quinta-feira, 28 de abril de 2011

A simplicidade de se comunicar



Por José Jayme Junior*

Finalmente, para muitos, o ano começou. Como o Brasil é conhecido pelo seu carnaval, o sentimento de que o ano de fato só começa depois de tal feriado é quase absoluto. Gostando ou não da festa, devemos reconhecer as proporções do evento, principalmente nos estados onde é mais festejado. Nesse contexto, é possível observar um aspecto corporativo muito sutil e que nós, enquanto profissionais, não damos a importância merecida: a comunicação.

Só para ter uma ideia do que estou falando, uma bateria de escola de samba possui aproximadamente 250 integrantes, divididos em alas de acordo com os instrumentos, todos eles de grande potencial acústico. Ouvir os comandos do mestre de ala é algo impossível. A solução encontrada foi simplificar a comunicação a um nível bem rudimentar, de fácil e rápido entendimento, transformando-a em gestos ou sinais. O código é passado para os integrantes durante os ensaios, quando os arranjos são experimentados e os respectivos sinais são definidos, isso sem falar nos sinais que já são padrão para arranjos básicos da bateria. Alguns sinais são comuns a toda a bateria, outros exclusivo das alas. Quando esse padrão de gestos é levado para a apresentação maior, o resultado é uma harmonia que encanta qualquer ouvido.

Dessa experiência podemos tirar algumas lições para o meio corporativo:
  1. Clareza na comunicação – Quando o canal entre o emissor e o receptor da comunicação está desobstruído, a informação chega plenamente. A preocupação com as interferências no processo é de suma importância e, caso seja impossível um canal livre de obstruções, uma comunicação complementar pode auxiliar nesse processo. A fala acompanhada de gestos ou mesmo um e-mail acompanhado de uma ligação telefônica são bons exemplos.
  2. Simplicidade no comunicar – A informação objetiva é entendida com maior agilidade. Não é necessário ser prolixo, nem estender o contexto do assunto.
  3. Adequação ao receptor – Não dá pra combinar um formato para cada pessoa com quem se deseja comunicar, como nas escolas de samba, mas dá para adequar a comunicação ao receptor da mensagem. Compare a linguagem que você usa com um amigo e com o presidente da empresa em que trabalha.
Muitos dos problemas empresariais poderiam ter sido evitados através de uma comunicação simples e objetiva. O mais interessante é que há mais de 2000 anos, Sun Tzu já trouxe o tema à luz no livro A Arte da Guerra: “Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos, tudo é questão de sinais”. Isso só mostra o quanto a Humanidade caminha lentamente. Ainda estamos muito longe de fazer bem o que já fazemos a muito tempo: se comunicar.

*José Jayme Junior é Engenheiro civil pela UFPE com especialização em Gestão da Qualidade e produtividade pela UPE/POLI, atuando na área Engenharia de Aplicação de Estruturas Metálicas.


Dia importante

Faça de hoje o mais proveitoso e importante da sua vida. No final você vai ver quantas coisas realizou.

Esron. Menezes


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ensino para o século 19


Esron Menezes:
Boa matéria pra refletir se tudo isso que passamos vale..


"Sou escritor e consultor. Professor, só duas vezes por semana. Por isso posso dar-me ao luxo de ter uma agenda flexível: trabalho em casa, fujo do trânsito, entro em contato com a maioria das pessoas com quem convivo via telefone e internet. Nada me impede de largar tudo e ir para a praia no exato momento em que você lê este artigo em sua mesa de trabalho. Só não o faço porque, como todo mundo, aceito mais demandas do que seria humano atender.

Com a digitalização dos processos, cada vez mais profissionais têm regimes de trabalho como o meu, com reuniões em cafés e um código de vestimenta sem considerações mais profundas do que se uma peça de roupa está limpa, inteira e razoavelmente desamassada. A vida tecnológica tem, muitas vezes, a aparência desleixada da de um estudante universitário.

