sexta-feira, 29 de junho de 2012

Telefonista: o cartão de visita das organizações


Autor: Caio Lauer
TelefonistaMuito mais do que efetuar ligações, a telefonista é a voz da empresa em que trabalha. Seu dia é comemorado em 29 de junho, mesmo dia de São Pedro. Em uma passagem bíblica, Jesus diz a São Pedro que o santo possui a chave do céu, citando que “tudo que for ligado na Terra, será ligado no céu”. Por conta da analogia com a função da telefonista, o dia de São Pedro tornou-se a data comemorativa da profissão.

Operar equipamentos, atender, transferir, cadastrar e completar chamadas telefônicas locais, nacionais e internacionais, comunicando-se formalmente em português e/ou línguas estrangeiras são suas principais funções. A telefonista representa a companhia em todos os sentidos. Uma boa profissional colabora para a empresa conquistar clientes e agrega valor à marca, tornando-se a porta de entrada das organizações. “Ela deve ter uma preparação técnica de postura e bom tom de voz. Por lidar diretamente com pessoas, deve manter sempre a educação para causar uma boa impressão e conduzir de forma satisfatória este contato entre pessoas e empresa”, indica Cenise Monteiro de Moraes, diretora da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fenattel).

Com o atendimento automático e a chegada das novas tecnologias, a telefonista perdeu espaço e houve uma redução da categoria nos últimos tempos. Porém, em grandes empresas, ainda é muito comum encontrarmos esta profissional.

O cargo de telefonista se modernizou e se expandiu. Elas são, em sua maioria, do sexo feminino, com cerca de 90% das ocupações da classe. Os segmentos que mais contratam estas profissionais são as grandes multinacionais, hotéis, radiotáxis, instituições de ensino e hospitais. De acordo com a diretora, humanizar a empresa é uma das funções da telefonista. “Ela é a pessoa que recebe ligações, escuta os clientes e fornecedores, e que anota recados e transfere ligações com mais agilidade”, conta.

Conhecer bem a empresa como um todo é fundamental para a profissão. Ter destreza e boa memória também colaboram muito para a execução do trabalho. É importante conhecer todos os departamentos e ter muita tolerância. “Às vezes, atendemos pessoas alteradas e é necessário ter paciência e jogo de cintura nestas situações. Então, o atendimento deve ser feito com profissionalismo e regularidade”, explica Cenise.

A função de telefonista também serve como porta de entrada para o mercado de trabalho, apesar de muitas empresas exigirem profissionais já experientes para ocupar o cargo. “Muito jovens são recrutados e preparados pelas próprias companhias por meio de treinamentos. Existem também casos de pessoas que querem voltar a trabalhar e procuram esta função para retomar a carreira”, aponta.

Para atuar na função, não há exigências quanto à formação. No entanto, é importante que o profissional tenha o ensino médio completo, bons conhecimentos na língua portuguesa e facilidade de comunicação – saber outros idiomas é um diferencial no momento da contratação. “Ter fluência verbal e ser comunicativa são competências básicas. A questão da vestimenta também é muito valorizada e as empresas exigem profissionais bem uniformizadas”, diz Virgínia Berriel, diretora do Sinttel-Rio (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicação do Estado do Rio de Janeiro).

Futuro na profissão

Por não haver muitas possibilidades de crescimento na carreira, a função de telefonista acaba servindo como um trampolim para outras áreas e cargos em uma organização. Muitas pessoas expõe a capacidade de executar tarefas mais complexas e acabam migrando para outros departamentos. Mostrar interesse em progredir é fundamental. Criar relacionamentos com outros funcionários e ter atenção a processos internos de promoção também são dicas interessantes. Segundo Berriel, existe a possibilidade de ascensão no caso de se tornar uma telefonista bilíngue ou trilíngue. “Algumas empresas possuem grupos maiores de profissionais que demandam uma supervisora, mas isso não acontece muito”, pondera.

A profissional tem a consciência da limitação da atividade e, muitas vezes, possui dois empregos. A jornada de trabalho de uma telefonista é de seis horas, o que permite maior flexibilidade de horário. “Por lei, a jornada máxima é de 36 horas semanais e o Sindicato não recomenda ultrapassar este limite por questões de estafa e saúde”, comenta a diretora do Sinttel-Rio.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Por que você acha que precisa saber de tudo?


