sábado, 31 de julho de 2010

Somos mais felizes quando trabalhamos


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Chicago (EUA) fez uma série de testes com estudantes universitários e descobriu mais um paradoxo interessante na enorme lista de esquisitices humanas: apesar de a maioria de nós, se tiver escolha, preferir ficar na preguiça, jogados no sofá e sem fazer nada (segundo eles, isso é “um resquício evolutivo que garante a conservação de energia”), todos nos sentimos mais felizes quando estamos ocupados.
E o efeito é verdadeiro mesmo quando somos “forçados” a fazer algo que inicialmente não queremos (tipo ir trabalhar numa segunda-feira, será?). No texto, os caras até brincam que uma boa forma para os governos aumentarem o bem-estar geral da população seria colocá-la para construir pontes, que nem precisariam levar a algum lugar (!). Só pelo trabalho mesmo. (Tem que ser assinante pra ver, mas o estudo completo está aqui.)
Então, alegria, gente! Hoje é segunda e vêm por aí (pelo menos) mais 5 longos dias pra trabalhar e ser muito, muito feliz.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Até onde você aguenta?


Qual será o limite para os funcionários trabalharem? As empresas parecem procurar por essa resposta desde que inseriram as palavras downsizing (enxugamento de pessoal) e reengenharia no jargão de RH no início dos anos 1990. Segundo Christina de Paula Leite, professora da FGV-Eaesp, até os anos 1980, 30 cargos separavam um operário do presidente da empresa. Hoje, entre as duas pontas há seis níveis hierárquicos.
No Brasil, o desequilíbrio de forças entre patrão e empregado é ainda maior por causa do enfraquecimento das leis trabalhistas e da alta taxa de desemprego. “Estamos passando por uma revolução tão profunda quanto a Revolução Industrial”, diz Nelson Mannrich, advogado trabalhista e professor da USP. Nessa revolução, a produtividade é medida minuto a minuto, incansavelmente.
E ninguém sabe ao certo onde isso vai dar. Na Inglaterra, uma em cada seis pessoas empregadas trabalha pelo menos 60 horas por semana. Há dois anos, essa proporção era de uma em oito. Ou seja, no mundo todo está cada vez mais difícil encerrar o expediente a tempo de jantar com a família.

As pessoas não conseguem planejar o próprio futuro
Equipes agressivas O headhunter Luiz Carlos de Queirós Cabrera, sócio da PMC e professor da FGV, em São Paulo, faz uma analogia que resume bem o que está acontecendo com o mercado de trabalho. Ele costuma dizer que nossas empresas são como um time de futebol que viu as regras mudarem no meio do jogo. Para vencer, é preciso ter uma equipe mais agressiva, com um olho na bola e o outro no placar. “As pessoas estão tirando fôlego do fundo da alma para manter a empolgação de antes”, afirma Luiz Carlos. E qual será o resultado? “Se as empresas não encontrarem uma saída, haverá uma queda abrupta nos balanços financeiros, e isso será estrutural.”

PASSOS PARA DIMINUIR A PRESSÃO NO TRABALHO E PLANEJAR SEU FUTURO


1. APRENDA A NEGOCIAR 
Se o chefe é truculento, dê sinais de que você prefere conversar com calma até chegar a uma solução viável. Vivemos num mundo de interdependência. As companhias dependem de profissionais motivados, que por sua vez dependem delas para sobreviver e se realizar profissionalmente.



2. SAIBA DIZER “NÃO” 
A administradora de empresas Débora Spanholeto, de 29 anos, de Campinas (SP), descobriu um jeito de dizer que está atolada de trabalho. “Quando vejo que não vou dar conta, pergunto a meu chefe qual é a prioridade”, diz. “Meu limite é a cobrança exagerada. Quando isso acontece, tento me organizar.” Ela é bastante disciplinada e identificou seu limite, aquela linha tênue que separa a alegria de um dia carregado de tarefas motivadoras daqueles cheios de pressão excessiva. Na hora de dizer “não”, os especialistas recomendam: evite frases do tipo “Não aguento mais”, “Estou com muito trabalho” ou “Não tenho tempo de tocar mais um projeto”. “Todo chefe prefere que os funcionários apresentem o problema e uma ou duas soluções viáveis”, diz Regina Madalozzo, professora do Insper São Paulo e especialista em mercado de trabalho.



3. DIVIDA RESPONSABILIDADES 
Se ultimamente você tem sentido dores pelo corpo e as pessoas à sua volta passaram a reclamar do seu mau humor e intolerância, fique atento. Pode ser um sinal de que a pressão no trabalho esteja invadindo a vida particular. “Aprenda a delegar, negocie projetos, redistribua a carga de trabalho”, ensina Joel Dutra, professor da Fundação Instituto de Administração, de São Paulo. A princípio pode parecer difícil confiar um projeto ao colega do lado. Mas lembre-se que você pode continuar no comando sem centralizar todas as etapas.



