terça-feira, 24 de julho de 2012

Empresas valorizam o intraempreendedorismo


Autor: Samara Teixeira

Em um cenário corporativo cada vez mais competitivo, ter uma postura ativa dentro da empresa é garantir destaque e valor. Assumir riscos, transformar ideias em negócios rentáveis e motivar colegas, são características do colaborador intraempreendedor. O temor pela hierárquia e a insegurança estão sendo substituídos por atitudes e ideias inovadoras destes profissionais que estão engajados com os negócios da corporação.

Encontrar profissionais que estejam realmente engajados, não é tarefa fácil para as organizações. Cresce o número de colaboradores que cumprem suas funções sem almejar soluções que possam agregar valor aos produtos da corporação ou que exponha uma ideia que otimize um processo de produção, seja de RH, estratégia, pesquisa, marketing ou comunicação, é importante estar atento a todas as áreas da empresa. Segundo Robert Schaefer, diretor executivo do CRF Institute e especialista internacional em práticas de RH, “o colaborador intraempreendedor é um artigo raro no mercado de trabalho, são profissionais que tratam do negócio como se fossem os donos e assumem total responsabilidade por suas ações”, afirma.

Toda empresa quer este perfil de colaborador em sua equipe, pois, ele sabe aonde quer chegar, pensa no negócio de maneira global, é líder e se preocupa com todos. Para Suzana Azevedo, especialista em coaching da ns2a Desenvolvimento Humano, é diferente do funcionário comprometido que traz resultados, mas que trabalha por si. O intraempreendedor pensa na empresa como um todo e consegue mobilizar pessoas em torno do seu objetivo com profissionalismo.
Para garantir uma postura deste tipo é muito importante conhecer exatamente o mote de negócio da empresa  e assumir posturas proativas, segundo Thiago Cury, especialista em couch, “tem que ser comprometido, buscando sempre investir em si e em pró da carreira e da empresa, possuir uma percepção alta para enxergar possibilidades de mercado. Ou seja, ele sempre estará em cursos de especialização, que agreguem valores para execução do seu trabalho, por exemplo”.

Como investir e reter estes talentos


É importante que os líderes estejam preparados para identificar e otimizar o talento deste colaborador intraempreendedor, “não adianta, por exemplo, esperar de um profissional que possui características operacionais que ele pense naturalmente na estratégia de desenvolvimento de um novo projeto”, explica Azevedo.
É preciso ter sensibilidade para descobrir aqueles que são empreendedores. Por outro lado, a empresa pode estimular o espírito empreendedor da equipe por meio de treinamentos, coaching, projetos novos e o incentivo à criação de novas ideias ou, até, tornando os seus colaboradores sócios do negócio.
Para Cury, algumas companhias investem em programas de desenvolvimento custeando estudos e especializações, indicando para cursos relacionados aos principais objetivos da empresa, abrindo espaço para o colaborador vivenciar MBAs no exterior trazendo para o ambiente corporativo o que melhor foi absorvido, entre outros.

Características do Intraempreendedor


É preciso destacar que o intraempreendedor agrega valores, como dinamismo, iniciativa, espírito de equipe e o famoso “olho do dono” no projeto. Tem sempre ideias e mesmo quando ainda não é pauta de discussão já visualiza alternativas de evolução e desenvolvimento.
Confira abaixo algumas características do profissional intraempreendedor:

  • Olhos de “dono na empresa”: não se preocupa apenas com o seu departamento, mas com a companhia em sua totalidade, de forma interdependente.

  • Gosta do que faz: tem paixão pelo trabalho, tem a sensação de que a experiência está realmente agregando e valendo a pena.

  • Transforma ideias em realidade: implanta projetos com começo, meio e fim de forma proativa e autônoma.

  • É persistente: faz de tudo para que o negócio dê certo e dissemina isso aos outros colaboradores, atuando como líder da equipe e encorajando-os a continuar.

  • Passa à frente o que sabe: gera efeito cascata e forma outros executivos empreendedores.
  • É proativo e se antecipa: enxerga nos momentos de crise uma oportunidade de crescimento e/ou de aprendizado.

  • Faz mais: ele excede os limites, vai além do pré-estabelecido.

A força de uma cultura


Por Eugênio Mussak*                 

No mês passado, aconteceu o primeiro lançamento da Apple pós-Steve Jobs. O carisma dele não estava no palco, mas o legado de suas ideias e o seu jeito de ser estavam lá, intactos. Tim Cook, atual presidente da Apple, fez uma apresentação minimalista e até procurou se vestir de modo parecido ao de Jobs. É impressionante a força da cultura de uma empresa, quando ela tem seus atributos bem claros e é praticada pelos seus funcionários.