A maioria das escolas, no entanto, ainda parece qualificar o profissional do século 19. As que frequentei, por exemplo, me prepararam para um mundo muito diferente. Comparadas com a rotina que levo hoje, eram quase paramilitares. Se diziam "progressivas", mas tinham códigos de vestimenta, horários rígidos, filas, contagens e chamadas. Avaliações aleatórias, sem direito a consulta, eram a norma. Como também o eram os trabalhos individuais, o preenchimento de relatórios e formulários para a realização de qualquer tipo de atividade, as punições morais na forma de notas e as restrições de circulação.

Mas o pior eram o que chamavam de "aulas": aquelas longas sessões em que informações desconexas eram impostas por autocratas entediados a uma audiência trancafiada e imóvel, sem poder de voto, argumentação ou debate, que tinha que decorar nomes de organelas, fórmulas de mecânica, sistemas políticos gregos e reações de oxidação, mesmo que mostrasse vocação para o jornalismo ou eletrônica.

Não é preciso dizer que telefones celulares, YouTube e mídias sociais, se existissem na época, certamente seriam proibidos, sob a justificativa de atrapalharem a "didática". O sistema, enfim, era mais claro em suas restrições --de movimento, de expressão e de atividade-- do que em suas propostas. Se é que existia alguma proposta além de passar em um tal de exame vestibular para profissões hoje extintas.

As escolas de hoje são, é claro, diferentes. Mas não muito. Não sou pedagogo, mas me parece inadequado chamar de "educação" um sistema que desperdiça vários anos em um curso preparatório para uma única prova. E que, mesmo depois do obstáculo ser transposto, se perpetua pelos anos de faculdade, em nome da "adequação para o mercado de trabalho". Que trabalho ainda demanda um comportamento de decorebas e isolamento?

É duro admitir, mas a maioria das crianças e adultos ainda vêm sendo adestrados segundo padrões do século 19. Qualquer profissional adaptado ao mercado contemporâneo sabe que o aprendizado é um processo contínuo, infinito e prazeroso. Ou pelo menos deveria sê-lo. Não surpreende que a maioria dos que se sentem adaptados sejam autodidatas. Ou que não tenham aprendido quase nada do que praticam em sala de aula.

Tampouco surpreende ouvir de profissionais bem-sucedidos que a faculdade mais os atrapalhou do que ajudou. Ou de tantos estudantes comentarem abertamente que seu maior objetivo é sair da escola rápido para começar a trabalhar logo de uma vez. Mesmo que depois voltem a ela em busca de novos certificados e mestrados, como se o conhecimento fosse finito e pudesse ser encapsulado, enclausurado... e esquecido.

É preciso rever a forma com que é ensinado, avaliado e cobrado o que se mostra nas escolas. Qualquer nerd ou gamer sabe muito bem que, quando o desafio é fascinante e socialmente reconhecido, os professores são reverenciados e os certificados, quase acessórios."
Luli Radfahrer
Luli Radfahrer é Ph.D. em Comunicação Digital pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP, onde é professor há 18 anos. Trabalha com internet desde 1994 e já foi diretor de algumas das maiores agências de publicidade do país. Hoje é consultor em inovação digital, com clientes no Brasil, Estados Unidos, Europa e Oriente Médio. Mantém um blog com seu nomewww.luli.com.br, em que discute e analisa as principais tendências da tecnologia. Escreve quinzenalmente no caderno Tec da Folha e na Folha.com.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

10 ideias para fazer do Facebook uma vitrine do seu trabalho


Checar o perfil de um candidato no Facebook já virou rotina de boa parte dos recrutadores. Isso não é para menos. De acordo com o último relatório da empresa, 13 milhões de brasileiros já aderiram a rede arquitetada por Mark Zuckerberg.


Para se destacar em meio a tanta gente ou não perder um emprego por causa de um deslize virtual homérico, é preciso encarar essa rede de uma maneira mais estratégica.