4. MANTENHA-SE MOTIVADO 
A consciência de que funcionários cansados e desmotivados fazem mal para os negócios já chegou a algumas empresas. Na multinacional Procter & Gamble a reação veio na forma de um plano de carreira capaz de dar perspectiva de longo prazo. “Sempre perguntávamos aonde o funcionário queria chegar e deixávamos claro como ele poderia crescer”, diz Monica Santos Longo, ex-gerente de recursos humanos da empresa. Infelizmente, companhias assim ainda são exceção. Porém, o exemplo sinaliza que há uma alternativa que concilia o desejo das pessoas com o lucro. Esse modelo de negócios requer uma nova relação de trabalho. Como qualquer transição, não se trata de um momento fácil ou confortável para os envolvidos. O jeito é ter muita paciência para negociar o que se deseja.





Fidelize seus clientes no pós-venda

Se a sua empresa vende ou oferece um serviço para um cliente e depois se esquece dele, por mais satisfeito que tenha ficado, há grandes chances dele também não se lembrar da sua empresa.
Este é o principal motivo para investir em programas pós-venda.
O que é pós-venda?
São ações realizadas pela empresa para garantir a satisfação do cliente e, principalmente, fidelizá-lo.
Faz com que o cliente se sinta valorizado e seguro para comprar os produtos, ou contratar os serviços de sua empresa novamente.
Qual é o primeiro passo?
Para realizar o pós-venda, é essencial que a empresa tenha o cadastro dos clientes, o que inclui endereço, telefone e e-mail.
Como fazer o pós-venda?
  • Treine os funcionários para dar suporte necessário para os clientes. Eles devem estar preparados para solucionar prontamente qualquer problema.
  • Ao concluir o trabalho, disponibilize novamente todas as formas de contato que o cliente possa ter com a sua empresa. Dê o endereço, número do telefone fixo e celular, e-mail e site.
  • Mantenha contato permanente com os clientes e aproveite para atualizar o cadastro, pelo menos uma vez ao ano.
  • Ligue ou envie correspondências para informar sobre alterações de dados da empresa, como o telefone, e novidades, que vão desde produtos e serviços, até a forma de pagamento.
  • Envie catálogos de produtos ou imagens dos trabalhos realizados.
  • Se a sua empresa tiver site próprio, aproveite para desenvolver o auto-atendimento. Além de eficaz, o custo é reduzido.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Os 10 mandamentos do marketing pessoal


Por Max Gehringer

Muitas vezes, bons funcionários não conseguem ser promovidos porque estão fazendo tudo certo, mas estão esquecendo de algo muito importante: o marketing pessoal. Se marketing é o conjunto de ferramentas que uma empresa usa para fazer com que seus produtos sejam conhecidos, apreciados e comprados, marketing pessoal é um profissional fazer exatamente a mesma coisa, só que em benefício da própria carreira. E aqui vão os 10 mandamentos do marketing pessoal.

Liderança: é ter habilidade de influenciar as pessoas, sendo um formador de opinião.

Confiança: é ser a pessoa que quando as outras precisam, procuram imediatamente.

Visão: é entender o que está fazendo e porquê está fazendo e sugerir pequenas mudanças para melhorar o próprio trabalho e o trabalho dos colegas.

Espírito de equipe: é oferecer ajuda aos colegas mesmo sem ser solicitado.

Maturidade: é saber solucionar conflitos sem gerar mais conflitos.

Integridade: é fazer o seu trabalho sem prejudicar ninguém. Não ser excessivamente ambicioso e atropelar quem vier na frente.

Visibilidade: ser o primeiro a levantar a mão quando o chefe precisa de um voluntário para alguma tarefa.

Empatia: é saber elogiar o trabalho de um colega e reconhecer o mérito dos outros.

Otimismo: é lembrar que a pressão do trabalho nos leva a imaginar as situações de uma forma muito pior do que elas geralmente são.

Paciência: de todas as qualidades que podemos ter, essa é a que nos prejudica mais se não a tivermos. É saber esperar a oportunidade e ocasião certas.
Mas é claro que, não adianta ter tudo isso se o funcionário não consegue fazer aquilo que ele é pago para fazer: dar bons resultados de curto prazo. Numa empresa séria, quem tem marketing pessoal sempre recebe atenção da chefia e apoio dos colegas. Numa empresa medíocre, a mesma pessoa pode ser vista como uma ameaça. Em um caso assim, não adianta querer mudar a empresa. É mais fácil mudar de empresa.

domingo, 18 de julho de 2010

Magazine Luiza compra Lojas Maia

Com cerca de 150 lojas em nove Estados do Nordeste, a Lojas Maia tem controle familiar




Por Melina CostaO Estado de S. Paulo

Foi fechada nesta sexta-feira, 16, a aquisição da nordestina Lojas Maia pela Magazine Luiza. O valor do negócio foi de cerca de R$ 300 milhões, sendo a maior parte em dívida e cerca de R$ 100 milhões em pagamento para os acionistas da Lojas Maia. Oficialmente, a Magazine Luiza não comenta o assunto.