A tecnoangústia do quanto é necessário saber

Num mundo em que as pessoas são cercadas de informações por todos os lados, não saber nada sobre certos assuntos pode ser tão importante para a saúde mental quanto o silêncio o é para a música

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Uma das avaliações que em muitas circunstâncias torna-se provocativa ao longo da vida é o quanto podemos - e devemos - saber. Com o crescimento da velocidade dos meios que nos dão acesso às informações foi criada inclusive uma expressão para caracterizar este sintoma. Ela se tornou conhecida como a 'tecnoangústia'.

O excesso de informação provoca a angústia típica dos tempos atuais e leva à conclusão de que, às vezes, saber demais é um problema.

Como curiosidade vale registrar que uma edição de fim de semana do jornal "New York Times" contém mais informação do que uma pessoa comum poderia receber durante toda a vida na Inglaterra do século XVII. Todos os anos são produzidos 1,5 bilhão de gigabytes em informação impressa, filmes ou arquivos magnéticos. Atualmente existem mais de 2 bilhões de paginas disponíveis na Internet. Até o início dos anos 90 a televisão brasileira tinha menos de dez canais. Hoje há mais de 100 emissoras no ar, em diversas línguas, com especialidades diferentes.

Por trás desses elementos, há um fenômeno mais geral. Países, empresas, escolas, famílias estão se rearticulando em outros modelos numa velocidade nunca vista. Mudar é um inferno para a maioria das pessoas. Mais infernal ainda é a sensação de que o mundo está girando a muitas rotações a mais do que nós mesmos.

Segundo o escritor americano Wayne Luke "o mal estar de nosso tempo é a inadequação, o sentimento opressivo de que as outras pessoas estão fazendo as coisas certas, lendo os livros que contam e usando os computadores e programas mais modernos enquanto nós estamos ficando para trás na carreira ou nos relacionamentos".
Aos 65 anos, o americano Richard Saul Wurman – que é arquiteto por formação, construiu prédios, foi empresário, organizou eventos e durante muitos anos foi cartógrafo, mas considera que só atingiu o sucesso quando resolveu criar sua própria profissão, a de arquiteto da informação. Desde então escreveu mais de 75 livros sobre os mais variados assuntos, de medicina a mercado financeiro, sobre animais de estimação e turismo.
Diz ele que seu segredo é não saber absolutamente nada sobre o tema sobre o qual vai escrever. Assim, tudo que descobre é o que interessa à maioria das pessoas.
Para ele, "num mundo em que as pessoas são cercadas de informações por todos os lados, não saber nada sobre certos assuntos pode ser tão importante para a saúde mental quanto o silêncio o é para a música".
Mas não são apenas as pessoas que nunca usaram um computador que podem ficar ansiosas com os efeitos das mudanças tecnológicas. As notícias frequentes sobre os incríveis avanços da tecnologia provocam ansiedade entre todos nós.
Em certas áreas, os conhecimentos de uma pessoa podem ficar ultrapassados em seis meses. E um dos setores mais atingidos por estes avanços tecnológicos é o da própria tecnologia. Este setor não apenas usa tecnologias para desenvolver produtos e serviços, mas também investe pesadamente em pesquisa e desenvolvimento. O aspecto mais difícil da 'tecnoangústia' consiste em aceitar o fato de que precisamos mudar. Depois disso, será preciso encontrar maneiras de superar os medos que nos impedem de realizar as mudanças que nos permitirão ter êxito com a tecnologia – e não apesar dela.
Segundo os estudiosos do tema esta não é a primeira vez que o mundo vira de cabeça para baixo como resultado dos avanços tecnológicos. A transição da sociedade agrícola para a sociedade industrial, no início do século XIX, resultou em avanços tecnológicos. Um exame das cartas, diários íntimos e jornais, escritos e publicados na época, mostra que, a cada onda de mudanças, as pessoas ficavam mais e mais ansiosas.
Primeiro, houve o êxodo rural com a entrada das novas tecnologias no campo, pois estas reduziam a necessidade de mão-de-obra agrícola. O trabalho nas fazendas foi desaparecendo à medida que novas indústrias, como a têxtil, criavam empregos nas cidades.
Posteriormente alguns empregos urbanos também iam desaparecendo na medida em que as novas indústrias criadas pela tecnologia descobriam maneiras novas e mais eficientes de produzir bens.
Mas hoje, ao analisarmos o resultado final – que é a melhoria do padrão de vida dos países industrializados – dificilmente poderíamos dar total razão àqueles que eram contra as mudanças tecnológicas.
Caso este tema lhe provoque interesse, examine e reflita sobre as questões abaixo, elaboradas como sintomas típicos de quem está sofrendo a angústia da informação, extraídas do livro "Ansiedade da Informação", de Richard Wurmann:
1 - Por mais esforço que faça, não consegue sentir-se atualizado com o mundo a sua volta.
2 - Sente-se culpado cada vez que olha para a pilha de jornais, revistas e o volume de e-mails recebidos que não conseguiu ler.
3 - Fica abatido quando uma pesquisa na internet resulta num documento de dezenas de páginas, pois acredita que, se não ler todas elas, não saberá tudo o que deve sobre o assunto.
- Acena afirmativamente, sem convicção, sempre que alguém menciona um livro, um filme ou uma notícia que você, na verdade, nunca ouviu falar.
5 - Acha que o problema é seu e não do fabricante quando percebe que não consegue seguir as instruções para montar um aparelho que comprou.
- Cerca-se de aparelhos digitais na esperança de que a simples presença deles a sua volta ajude a torná-lo uma pessoa mais adaptada à alta tecnologia.
7 - Sente-se envergonhado quando tem de dizer "Não sei", mesmo que a pergunta se refira à sucessão no Nepal ou ao novo programa de correio eletrônico da Microsoft.
Enfim, aqui estão mais algumas reflexões sobre um dos fatores que pode aumentar a ansiedade e estresse das pessoas. Pense, reflita e analise. Caso algumas destas questões possam ter utilidade, não se constranja em usá-las.
Imagem: Thinkstock