A cultura de uma organização é o conjunto de crenças e princípios que definem o comportamento das pessoas que trabalham nela ou que se relacionam com ela. É o recurso psicológico da companhia, tão necessário quanto os recursos materiais para a execução da estratégia da empresa. Jobs deixou na Apple pelo menos quatro ícones culturais.

O foco – Quando retornou à Apple, Jobs encontrou a empresa perdida em um grande número de projetos que competiam entre si. “Toneladas de produtos, a maioria de má qualidade”, em suas próprias palavras. Ele definiu que a empresa teria apenas quatro produtos: um computador de mesa e um laptop de uso profissional e o mesmo par para uso pessoal. Assim acabou com a dispersão de energia. O resultado foi aumento de eficiência e de qualidade.

A excelência – A obsessão com a excelência garantiu o posicionamento da Apple. Jobs definiu que o belo era importante. Os designers ganharam status, os engenheiros tiveram de se submeter a seus caprichos. O resultado foi o encontro da alta tecnologia com a arte.

A confiança – Na Apple cada pessoa está preocupada em fazer apenas seu trabalho porque tem absoluta certeza de que cada colega está fazendo o seu, da melhor maneira. A confiança é o atributo mais poderoso para a construção de uma verdadeira equipe.

A paixão – Os nerds de Cupertino, cidade sede da Apple, são apaixonados pela empresa, ainda que o nível de exigência prejudique a qualidade de vida. É fácil se apaixonar por uma ideia que está mudando o mundo e, claro, sentir-se fazendo parte dessa revolução. Steve Jobs disse que não gostava de colocar botões de liga/desl iga em seus equipamentos, pois achava que eles não deveriam ser desligados nunca. Ele não está mais aqui, mas nenhum botão será capaz de desligar a cultura que ele criou para a Apple. Essa continua, pois é maior que o homem que a criou.

*Eugenio Mussak é educador e escritor, formado em Medicina na UFPR com especialização em Fisiologia Humana, é professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral. Membro do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Recursos Humanos, autor de vários livros, entre os quais Metacompetência, Liderança em Foco, Caminhos da Mudança e Pensamento Estratégico para Lideres de Hoje e Amanhã e atualmente é colunista das revistas Você S.A. e Vida Simples da Editora Abril.

Fonte: Você S/A

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sentir falta de reconhecimento profissional pode ser sinal de imaturidade



Muitos profissionais reclamam por se sentirem invisíveis ou ignorados no ambiente de trabalho. Essa situação, porém, pode ser tanto culpa da empresa, representada pelo chefe e pela equipe, como do próprio profissional.
Para a palestrante e consultora de recursos humanos, Meiry Kamia, são basicamente duas situações. Pode acontecer que os membros da equipe e até o chefe estejam adotando uma postura proposital, no sentido de excluir, conscientemente, o funcionário. Quando isso acontece, pode ser considerado, inclusive, como uma modalidade de assédio moral.
“O assédio moral se configura quando o chefe, por exemplo, desqualifica o subordinado de forma proposital. Ele ignora, isola e finge que a pessoa não existe”, explica Meiry. Porém, é preciso certo cuidado nesse tipo de avaliação. Como envolve a percepção humana, é possível que o profissional esteja enxergando de maneira errada a situação.
Para provar que realmente existe uma situação de assédio moral, é preciso de testemunhas. “No assédio moral, tem que ter provas e testemunhas. Outras pessoas precisam confirmar que estão te isolando”, diz a consultora. Essa confirmação é preciso porque se o próprio profissional estiver se sentindo mal com ele mesmo, ele pode estar projetando seu estado emocional para fora. Assim, ele pode estar vendo uma situação que não existe.
Não espere pelo reconhecimento
Além do assédio moral, há muitos que reclamam que não são suficientemente reconhecidos por seus líderes. Ou seja, apesar de serem dedicados e de fazer um bom trabalho, seus chefes nunca parabenizam seu trabalho. Segundo a consultora, isso é um defeito profissional.
“Querer reconhecimento é problema de maturidade profissional. Não podemos trabalhar esperando isso. Essa é uma postura de pessoa imatura”, avalia Meiry. Na prática, se você está frustrado, desanimado ou insatisfeito porque seu chefe não fica elogiando seu trabalho o tempo topo, o problema é você e não ele.
Essa necessidade constante de reconhecimento não é comportamento de profissional. A pessoa madura tem autonomia e capacidade suficiente para saber quando fez um bom trabalho e quando não fez. Se o chefe elogiar, será um bônus, mas viver em função disso, é um erro.
Na prática, se você é o tipo de pessoa que reclama constantemente da sua empresa pois não recebe elogios suficientes, vale a pena repensar sua postura. A função do chefe é dar feedback, ou seja, ajudar a equipe a se desenvolver, pontuando os erros e mostrando o caminho certo e não ficar agradando.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Vantagens de trabalhar em grandes empresas

Autor: Samara Teixeira
Vantagens

Projeção no mercado, programas de desenvolvimento e capacitação subsidiada são algumas vantagens de trabalhar em grandes corporações. Além de oferecer excelentes benefícios, as multinacionais costumam proporcionar visibilidade ao profissional, no entanto, é fundamental que se tenha em mente que o profissional terá que executar suas atividades com responsabilidade e engajamento para conseguir oportunidades nestas empresas.

