segunda-feira, 26 de março de 2012

Como as empresas devem motivar os profissionais

Por Caio Lauer 

Motivação
O retorno financeiro há tempos não é o fator que mais influencia na motivação de um profissional. O mercado de trabalho está cada vez mais dinâmico e fatores como desafios e o desenvolvimento na carreira impulsionam muito mais os indivíduos a alcançar resultados. A empresa tem responsabilidade direta neste processo motivacional quando falamos de visão de futuro da organização e objetivos dentro de uma trajetória profissional. A motivação está muito ligada aos anseios, desejos, sonhos e objetivos do profissional.

De acordo com a Pesquisa dos Executivos, realizada pelo Catho Online com mais de 46 mil respondentes, os fatores que mais motivam os profissionais em suas carreiras são: o bom relacionamento com as pessoas do trabalho, reconhecimento como bom profissional e fazer o que gosta:
Pesquisa dos Executivos
Cada perfil profissional demanda um reconhecimento ou recompensa diferenciada. Alguns se motivam em superar desafios, romper alguns limites impostos pela organização ou pelas atividades do dia a dia. Neste contexto, é importante que a companhia ofereça condições para tal, como aprendizado e aprimoramento contínuos por meio de cursos e novas empreitadas. “Para estas pessoas, não é um alto salário que vai trazer motivação. A empresa deve compreender quais são os fatores que estimulam este tipo de profissional e direcionar as ações para aquilo que é esperado”, aponta Waleska Farias, coach e consultora de gestão de carreira e imagem.

A possibilidade de fazer carreira dentro de uma corporação ainda é um dos fatores que motivam bastante. Algumas pessoas precisam ter a informação clara de quando e como elas podem se tornar um líder, por exemplo. O processo de promoções na empresa deve ser claro, apresentando um plano de carreira concreto. Do contrário, profissionais com este objetivo não perduram muito tempo nas companhias.  “Um plano de carreira transparente é essencial para o indivíduo saber como deve evoluir e conduzir seu ofício da melhor forma para ele e para a organização”, diz Marcello Arias Dias Danucalov, coach executivo
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A remuneração não é mais o fator primordial para motivar um profissional, porém é algo que acompanha, inevitavelmente, a ascensão na carreira. Quando falamos de promoção, o cargo é alterado, mas a parte financeira também é corrigida. “Em meus trabalhos de coach executivo, vejo as pessoas valorizando muito mais empresas que custeiam cursos no exterior e investem no próprio coaching”, relata Farias.

Papel do líder

A atuação do gestor é primordial na motivação, mas, de modo geral, este lado ainda não é bem trabalhado. O bom gestor procura descobrir quais são os valores e condutas que motivam seus subordinados.

“Muitas vezes a pessoa está atuando dentro de um setor de uma empresa, mas não encontra motivação. E nem ela sabe que poderia estar mais satisfeita em outro departamento. O líder que tem esta visão estratégica, busca encaixar os valores individuais de seus liderados com as alternativas dentro da corporação”, finaliza Danucalov.


Fonte: Como as empresas devem motivar os profissionais | Portal Carreira & Sucesso 
 


segunda-feira, 12 de março de 2012

Coworking cresce no país

Por Caio Lauer

Coworking
Os locais de Coworking ou escritório colaborativo surgiram nos Estados Unidos em 2005, a partir da ideia de um analista de sistemas que buscava uma alternativa para fugir do trabalho em casa. Este modelo de negócio consiste em um lugar no qual vários profissionais, de diversas áreas, alugam espaços para desenvolverem os seus trabalhos. Ele vem crescendo no Brasil e mostra-se como uma opção das amarras de um escritório formal, sem oferecer os riscos da liberdade do home office.

No Brasil, estes espaços vêm crescendo. Há cerca de 2 anos eram menos de 10 e hoje temos mais de 50 unidades. Este aumento explica-se pela supervalorização dos imóveis comerciais no país – hoje fica muito difícil para o profissional bancar um local para atuar. O baixo custo e a ausência de burocracias são os maiores motivadores para que o profissional busque o ambientes de coworking. Para ter um escritório próprio, ele precisa pagar aluguel, mobiliar e ter o nome regularizado, enquanto num espaço como este, encontra grandes facilidades – realiza reuniões e encontros sempre que necessário. “Imaginamos como um empreendedor gostaria de trabalhar. O conceito do coworking é bem diferente dos escritórios, com mais conforto, espaço amplo nas salas, e a pessoa não precisa se preocupar com café, água e limpeza, pois oferecemos toda esta estrutura. Emprestamos também notebooks, caso precisem”, explica Ana Fontes, proprietária do MyJobSpace, escritório colaborativo.