PT, a metamorfose ambulante

A coligação do PT de Adad com Maluf, além de ser PEE (Pacto Extremo Eleitoral), foi um verdadeiro "TIRO NO PE".

Esron C Menezes (@esron)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Como agir na hora da seleção

Autor: Caio Lauer

Como agir na hora da seleção
O desempenho comportamental e a postura de um candidato em um processo seletivo são fatores que influenciam na decisão dos selecionadores. Seja nas dinâmicas de grupo ou na entrevista, o candidato precisa estar preparado para expor as suas qualificações de forma competitiva. Para tal, é importante seguir certos padrões comportamentais que irão colaborar na conquista de uma nova oportunidade de trabalho.

Para começar, chegar no horário combinado é fundamental. O profissional deve se certificar do caminho que irá fazer até o local da seleção para que não ocorra nenhum imprevisto. “O lado comportamental, muitas vezes, se sobressai ao conhecimento técnico e currículo da pessoa. Existem padrões comportamentais básicos que são regidos pelo bom senso, como esperar a vez para falar e agir com cordialidade com as pessoas que estão participando do processo”, indica Leonardo Leitão, gerente de negócios da PROFF Gente & Gestão.

Além da boa articulação e conteúdo na hora de responder às perguntas do selecionador, a linguagem não verbal também influi na percepção do candidato. Ela é uma representação do nosso mundo interior e pode indicar características da personalidade. Manter os braços cruzados e olhar o relógio toda hora são indicativos de uma pessoa fechada e ansiosa. Cumprimentar com um aperto de mão firme e manter contato visual com o entrevistador são duas atitudes simples, mas que podem pesar na avaliação do candidato.

Dependendo da área de atuação, o profissional pode ter uma postura diferente. Em áreas como Vendas, Marketing e Comunicação é essencial que seja mais expansivo e proativo. Em setores como a Tecnologia da Informação, este perfil comunicativo já não influencia tanto, e ser mais recatado não desqualifica o profissional. Cabe ao recrutador avaliar o perfil e competências necessárias para cada área ou empresa contratante.