Cada vez mais as organizações apóiam seus colaboradores, mas a tendência é que se invista mais em quem oferece melhores resultados. Hoje os objetivos não são apenas a capacidade de alcançar metas, mas, também, a habilidade de agregar valores e conhecimentos que fujam da teoria e das cadeiras acadêmicas. Saber posicionar-se e criar soluções práticas, prezando o respeito e, principalmente, os valores da empresa, são fatores que fazem a diferença.

Segundo Caroline Calaça, consultora da Development Liderança em Coaching, “a vantagem de se trabalhar em grandes empresas é que dentro da própria organização existe espaço para crescer. As possibilidades de promoção em prazos menores são prováveis desde que o profissional realize um bom trabalho. O principal diferencial é que elas costumam oferecer programas de desenvolvimento e capacitação subsidiados, além de, patrocinar a participação em treinamentos externos, programas de coaching individuais, mentoring, cursos de MBA, entre outros”.

Um profissional que quer aprender e crescer deve aproveitar todas as oportunidades oferecidas, destinadas aos seus conhecimentos técnicos e sobre o negócio a fim de construir referências de sucesso. “Um dos diferenciais destas organizações é a possibilidade de rotação em diferentes áreas. Por exemplo, um profissional de finanças, tem a possibilidade de passar por Planejamento Financeiro, Tesouraria e Contabilidade. Outro ponto importante é a possibilidade de ter uma carreira internacional”, explica Rafael Elias, colaborador da Unilever Brasil, que está nos Estados Unidos na área de Controladoria pela América do Norte.

Construir carreira dentro de uma multinacional é possível desde que o profissional esteja apto a vencer desafios diários e a aprimorar-se.  Para Flávia Kawazoe Cabral, especialista em Marketing e Comunicação da IBM Brasil, “existe um investimento real no profissional, cursos, comunidades para discussões de ideias e  publicações de textos sobre diferentes temas. A IBM possui um programa interessante de mentorização, no qual você escolhe um profissional dentro da empresa, que você admire, e este vai te ajudar no desenvolvimento e a buscar maior conhecimento”.

Existe, também, o incentivo da empresa para que o colaborador conheça outros mercados e culturas com programas internos diferenciados, “recentemente fui selecionada num programa altamente competitivo dentro da IBM, no qual, você trabalha por um mês em uma ONG em países com culturas diferentes, como China, Vietnã, Camboja, Turquia e Egito. O objetivo é ajudar as ONGs no desenvolvimento de suas necessidades e propiciar ao colaborador uma ampla visão de mercado”, conta Kawazoe.

As ferramentas estão disponíveis e cabe apenas ao profissional mostrar seu real comprometimento. As grandes companhias esperam que o funcionário seja um empreendedor do seu trabalho e de sua carreira, sempre mostrando interesse e entusiasmo para crescer e agregar diferenciais nos negócios.

Como ingressar em multinacionais

Os processos seletivos para cargos em grandes empresas são exigentes e contam com várias etapas. Testes online, provas presenciais, entrevistas com gestores e diretores, dinâmicas em grupo, conversas com profissionais de recursos humanos, enfim, ferramentas que visam encontrar o melhor profissional, aquele que mais se enquadra com a visão e missão da empresa.

Hoje, as multinacionais contratam pessoas por meio da avaliação de conhecimento técnico, mas não somente isso, pois na mesma proporção são valorizados atitudes assertivas, habilidades de se colocar em prática o aprendizado de maneira consistente e hábil e, ainda, o alinhamento dos valores do indivíduo com os valores organizacionais. Para Calaça, “uma boa dica é procurar conhecer a missão, visão e valores das organizações. Nos sites existe a identidade da empresa em que se pretende trabalhar, o alvo a ser atingido por meio da visão e os valores para que o próprio candidato avalie se o que a empresa espera é o que ele tem a oferecer e vice e versa”.

Ingressar em grandes corporações exige paciência e dedicação dos candidatos, “você passa por um longo processo seletivo, que engloba entrevista com várias pessoas, muitas vezes com diretores de outros países. Além disso, uma coisa importante numa empresa global, como a IBM, é a habilidade com outro idioma. O inglês, hoje, é exigência”, finaliza Flávia Kawazoe.