EXAME.com listou alguns passos para que você use o seu perfil do Facebook para cativar os recrutadores.

1. Decrete a falência da sua fazenda no Farmville
O primeiro passo para transformar seu perfil no Facebook em ferramenta de trabalho é fazer um pente fino em tudo o que não tem qualquer conexão com o ambiente corporativo.

Fotos pessoais, jogos como Farmville e até comentários pouco pertinentes dos amigos devem ser abolidos do seu perfil. Se você não quiser se desfazer de tudo isso, crie um perfil alternativo para o trabalho.

2. A versão formal de você
Feita a faxina geral, é hora de criar um perfil com mais cara de currículo. E, nesse ponto, a regra é ser objetivo.

Portanto, nada de frases de efeito ou com caráter duvidoso no campo “sobre mim”. Antes, descreva suas habilidades e aspirações profissionais.

3. Panorama profissional
Aproveite o campo “empregadores” para colocar o nome de todas as empresas em que trabalhou – mesmo se por um curto período de tempo. Atenção também para o campo Projetos. Nesse ponto, é possível criar um inventário de todo seu trabalho e principais resultados.

Já em Faculdade/Universidade é possível criar um panorama da sua formação preenchendo o campo Aulas.

4. Faça um teste e torne-se relevante
Quer convencer todos os empregadores de que vale a pena contratar você? Então, mostre-se interessante. Um jeito divertido de fazer isso é entrar na onda dos testes para a rede social e elaborar um voltado para a sua área de especialidade.

O aplicativo Quiz Planet é ideal para isso. Basta preencher um formulário com questões e respostas e, pronto, o teste está criado. Depois, é só difundir entre a sua rede de contatos. Quem sabe o seu quizz não aparece na página incial de um recrutador à procura de um profissional criativo?

5. Vá além do convencional
Aproveite o Facebook para investir em soluções criativas para a sua marca pessoal – algo que você jamais poderia fazer em outro lugar.
O italiano Claudio Nader, por exemplo, usou suas habilidades de designer e alguns truques básicos de photoshop para espalhar palavras chaves pelo perfil no Facebook.
O perfil virou um hit na web. Pouco tempo depois, ele foi convidado a trabalhar na área de marketing em mídias sociais.

6. De mãos dadas com o Twitter
Outro meio para ficar relevante no Facebook é postar assuntos pertinentes à sua área de atuação – e que sejam interessantes, por favor. Se você já faz isso no Twitter, basta conectar as duas redes sociais.
O caminho é simples. Entre no aplicativo Twitter para Facebook e siga as instruções.

7. Espalhe o curtir
Se você tem um blog profissional, abra espaço para que outras pessoas divulguem seus posts no Facebook.
Acesse a página de plugins no Facebook, informe o endereço do post, escolha as suas preferências e cole o código gerado no post.

8. Um mural para recomendações
Os seus amigos podem ajudar você a conseguir um novo emprego apenas com  o Facebook. Para isso, peça que eles escrevam mini-cartas de recomendação em seu Mural.

9. Meus queridos trabalhos
Aproveite a página dedicada a fotos para montar seu portfólio. Caso sua área de atuação não exija esse tipo de ferramenta, uma dica é colocar fotos (ou o logo) das empresas em que você já trabalhou e completar as legendas com informações sobre o trabalho que você desenvolveu nesses locais.

10. Perfil contra fotos constrangedoras
Para não queimar seu filme com alguma imagem vergonhosa que, por algum motivo, foi parar no álbum de um amigo, basta mudar as configurações do seu perfil.
Vá em Conta > Configurações de privacidade > Personalizar configurações. Nessa página, confira a seção Itens que outros compartilham. Mude as opções para Fotos em que fui marcado e desative a função Sugerir fotos minhas a amigos.