De acordo com Leitão, alguns fatores podem ter caráter eliminatório, independentemente do perfil de empresa ou setor de atuação. Ser muito prolixo, tomando o tempo de outros participantes, por exemplo, prejudica a imagem do indivíduo na seleção. “Falar mal da organização que trabalhava anteriormente ou fazer comentários que depreciem outros candidatos são dois fatores extremos e que causam impacto negativo”, explica.

Destaque-se

Para obter sucesso, a flexibilidade é essencial. O candidato deve ser adaptável a cada situação e cultura de empresa a fim de se sobressair aos outros participantes. O importante é não deixar de agir naturalmente, buscando um equilíbrio entre a imagem que quer passar e o que os selecionadores precisam para escolhê-lo. Confira algumas dicas listadas por Lucio Tezotto, gerente de atendimento da Catho Online:

• Seja educado, fale pausadamente e explore ao máximo sua experiência profissional;

• Fale apenas de aspectos positivos, evitando queixas ou tom de arrependimento por não ter feito algum curso, reclamar de professores, da instituição de ensino na qual estuda, entre outros;

• Seja um bom ouvinte. Não interrompa o entrevistador em hipótese alguma e fale o necessário: nem muito, nem pouco;

• Tenha uma postura séria e profissional;

• Nunca fale mentiras ou gírias;

• Tenha atenção especial à linguagem, evitando cometer erros de português.

Seguir as regras citadas acima é favorável para tirar o nervosismo e a ansiedade do candidato. Estar preparado e adotar um perfil seguro ajuda, e muito, na performance em uma entrevista de emprego. “Quando o assunto é o currículo da pessoa, as perguntas não fogem de um padrão. É importante estar com as respostas na ponta da língua para mostrar que domina e está pronto para o novo cargo”, completa Leitão