Pessoas que atuam nos segmentos de Serviços, Tecnologia da Informação, Direito, consultores e assessores são os que acabam procurando mais estes locais. Os recém-formados também procuram o coworking, já que ainda não possuem uma carteira de clientes muito grande e o local possibilita que realizam trocas de experiências e contatos profissionais intensos. “Oferecemos pacotes, dependendo da necessidade de cada empreendedor. Existem períodos de 100 horas, 50 horas e até de um mês. O espaço fica aberto das 08h30 às 20h30 e a pessoa escolhe o horário que quiser dentro do plano que escolheu no contrato”, conta Ana.

Muito profissionais que atuam em homeoffice procuram este tipo de ambiente, até para socializar, praticar networking e fugir das distrações que acontecem quando se trabalha em casa. O espaço de coworking traz um lado bastante positivo do meio corporativo que é a relação com outros profissionais. “Acredito que a busca pela qualidade de vida também pesa nesta escolha. As pessoas acabam optando por locais de coworking mais próximos de suas casas para facilitar o ir e vir, principalmente com o trânsito das grandes cidades”, relata Luciana Pegorin, administradora da Beehouse, empresa de coworking.

Algumas empresas até incentivam que seus funcionários atuem em coworking. O clima nestes espaços foge muito aos de escritórios, criando um ambiente mais colaborativo. “Como existem profissionais de diversas áreas, a troca de informações e de negócios é muito grande”, diz Pegorin.


quarta-feira, 7 de março de 2012

As 5 ameaças para empresas nascentes

Por Stephen Kersey em seu blog StartupSpark.


Se você tem uma empresa nascente, é importante pesquisar para descobrir quais métodos e planos de negócios terão sucesso. Contudo, também é importante entender onde as coisas podem dar errado. Com isso em mente, seguem as 5 maiores ameaças para uma empresa nascente:
5. Falta de coragem. Em qualquer área de negócio, você precisa confiar na sua empresa desde o começo. Se você não acredita no que está fazendo, não espere que outra pessoa o faça.
4. Falta de planejamento. É simplesmente impossível ter um negócio de sucesso sem um plano. Você deve também planejar pelo menos 2 ou 3 passos na frente. Isso o ajudará a guiar o seu negócio na direção correta.
3. Falta de foco. Escolher um nicho e focar nele é extremamente importante. Enquanto é tentador tentar algo em outros nichos, essa ameaça pode ser desastrosa.
2. Falta de orçamento. Dinheiro não nasce em árvores. Você precisa gastar sabiamente – especialmente nos primeiros anos. Corte gastos onde for possível e trate cada dólar como um bem importante.
1. Falta de esforço. Ter uma empresa de sucesso exige trabalho árduo e definitivamente não é para os que tem coração fraco. Se você trabalha mais do que os concorrentes, sua chance de sucesso aumenta consideravelmente.

terça-feira, 6 de março de 2012

Como promover a gestão da mudança

Por Rosaneli Bach*

Falar de mudança num cenário de contínuas transformações é, no mínimo, falar do óbvio. Mas mudar nem sempre é simples e fácil. O filósofo Heráclito, há aproximadamente 500 a.C., afirmava que “Nada é permanente, exceto a mudança”. Portanto, mudar é algo é inerente à própria vida. Pessoas passam por transformações profundas na infância, adolescência, na fase adulta e ao envelhecer; e na história da humanidade, há registros de grandes mudanças e transformações organizacionais.

Qualquer ruptura com a situação atual (status quo) pode causar tensão, desconforto, desestabilização e resistência, e as pessoas não resistem à mudança pura e simplesmente. Elas resistem porque já estão habituadas à situação atual, não dispõem de informações suficientes a respeito da nova realidade ou não estão seguras. Até a situação futura chegar, haverá dúvidas, incertezas e muitas interrogações.

A resistência é, na verdade, uma forma de se proteger do desconhecido e das possíveis “perdas” – aquelas que as pessoas julgam que terão diante da nova situação. E é natural perceber uma resistência por parte dos indivíduos que não foram devidamente informados e preparados para lidar com a mudança, e notar sua opção de permanecer na zona de conforto (o que significa segurança), justamente por desconhecer os propósitos, implicações e repercussões da mudança.

Para fins de estudo e entendimento do comportamento das pessoas frente às mudanças, pesquisadores do tema costumam relacionar o comportamento que as pessoas apresentam em diferentes estágios, a saber: negação, resistência, exploração e aceitação. O transitar por essas fases varia de pessoa para pessoa, conforme o seu histórico de vida, crenças e valores, perfil pessoal e conhecimentos que dispõe sobre a proposta de mudança.

Existem muitos recursos e orientações que as pessoas podem utilizar para lidar de forma mais apropriada com a mudança. O primeiro deles é estar aberto para um olhar imparcial sobre a mudança. Outro recurso é exercitar a resiliência – a capacidade de se adaptar a ambientes complexos, adversos e caóticos com ponderação e equilíbrio, e sair cada vez mais fortalecido da situação. Já dizia Charles Darwin, naturalista britânico do século 19: “Não são as espécies mais fortes e inteligentes que sobrevivem. São aquelas que melhor se adaptam à mudança.”