Fonte: Exame.com


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Como estimular a produtividade

Há quem acredite que existem dois tipos de líderes: os que podem motivar seus funcionários e os que acham que motivação é uma qualidade natural. Mas será que é possível estimular as pessoas para serem mais participativas? Segundo esse artigo publicado pelo Open Forum, sim, e são sugeridas algumas dicas de como criar oportunidades para tornar seus funcionários mais engajados.
Incentive: seja claro sobre a direção estratégica da sua organização e os tipos de ideias que são relevantes para suas necessidades. Permita que seus funcionários compartilhem ideias em ocasiões também em ocasiões informais, como por e-mail, por exemplo.
- Não menospreze as ideias ruins: quando todos são estimulados a sugerir grandes ideias, é inevitável que alguns palpites ruins sejam pronunciados. Mas para criar e manter um ambiente que apoie a inovação e a resolução criativa de problemas, ajude-os a bolar um autoquestionamento que permita que eles reflitam quanto a implantação dessa ideia e se é realmente viável ou não.
- Dê orientações: ao iniciar um novo projeto, mesmo os mais entusiasmados podem precisar entender os reais objetivos do que é preciso. Outros, apesar da experiência, podem ficar presos em obstáculo. Portanto, esclareça os resultados desejados, alerte sobre as armadilhas e responda às solicitações sobre questões mais específicas.
- Espere algo grande: transpareça suas expectativas e que espera grandes resultados. Não seja tirânico e respeite as habilidades de cada um, compreendendo os desafios e assumindo as suas responsabilidade quando necessário.
- Dê tempo para que resolvam seus problemas pessoais: necessidades de família, problemas de saúde ou uma série de preocupações pessoais podem distrair seus funcionários. Dê uma quantidade de tempo razoável e recursos para que possa oferecer um ambiente mais favorável aos seus colaboradores.
Fonte: ResultsON

Encontro estadual sobre saúde do trabalhador recebe inscrições até esta segunda

Evento acontece nos dias 25, 26 e 27 de abril em Moreno; ao todo, 400 vagas são oferecidas

Da Redação do pe360graus.com
Termina nesta segunda-feira (19) o prazo para se inscrever no I Encontro Estadual de Controle Social em Saúde do Trabalhador. O evento tem como tema “A Saúde do Trabalhador Transversalizando as Políticas Públicas” e ocorre nos dias 25, 26 e 27 de abril no Viver Hotel Fazenda, em Moreno, na Região Metropolitana do Recife.


A inscrição deve ser realizada por e-mail e confirmada no primeiro dia do evento mediante a entrega de 2 kg de alimento não-perecível. Ao todo, há 400 vagas disponíveis.O encontro é destinado a conselheiros de políticas públicas, integrantes de movimentos sindicais, profissionais que atuam na área da saúde do trabalhador, alunos e profissionais de centros formadores e universidades, gestores da área de saúde e segurança do trabalho, representantes do sistema Sesi, Senai, Sesc, Senac e de órgãos com interface na saúde do trabalhador. Promovido pelo Conselho Estadual de Saúde em parceria com a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador, o evento tem como objetivo gerar um espaço de diálogo juntos aos diversos atores do controle social sobre a saúde do trabalhador, a fim de promover a universalidade, integralidade e transversalidade entre as políticas públicas. O encontro também contará com a exposição de trabalhos sobre o tema do evento em painéis durante sua programação.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A hora certa do elogio


Por André Moragas


Faz algum tempo escrevi sobre a “tara por feedback” que existe hoje nas corporações. A ideia inicial não era discutir a importância da comunicação entre chefes e subordinados, mas alertar para o exagero no qual esse tema estava se transformando. Isso inclui a vida pessoal – depois do texto publicado muita gente veio me contar que já recebeu feedback da mulher, do filho, em situações cotidianas e até por desempenho sexual. Ou seja, de fato o exagero anda reinando no mundo dos “feedbackianos” (não resisti ao neologismo).