quarta-feira, 13 de junho de 2012

4 hábitos ruins no trabalho e como lidar com eles


Pense no perfil de um excelente profissional. Provavelmente, ele não é preguiçoso ou sem foco, certo? Tampouco excessivamente competitivo ou ansioso. Mesmo porque essas características psicológicas podem gerar problemas físicos. É só pensar naquele seu colega de trabalho que tem gastrite ou pressão alta – as chances são grandes de a causa ser psicossomática.
Algumas características e hábitos não só são mal vistos no ambiente profissional como podem, sim, gerar problemas maiores de saúde para o funcionário. Entenda quatro sintomas, suas causas e como lidar com eles.
Sono e Preguiça
O corpo tem um relógio biológico que funciona muito com base na iluminação do dia e no escuro da noite. “De dia, liberamos o hormônio cortisol, que nos prepara para o enfrentamento da rotina. À noite, o hormônio melatonina começa a agir para indução do sono”, explica o médico Artur Zular, consultor científico do Instituto Qualidade de Vida.
Na prática, alterações nesse relógio biológico – como acordar antes do sol nascer ou insistir em se manter acordado até altas horas da noite, podem afetar o funcionamento desses hormônios, deixando a pessoa com sono durante o horário comercial. Pessoas que trabalham à noite, fazem plantões ou trabalham em turnos sofrem mais com isso.
Também é importante levar em consideração outros transtornos que podem estar causando sono em horários indevidos. “A pessoa pode estar com depressão não diagnosticada, por exemplo. Ela também pode ter transtornos como anemia e hipotireoidismo, que dão fraqueza e cansaço”, diz Duílio Antero de Camargo, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo e médico da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANMT).
Como lidar
Segundo Camargo, é importante passar por uma avaliação médica para determinar se o trabalhador “preguiçoso” não tem, na verdade, algum transtorno físico. “Se o problema for o trabalho em turnos ou à noite, o jeito é passar por uma readaptação, ou talvez mudar seu horário”, fala.
Para quem precisa lidar com o sono e não encontrou a causa da preguiça na medicina, Zular é bem direto na dica: “café”. Ele explica que cafeína é um excelente estimulante. Por dia, pode-se tomar 4 a 5 xícaras pequenas da bebida. “Quem não gosta de café pode tomar refrigerante de cola, que equivale a duas xícaras. Chocolate também funciona. Mas é preciso tomar cuidado com essa mistura para não ultrapassar a dose diária recomendada”, alerta.
Além de tirar a sonolência, o café estimula a cognição e memória. Para quem não tem diabetes, até o açúcar pode ser benéfico.
Impaciência e ansiedade
Apesar de muitas vezes serem usadas como sinônimos, as palavras têm significados diferentes. “A impaciência tem relação com a urgência do tempo”, explica Zular. “Já a ansiedade se relaciona com o sofrer por antecipação”.
A impaciência tem um componente bastante cultural, da criança que não aprende que precisa esperar. Já a ansiedade pode produzir uma dificuldade em se lidar com o tempo, gerar estresse, angústia e até sintomas físicos, como pressão arterial elevada.
A ansiedade é normal e as pessoas costumam ter alguns sintomas mais leves relacionados à tensão. O problema é quando eles se intensificam (sudorese, tremores, falta de ar e taquicardia) e acabam se tornando crônicos. “Ansiedade crônica deixa marcas físicas, pois o corpo não aguenta tamanho esgotamento”, afirma Camargo.
Como lidar
Na hora da tensão, alguns alimentos e bebidas (como o chocolate e o suco de maracujá, por exemplo), podem ajudar a lidar com um ataque de ansiedade. Se a questão é crônica, porém, e começa a afetar o seu dia a dia, é preciso passar por uma avaliação médica.
Os dois especialistas reiteram a importância de acompanhamento psicológico para se trabalhar as causas da ansiedade. “O médico vai desconstruir o modelo mental desse paciente ansioso”, conta Zular. E ele completa: “Essa pessoa muito ansiosa está vivendo em outra realidade, uma na qual os efeitos e sintomas são desproporcionais às causas”.
Para o médico Camargo, que faz parte da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, é importante notar que as causas dessa tensão podem vir do próprio emprego: sobrecarga de trabalho, excesso de meta, relacionamentos complicados. “Às vezes, é preciso tratar a pessoa, e para isso temos tranquilizantes e antidepressivos, mas às vezes também precisamos tratar a empresa”, diz.
Excesso de competitividade
Os novos modelos de gestão exigem, sim, um profissional mais agressivo e competitivo. Esse é um comportamento incentivado. “Mas o que importa mais: competência ou competitividade?”, questiona Artur Zular.
Claro que competência é mais importante e ser melhor que o outro pode ser desgastante, especialmente se a competição torna o clima da empresa menos colaborativo. “A pessoa competente compete consigo mesma, tem autocrítica”, diz Zular.
Ambos especialistas concordam que a característica da competitividade é um fenômeno psicossocial, ou seja, cultural. “Não tem nada a ver, por exemplo, com testosterona. Testosterona implica em agressividade, não competição”, desmistifica Zular.
Como lidar
Para Zular, é difícil mudar a personalidade de alguém muito competitivo: “Essa pessoa terá de ser treinada. Ela primeiro precisa se perceber como extremamente competitiva, depois adequar seus processos mentais e por fim mudar seus atos, não necessariamente sua essência”, afirma.
O psiquiatra Camargo também concorda com a importância da terapia em casos de competição extrema, para que a pessoa tenha consciência dos limites. “É preciso trabalhar a empresa, também, que tem responsabilidade pelo clima de extrema competição que promove”, completa.
O especialista dá algumas dicas que podem ajudar a amenizar a necessidade de competir e brigar no ambiente de trabalho: “Busque válvulas de escape e recarregue suas baterias. Vale atividade física, espiritualidade, buscar apoio familiar e social e até agrados na alimentação”, sugere. Isso evita que, com tanto estresse, a pessoa exploda (cause brigas e seja agressiva) ou imploda (desenvolva doenças crônicas psicossomáticas).
Falta de foco
Já aconteceu de você não estar com sono, não estar cansado, mas também não conseguir manter sua atenção no trabalho a ser feito? Qualquer coisa parece mais interessante do que a tela do seu computador nesses momentos. Em alguns dias isso é normal, sim. O problema é quando a falta de foco se torna algo constante no trabalho.
“Falta de foco é poluição mental”, explica o médico Artur Zular. “Ela é gerada por fragmentos de outros dias e lugares que ficam na sua cabeça. Você lê um texto, mas com ele concorrem outros assuntos com os quais você precisa lidar”, explica.
Essa desatenção também pode ser sintoma de doenças mais graves, como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou depressão. “Esquecimento e apatia são sintomas comuns da depressão”, descreve Camargo.
Como lidar
Assim como com outros sintomas, a falta de foco pode ser indicativa de doenças mais graves. Por isso, é essencial que se passe por uma avaliação médica.
Se, por outro lado, você não consegue se concentrar por conta de algum problema pessoal, a solução é “se despoluir”. “Se for algo que você puder resolver, peça licença para o chefe e lide com o problema. Caso contrário, tente usar o trabalho como distração do problema – em vez de ser o oposto”, diz Zular.
A falta de foco pode ser sinal de que falta, na realidade, estímulo para se trabalhar. Segundo Camargo, um desgaste no trabalho pode ser resolvido com alterações: novos projetos, funções e tarefas que estimulem o funcionário.
“Há meios artificiais, também, para concentração, como café e medicação”, diz Camargo. Ele, assim como Zular, sugere que a pessoa treine seu comportamento para saber priorizar tarefas. “Se está difícil de prestar atenção no trabalho, tire os ladrões de tempo e as distrações da sua frente”, completa Zular.
Fonte: Portal Exame