Outra dica é rever nossos modelos mentais, sobretudo aqueles que nos fazem adotar comportamentos rígidos, retrógrados e inflexíveis, que acabam por inibir uma avaliação mais acurada da situação. O importante em qualquer processo de mudança é rever e repensar nossos paradigmas à luz de novos entendimentos e descobertas, conforme podemos extrair do pensamento de Marcel Proust: “O verdadeiro ato de descobrir não consiste em achar terras novas, mas em vê-las com outros olhos”.

No âmbito organizacional, fazer a gestão da mudança exige tanto boa liderança quanto seguidores comprometidos para transformar ideias em ação. Para isso, as pessoas precisam conhecer o verdadeiro propósito da mudança e entender suas razões, benefícios, desafios e oportunidades. É preciso sensibilizá-las para que compreendam a mudança e, quanto mais esclarecimentos tiverem, mais rapidamente poderão caminhar rumo ao engajamento e a adoção. Portanto, conquistar o apoio e o envolvimento das pessoas é essencial para o sucesso de um processo de mudança.

*Rosaneli Bach é diretora de gestão de pessoas e consultora para assuntos relacionados à aprendizagem organizacional

Fonte: Você RH

segunda-feira, 5 de março de 2012

Como fazer um bom portfólio?


Para grande parte dos candidatos, montar um bom currículo, se preparar para entrevistas e dinâmicas de grupo são as principais preocupações na hora de procurar um novo emprego.



No entanto, para os profissionais das áreas de publicidade, fotografia, desenho industrial e arquitetura, por exemplo, fazer um portfólio é essencial para conseguir uma vaga de emprego.


portfólio é um recurso visual muito usado por Web Designers, Diretores de Arte, Ilustradores, Fotógrafos, Redatores e Arquitetos para organizar e apresentar os trabalhos realizados durante a sua carreira.
“Uma imagem vale mais do que mil palavras”. Esse é um ditado conhecido e que define muito bem a função do portfólio no processo de seleção e contratação de um candidato.

Na necessidade de contratar um novo colaborador, muitas empresas solicitam que, além do currículo, os candidatos enviem também o seu portfólio.


Pela análise do portfólio, o recrutador verá se o candidato é criativo, se domina as técnicas e habilidades que a profissão exige e se atende à expectativa do cargo oferecido.


Para o candidato, o portfólio é a vitrine ideal para vender o seu trabalho. Mas como fazer um portfólio atraente aos olhos do recrutador?

Abaixo, elaboramos 4 dicas para você montar um material que venda bem o seu talento.


Selecione os seus melhores trabalhos

Junte todos os melhores trabalhos que você realizou durante sua vida profissional.

É imprescindível que os trabalhos sejam de sua autoria ou aqueles em que você teve participação decisiva.


Escolha um tipo de portfólio

Por ser uma produção artística e pessoal, não há regras estabelecidas e nem modelo de portfólio definido. Aqui, iremos apresentar duas opções:

Portfólio impresso

Consiste em separar todos os seus melhores trabalhos numa pasta elegante para apresentá-la pessoalmente no momento da entrevista.


  • Vantagem: a imagem impressa define fielmente as cores e texturas do trabalho. Ex: se você é um Ilustrador, o portfólio impresso pode ser mais eficaz do que o digital.

  • Desvantagem: muitos recrutadores preferem analisar o portfólio antes de convidar para uma entrevista. Dessa forma, você pode perder a chance de “convencer o recrutador à distância”.

Portfólio digital

Em resumo, consiste em criar um endereço na internet para colocar os seus melhores trabalhos. Pode ser um blog, usar ferramentas e sites que já existem, ou até mesmo comprar um endereço na internet e fazer a sua página exclusiva. Existem alguns sites que surgiram como forma de apresentar portfólios, como o carbonmade.comDevianart ou o Flickr, que são fáceis de montar e você não precisa entender muito de HTML para fazer uma página interessante.


  • Vantagem: traz mais mobilidade e exposição para o seu trabalho, afinal qualquer pessoa que navegar pela internet pode achar o site ou blog com seu portfólio, inclusive os recrutadores. Além disso, o formato digital permite que você coloque trabalhos que tenham animação, como: apresentações em flashjingles, filmagens etc.

  • Desvantagem: por ser online, o recrutador irá ver seus trabalhos no monitor. Dependendo de como o monitor estiver configurado, as cores podem perder um pouco da fidelidade do trabalho original.


Organize os trabalhos

É importante definir como você deseja organizar seus trabalhos. Pode ser por ordem cronológica (Ex: dos últimos trabalhos feitos até o primeiro), por categorias (Ex.: ilustrações, layouts para sites, layouts para revista, fotografias, jingles, textos narrativos etc.), por tema (ex: natureza, cidade, gastronomia, moda, publicidade etc.)

E por último, divulgue e atualize sempre o seu portfólio!

Boa sorte!


Fonte: Como fazer um bom portfólio? | Portal Carreira & Sucesso