Mas o que me preocupou é que muita gente também me escreveu (ou comentou no blog) defendendo a importância dessa prática e afirmando que, se não fossem esses momentos de feedback programado, nunca receberia um elogio do chefe (lembrando que o feedback programado, segundo os consultores do tema, tem sempre que ressaltar os pontos fortes do profissional e apontar as “oportunidades de melhorias”. Consultor que se preza nunca fala em “pontos fracos”, mas isso é assunto para outro post).


Confesso que fiquei intrigado com essa “carência de elogios” relatada nos e-mails e me pus a pensar sobre o assunto com um pouco mais de calma. Logo me veio à cabeça uma frase que já ouvi muito na infância, adolescência e que continuo ouvindo. A famosa: “foi só elogiar…” e demais variações, proferidas sempre depois que alguém faz alguma coisa errada e tinha acabado de receber um elogio. O pessoal mais supersticioso acredita até que “é melhor não elogiar”, pois basta fazer isso para alguma coisa desandar. Atire a primeira pedra quem nunca pensou isso quando, por exemplo, entrou em um engarrafamento monstruoso e tinha acabado de falar bem da fluidez do tráfego. Geralmente vem logo um “putz, por que eu fui falar?”.


A verdade óbvia é que os momentos de vitórias e de fracassos, de coisas boas e ruins, de bons resultados e trapalhadas imensas, de acertos e erros são cíclicos durante toda a nossa vida. Dessa forma, é claro que não é o elogio que influencia ou gera um problema logo adiante. Desculpem-me novamente os mais supersticiosos, que neste exato momento leem o texto se benzendo, fazendo sinal da cruz e dando três pulinhos enquanto beijam um pé de coelho e colocam um pé de arruda atrás da orelha.


No entanto, sabedor desse segredo, conclui-se que faz uma diferença enorme a falta de um bom elogio. E até mesmo o adiamento desse. Isso porque, como todo ser humano que se preze, todos nós somos implacáveis na hora de apontar as falhas e não abrimos mão de dar “aquela bronca bem dada” quando algo dá errado. Muito menos pensamos em adiar o esporro, mesmo que seja por alguns minutos. A reação é praticamente automática, visto que somos treinados para isso desde a infância pelas broncas dos nossos pais. Detalhe: alguns ainda ouviam a famosa frase “não fez mais que a obrigação” quando tirava notas altas. Quase que um adestramento canino.


Já o elogio só acontece se sobreviver a infinitas barreiras do “se”. Se a pessoa estiver no momento perto de você, se o seu humor permitir um elogio naquele momento, se você tiver tempo para isso, se o telefone não tocar na hora e você esquecer, e toda a sorte de acontecimentos, por mais banais que sejam, que possam fazer com que aquele momento passe. E aqui também vale o ensinamento do adestramento canino: se o elogio não sai na hora certa, muitas vezes a pessoa elogiada não consegue fazer a ligação entre o fato e a ação, e o elogio acaba ficando sem sentido.


O grande problema é que, como os momentos de altos e baixos de qualquer profissional são cíclicos, como já comentei, o elogio também perde o sentido quando adiado e afrontado com alguma falha do mesmo profissional. Outro dia fiz um exercício para comprovar essa tese. Depois de fazer um elogio a uma pessoa da minha equipe pelo excelente trabalho, fiz questão de enviar um email reforçando o que tinha falado. E guardei o texto para ler ao primeiro deslize daquele profissional.


Dito e feito. Algumas semanas depois, o mesmo profissional cometeu uma falha que valeria uma boa conversa no pé do ouvido. Mas, antes de fazê-lo, abri e li novamente a mensagem de elogio. Primeira certeza: se não tivesse enviado aquela mensagem a tempo, ela nunca seria escrita. Segunda certeza: diante da frustração da falha do profissional, uma breve sensação de arrependimento pela mensagem me passou pela cabeça (lembrem-se de que estamos mais treinados para as broncas). Terceira certeza: adotaria daqui para frente o costume de enviar mensagens de elogios, mesmo que o transmitisse pessoalmente, para deixar registrado esses momentos de vitória. Tanto para mim quanto para o meu funcionário.