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Empresas investem em profissionais de TI para evitar rotatividade


Autor: Samara Teixeira
Profissional de TIA alta demanda de projetos de tecnologia e a crescente projeção da área de Tecnologia da Informação fizeram com que as oportunidades da área aumentassem e, com isso, ocorresse a frequente migração de profissionais qualificados em busca de novos desafios. Neste cenário, as empresas estão investindo em seus colaboradores para evitar a rotatividade e a interrupção de seus projetos.

Anteriormente, o quadro profissional era compatível com a cultura de mercado – faltavam profissionais qualificados  que acompanhassem a alta competitividade. Segundo o gerente de infraestrutura de TI da Fidelity Processadora e Serviços, Eder José Teixeira, “o fato de não haver ofertas de empresas que investissem nos seus profissionais, limitava o mercado e, por consequência, as possibilidades de quem atuava na área. À medida que mais empresas investiram em formação superior, patrocinando, de forma parcial ou total, a graduação de seus funcionários, ou mesmo com o patrocínio de um MBA, abriu-se um leque de opções e isto fez com que o segmento passasse a ter uma menor rotatividade, até mesmo em novos segmentos do mercado, haja vista o que ocorreu nos últimos tempos com a inserção destes profissionais no agronegócio”.

A crescente oferta de propostas de trabalho para estes profissionais faz com que a rotatividade seja grande mas,  a tendência é a mudança gradativa, uma vez que as organizações já começaram a entender que é melhor reter a mão de obra e apostar em seus potenciais, mantendo os talentos, do que ir ao mercado e contratar novas pessoas, perdendo tempo com adaptação. De acordo com Sônia Nakabara, diretora de Recursos Humanos da Proton Consultoria, “as empresas estão investindo em treinamento para desenvolver o profissional de TI, com o objetivo de mostrar a eles que não há necessidade de ‘leiloarem’ seus empregos, ou seja, do quem paga mais leva”.

Os Recursos Humanos estão trabalhando o reconhecimento do profissional e os próprios CEOs estão garantindo-os em seus quadros colaborativos, disponibilizando melhores benefícios e desafios compatíveis para cada patamar da profissão. Porém, observa-se que ainda faltam algumas práticas, “os profissionais de TI, via de regra, são muito sobrecarregados com altas demandas, diariamente. Com isto, normalmente não sobra tempo para um trabalho motivacional”. Teixeira explica que este é um ponto a ser trabalhado pela grande maioria dos RHs. “A simples possibilidade para que o profissional possa ter um dia fora do ambiente habitual, para trocar experiências com colegas do meio de segmentos diferentes, seria de extrema importância para um melhor desenvolvimento”.

