções e todo o detalhamento do projeto estão fundamentados em um documento denominado ‘Princípios Dreabe’.

“O principal motivo para se investir no Dreabe é entender o valor de um sonho. Trata-se de uma nova plataforma social pela qual pessoas, empresas e ONGs podem se conectar e se ajudar. É um modelo que, além de despertar esperança e altruísmo, pode gerar receita, fugindo ao sistema de publicidade convencional utilizado pelas redes sociais”, explica Djeison Moreira, fundador e promotor de sonhos do Dreabe.

Para Moreira, existe certa dificuldade em entender o conceito de startup, pois alguns acham que qualquer negócio novo pode ser chamado assim, mas, para ele, startup é uma empresa nascente que tem um modelo de negócios não testado em um ambiente cheio de incertezas.

Para atrair os investidores a ideia tem que ser interessante, mas se os empreendedores forem diferentes, criativos e únicos, eles criarão não apenas uma boa ação, mas,  diversas.

Segundo Moreira, sempre que conversa com investidores, deixo claro que a Dreabe é o passo número um de uma série de ideias que ainda virão.


Fonte: O que é uma startup? | Portal Carreira & Sucesso