Com a compra, a Magazine Luiza, deve faturar cerca de R$ 5,7 bilhões em 2010 - aproximando-se, assim, da segunda colocada no ranking do varejo. Neste ano, a Máquina de Vendas, resultado da fusão de Insinuante e Ricardo Eletro, espera faturar R$ 6,1 bilhões.

Com cerca de 150 lojas em nove Estados do Nordeste, a Lojas Maia tem controle familiar. 

terça-feira, 13 de julho de 2010

Seis características do empreendedor





No começo do ano, a Fernanda Nudelman levantou uma questão interessante, em um artigo no qual questionava o que faz de uma pessoa um bom empreendedor. Esse mesmo tipo de discussão já levou até cientistas a pesquisar o DNA humano em busca de uma explicação.
É claro que todo mundo adoraria uma razão científica ou uma formulinha para saber se deve ou não largar a vida corporativa. Mas, enquanto ninguém descobre,  os pesquisadores do The Guardian Life Small Business Research Institute fizeram um levantamento e encontraram seis características que todo empreendedor deve ter. São eles:


Colaboração: saber delegar tarefas e construir relações melhores com sua equipe de gestão, funcionários e outros.


Satisfação: amar o que faz e ser grato por estar no controle de sua vida profissional.


Visão: apresentar um bom planejamento a curto e a longo prazo.


Curiosidade: estar sempre se atualizando e aprendendo novas maneiras de motivar e manter seus bons funcionários.


Tecnologia: investir tempo e dinheiro em meios digitais para tornar seu trabalho mais eficiente.


Proatividade: buscar maneiras de como se diferenciar dos demais competidores.
*Para ter acesso ao estudo completo, baixe o pdf aqui.


Fonte: Results On

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Surpreender e encantar pessoas


Por Marcelo Miranda
Na correria da vida corporativa, com o passar do tempo, fechamos nossos olhos para programas rotineiros do RH da empresa. Muitas vezes o evento que nos fascinava quando começamos a trabalhar em uma empresa acaba se transformando em nada mais que paisagem e  atendemos aos programas e eventos por obrigação. E isso significa que os investimentos muitas vezes vão pelo ralo, custam dinheiro, uma energia enorme, mas não são efetivos. É a mesma coisa que dirigir muitas vezes pelo mesmo caminho, com o tempo, esquecemos de perceber o que vemos.
Pessoalmente sou adepto da teoria que quando se trata de desenvolvimento de pessoas o gestor deve buscar sempre surpreender sua equipe, fazer coisas que encantem, tirem do lugar comum, façam olhar fora da caixa, que mantenham o brilho. Não é diferente que na vida amorosa de cada um, o casamento com a empresa pode cair na rotina, pode ficar morno se não cuidarmos de perto.
Só que o cônjuge empresa é representado pelo gestor nesse casamento, é o gestor que faz as honras da casa. A forma que conduz uma reunião, a forma com que apresenta um novo conhecimento, a forma que cuida da transmissão das informações, a forma com que reconhece as pessoas, pode fazer muita diferença.
A equipe percebe quando o gestor se dedica. São pequenas atitudes que se somam para manter o nível de energia da equipe mesmo nos momentos mais complicados. Gosto muito do provérbio americano “walk the talk”, ou ande como você fala.
Como exemplo pessoal, ao longo desses anos de experiência como gestor, busco sempre me espelhar nos melhores gestores que tive, preparo sempre com antecedência quando tenho de falar com a equipe, o conteúdo e muito também de como falar e chamar atenção pra um ponto específico. As vezes, para surpreender, tento tirar as pessoas da rotina.
Para ilustrar,  já entrei vestido de jogador de futebol americano em reuniões, já entrei tocando violão na sala, já trouxe de surpresa família de colaborador que se destacou, já levei toda equipe pra trabalhar no mato, entre outros. Não precisamos ser radicais, nem todos gestores têm perfil parecido com o meu e isso não é errado, pessoas tem perfis diferentes.
Mas, o gestor precisa sim cuidar de sua equipe, da energia, do brilho. Engana-se o gestor que acha que o RH da empresa fará isso por ele.  O RH é sim uma excelente ferramenta, mas o dever é do gestor de encantar as pessoas, de alguma maneira tirar as pessoas do lugar comum, pois a rotina é muito grande e avassaladora, um rolo compressor, e a motivação tende a cair.
E o seu gestor, ou você como gestor, tem atitudes para encantar as pessoas, tirar da rotina? Opine.

Fonte: Blog CEO do Futuro, da Você S/A