Só para fechar a história, no lugar de um e-mail registrando a bronca, que acreditava ter que enviar a esse funcionário, repassei novamente a mensagem de elogio de semanas atrás com a seguinte frase: “tenho certeza de que essa falha de hoje não vai impedir que novos e-mails desse tipo sejam escritos no futuro”.


Fonte: O Globo

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

O que você precisa saber antes de apresentar um projeto na empresa

Qualidade, prazos, custos. Essas são algumas das palavras com as quais o profissional precisa se familiarizar antes de resolver colocar a mão na massa para desenvolver algum projeto na empresa em que trabalha. De acordo com estatísticas do Standish Group, apenas 16% dos projetos são concluídos dentro do tempo estabelecido, pois deixam de seguir o planejamento inicial e, por falta de controle, não abortam ou alteram o plano.

Para que tudo corra bem, é preciso seguir alguns conceitos básicos. Confira:

O apoio da alta direção da empresa é importantíssimo para a conclusão do projeto.

Apurar as lições aprendidas com projetos anteriores e cuidar para não cometê-los no projeto atual.

Analisar o campo de atuação e os stakeholders (são as partes envolvidas em um processo, tanto diretamente quanto indiretamente, em longo ou curto prazo).

Definir o escopo. Ou seja, ter claramente as etapas do projeto em mente.


Selecionar e desenvolver uma equipe que tenha características compatíveis com projeto que será realizado.


Definir as funções de cada setor da equipe e determinar suas responsabilidades e ações.


Analisar os riscos. Isso evita que alguma surpresa e imprevisto atrapalhe os planos.


Envolver e incluir o cliente durante todas as etapas do projeto.


Estabelecer pontos de revisão no final de cada etapa do projeto.



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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Como a falta de inteligência emocional pode afetar carreiras



Diversos são os motivos que levam as empresas a demitirem seus funcionários. Uma pesquisa realizada pela Catho, em 2009, com 12.122 profissionais de empresas privadas de todo o Brasil, revelou os principais fatores para a demissão no país. Segundo o levantamento, dentre as cinco primeiras razões, três estão relacionadas à personalidade.

O estudo aponta que, além dos motivos relacionados à incompetência e à falta de resultados, também estão as questões comportamentais, como o mau relacionamento com o grupo, falta de dinamismo e inaptidão para a liderança. Se prestarmos a devida atenção à questão, podemos perceber que o fato tem grande relação com a falta de Inteligência Emocional.

Até o lançamento do livro “Estruturas da Mente”, do psicólogo americano Howard Gardner, em 1983, para a grande maioria das pessoas, a inteligência era atribuída a pessoas com alto QI (Quociente de inteligência). Gardner confrontou este paradigma, mostrando em seus estudos que as pessoas são habilidosas de diferentes formas, e que nem todos aprendem da mesma maneira. Dentre as inteligências múltiplas apresentadas pelo psicólogo, as que tratam da capacidade do indivíduo se relacionar com as pessoas e consigo mesmo, somadas, resultam no QE, ou Inteligência Emocional.

Normalmente, o baixo QI tende a limitar o crescimento profissional, já o baixo QE pode destruir uma carreira, por mais alto que seja seu QI. As pessoas com pouca inteligência emocional têm um autoconhecimento limitado, e esse é o maior problema. Normalmente, este indivíduo não tem consciência de seus comportamentos, e tem dificuldade em avaliar o impacto que suas atitudes causam nos demais. Como consequência, costuma ser egocêntrico, lidar mal com o estresse, ter baixa tolerância a frustrações, além das outras questões comportamentais citadas na pesquisa como razões para demissão.

Diferentemente do QI, que muda muito pouco na idade adulta, a Inteligência Emocional pode ser aprimorada. Embora não seja um processo rápido, o primeiro e grande segredo é o autoconhecimento. É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos comportamentos estão tendo sobre as pessoas, no ambiente de trabalho, e até mesmo na vida pessoal. Para isso, é essencial que se leve em consideração os feedbacks recebidos, seja de um superior, um subordinado ou de parentes e amigos.