Hoje, a oferta do mercado, no que diz respeito a opções de soluções e tecnologias, exige cada vez mais que o profissional seja atualizado e antenado, com participação em workshops, eventos, feiras, palestras e viagens, além da qualificação acadêmica. Isto alerta as empresas na percepção de que é mais econômico e vantajoso, a médio e longo prazo, investir na retenção da sua força de trabalho e talentos, preparando-os, ao invés de perder todo o know-how acumulado. “Principalmente sobre a cultura e a forma funcional e orgânica da empresa, para o profissional de TI o cenário, em linhas gerais, é de expectativa positiva”, conclui Eder Teixeira.





segunda-feira, 4 de junho de 2012

Quando é hora de arriscar?

Autor: Samara Teixeira

Transição Promocional
Para almejar mudanças na carreira, é necessário que o profissional saiba exatamente onde quer chegar e, para isso, ele deve ter um propósito bem definido.

O esgotamento funcional acontece quando a pessoa percebe que a execução de seu trabalho não está mais compatível com suas expectativas. Neste momento é importante avaliar se o lugar em que está permite que seu potencial seja melhor utilizado, e só então deve-se pensar em possíveis mudanças.


Para assumir um novo desafio o profissional preparar e promover suas  habilidades, estudando o próprio desenvolvimento. Após isso, ele deve saber quais as competências que deverão ser melhoradas para que consiga executar um novo trabalho. Se for lidar com pessoas, por exemplo, deverá desenvolver sua liderança e, se for exposto a uma nova tecnologia, deve estar aberto a aprender como lidar com ela.

Segundo Lucas Rezende, especialista em programação neurolinguística do INAp (Instituto de Neurolinguística Aplicada), o profissional precisa se sentir bem com isso. As expectativas devem estar alinhadas: “ele deve saber como poderá desenvolver as competências necessárias para o novo cargo e se a empresa irá apostar nisso”. Para que a transição da carreira seja feita corretamente é necessário o indivíduo traçar metas de curto, médio e longo prazos dentro da empresa, usando critérios com foco no desenvolvimento pessoal e enriquecendo sua descrição de cargos.

Quando o profissional sente que falta alguma habilidade para ser desenvolvida é fundamental ser autêntico e dialogar, assumir a responsabilidade e informar para o gestor exatamente o que falta, pois isto abrirá portas para uma decisão em conjunto. Estas atitudes são extremamente positivas e contribuem tanto para o crescimento do profissional, quanto para a empresa, que poderá contar com um colaborador melhor preparado.

De acordo com Mike Martins, diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching, deve-se levar em consideração os ganhos e perdas na tomada de decisões. “E, ao tomá-las, é importante que o profissional tenha um plano B para ser acionado a qualquer momento, além de um planejamento financeiro para lidar com possíveis fases de adaptação e conhecimento da nova função”.

O momento de mudar


Sentindo-se pronto para o novo desafio, e isso implica autoavaliar-se cuidadosamente, o profissional deve solicitar uma conversa com o líder para evitar fofocas e possíveis desentendimentos, além de explanar os feitos executados e quais serão os ganhos para todos com o incentivo da promoção.

O processo de promoção levará em consideração algumas constantes, por exemplo, em uma equipe de vendas é válido avaliar se a empresa perderá o seu melhor vendedor para ganhar um gerente de vendas não tão bom assim, já que as habilidades são diferentes. Também é necessário a empresa realizar feedbacks, com foco em competências, seguido de um mapeamento de habilidades e pontos a desenvolver, para evitar frustrações futuras para ambos.

Caso seja possível realizar esta transição, a organização deve pensar em como preparar adequadamente este profissional. Para Irene Azevedo, professora de liderança na BBS ( Brazilian Business School), sempre há gaps a serem preenchidos, mas, o importante é acompanhar e facilitar este processo. “Nestes casos um trabalho de coach para prepará-lo pode ser uma boa opção, pois desta forma ele estará capacitado a ter um melhor desempenho, diminuindo o impacto que toda promoção tem”.

Caso o profissional sinta dificuldade de adaptação ao novo cargo é importante entender que alguns ajustes podem levar mais tempo e serem mais desafiadores e, além disso, focar nos ganhos a médio prazo até que tenha o práxis. Para o CEO da AlbentureDr. Alberto Garcia Francos, tudo dependerá da raiz do problema, “se a dificuldade pode ser sanada, é importante dar o apoio para se adquirir as novas habilidades”.


Fonte: Quando é hora de arriscar? | Portal Carreira & Sucesso