Saber usar os pontos fortes, controlar os pontos limitantes, relevar os pontos fracos e persistir diante de frustrações são elementos que fazem parte das competências de um profissional com alta Inteligência Emocional. É importante ressaltar que isso não é importante somente na vida corporativa. Um alto nível de QE nos permite perceber melhor quem somos, estabelecer relacionamentos mais saudáveis com aqueles que nos rodeiam, e termos atitudes capazes de tornar nossas vidas muito melhores.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mitos e verdades sobre processos seletivos

Bruna Dias, gerente de orientação de carreiras da Cia de Talentos, revela que nervosismo nas entrevistas é natural, mas não pode ser usado como desculpa para deslizes

Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br

Bruna Dias, gerente de orientação de carreiras da Cia. de Talentos
Se você é do tipo que fica nervoso e tenso quando vai passar por um processo seletivo, calma! Você não é o único! A ansiedade é um elemento natural quando lidamos com algum tipo de avaliação, e até aceitável entre muitos recrutadores.

Porém, isso também não quer dizer que você pode associar o nervosismo com todos os possíveis deslizes cometidos em um processo de seleção. Para essa hora, preparar-se de forma adequada é fundamental.

Mesmo assim, é comum encontrar muitas pessoas com dúvidas sobre a melhor maneira de encarar uma entrevista, por exemplo. Bruna Dias, gerente de orientação de carreiras da Cia. de Talentos e uma das palestrantes das Rodadas Inspiracionais do HSM ExpoManagement, conversou com o Portal Administradores e esclareceu algumas questões sobre o assunto. Confira!


1 - Muitos ficam com receio e "certo nervosismo" na hora de participar de um processo de seleção para uma oportunidade de emprego. Em sua opinião, quais pontos são importantes para o candidato se sair bem nesse momento? Preparar as falas antecipadamente numa entrevista pode ser uma vantagem?

O mais importante é ter na mente que é uma oportunidade tanto para a empresa conhecer o candidato quanto para o candidato conhecer a empresa. Claro que não é uma situação confortável, mas pensar que é uma oportunidade, e não apenas uma avaliação, pode diminuir a angústia.

Algumas pessoas têm a fantasia de que os recrutadores são seres do outro mundo e ficam mais preocupadas em dar a "resposta certa" do que entender o que é perguntado. A única preparação que existe para um processo seletivo é conhecer bem suas experiências, aprendizados e objetivos além de pesquisar sobre a empresa e a oportunidade em si. Preparar falas tira a espontaneidade e o nervosismo pode aumentar.

2 - Atualmente, nota-se que os processos seletivos para vagas de trainees são os mais exigentes. Por que essa seleção é tão difícil?

O processo é difícil porque há muitos candidatos para poucas vagas e porque cada empresa tem exigências específicas de acordo com suas expectativas em relação aos candidatos. Normalmente, as empresas exigem inglês fluente, o que elimina muitos candidatos.

3 - Em uma entrevista de emprego, o que deve ser dito com certeza e o que jamais deve ser falado diante do recrutador?

Não existe certo ou errado nem fórmulas prontas. O que o candidato precisa analisar é a cultura da empresa para a qual está se candidatando. O foco da entrevista deve ser situações de aprendizado, conquistas e experiências. O candidato deve responder com sinceridade o que for perguntado pelo recrutador, procurando embasar suas respostas com exemplos.

4 - Em sua palestra na ExpoManagement você abordou os mitos e verdades do processo seletivo. Você poderia indicar importantes mitos e verdades dessas seleções?

Mitos:
 - É importante ser o primeiro a falar em uma Dinâmica de Grupo
- Existe um perfil para trainees

Verdades:
 - Esteja bem informado sobre a empresa
- Tenha cuidado ao preencher as ficha, jogos e testes