terça-feira, 22 de junho de 2010

NF-e será obrigatória para 1 milhão de empresas até dezembro

Em 01/7, mais um grupo de contribuintes está enquadrado na obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica nacional. Segundo Fisco, prazos não serão alterados e os que não cumprirem ficarão irregular.

Por AGÊNCIA BRASIL COM REDAÇÃO DA COMPUTERWORLD



Até o final deste ano, 1 milhão de empresas precisam começar a emitir anota fiscal eletrônica (NF-e) nacional nas transações entre si e para a obtenção de créditos no Fisco. Desde o início do programa, em abril de 2008, mais de 191 mil empresas aderiram ao sistema, e emitiram mais de 1 bilhão de documentos e transações, que somam 32,5 trilhões de reais.
O calendário de 2010 estabeleceu três datas para atendimento da exigência. Um primeiro grupo de contribuintes entrou na obrigatoriedade em 1/04 e mais dois terão de emitir o documento partir de 1/07 e 1/10. Estão sujeitas ao cumprimento da norma companhias enquadradas em 240 códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), relativas em grande parte, a setores econômicos que já estão obrigados à NF-e por conta das atividades efetivamente exercidas. 

A NF-e é um documento apenas digital, emitido e armazenado, que registra para fins fiscais uma operação de circulação de mercadorias ou a prestação de serviços entre as empresas. Segundo Álvaro Antônio da Silva Bahia, coordenador técnico nacional do Projeto da NF-e, o novo sistema vai trazer benefícios diversos, que vão desde as transações entre as empresas até o controle mais apurado dos fiscos estaduais, além da redução de preços para o cidadão comum.


Para as secretarias de Fazenda e para a Receita Federal, o benefício de adotar esse sistema é o maior controle sobre o processo e, em consequência, o pagamento dos impostos decorrentes dessas operações. Para as empresas, a vantagem é a redução de custos, pois, já que deixam de ser necessário armazenar as notas e preencher vários documentos de papel.
Segundo o supervisor-geral do Sistema Público de Escrituração Digital, Carlos Sussumu Oda, com o maior controle do Fisco, muitas fraudes decorrentes do uso da nota em papel deixarão de existir. “Cairá a concorrência desleal, provocando o aumento da competitividade entre as empresas. Se há competição, os preços cairão”.
Projeto nacional
O projeto da NF-e nacional vem sendo implementando desde abril de 2008. O primeiro grupo de empresas com a obrigação de emitir o documento digital foi o do segmento de combustíveis, como a Petrobras, e de cigarros.
Desde então, foi estabelecido um cronograma de adesão para os vários segmentos, publicado no portal do Ministério da Fazenda. A expectativa do Fisco é de que até o final do ano mais de 95% das empresas estejam emitindo a NF-e no Brasil.
O que não se adequarem terão problemas, já que as notas físicas em papel não terão mais validade neste prazo. O objetivo é que em 2011 todos estejam definitivamente no sistema.


Segundo Silva Bahia, coordenador técnico nacional do Projeto da NF-e, que também é auditor fiscal da Secretaria da Fazenda da Bahia, o prazo não será alterado. Embora o documento digital seja seja uma obrigação, Silva Bahia disse que, diante dos benefícios, há empresas que decidiram usá-lo também para o consumidor final. Ele exemplifica as concessionárias de veículos, que já estão preferindo emitir a versão digital para o consumidor.
Para emitir a NF-e, o contribuinte precisa estar credenciado na Secretaria de Fazenda da sua circunscrição. Em seguida, ele passa a ter acesso ao ambiente de computação da Secretaria da Fazenda para emitir o documento apenas em um ambiente de teste em busca de homologação das suas notas fiscais, até obter validade jurídica.
Depois dessa etapa e dos ajustes necessários nos processos da empresa e da secretaria, o contribuinte pode começar a emitir o documento em ambiente próprio. A cada nota emitida, o computador do contribuinte se comunica com o da Secretaria da Fazenda, que vai validar a emissão, verificando se os dados constantes no documento estão corretos. Caso estejam, a empresa fica autorizada a emitir a nota para o cliente. A Receita Federal será responsável por manter o repositório nacional de todos esses documentos.
Um programa gratuito é fornecido pelas secretarias de Fazenda. O contribuinte precisa também dispor de um certificado digital de pessoa jurídica para assinar o documento digitalmente, o que garante a sua validade.

sábado, 19 de junho de 2010

Impressoras da HP têm seu próprio endereço de e-mail

Excluindo-se a questão das propagandas, é uma bela sacada da HP 
Esron Menezes


por Priscila Jordão
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Esta não é mais uma notícia sobre impressoras comuns. É verdade, nossas companheiras que imprimem quase nunca têm novidades para contar. Então por que ler sobre elas? Porque esse não é o caso da linha das ePrints, da HP. As impressoras espertinhas imprimem de qualquer dispositivo que mande e-mails como smartphones e tablets, por meio de um endereço próprio de correio eletrônico.
Anunciadas, por enquanto, somente no exterior, as impressoras usam a conexão à web para sincronizarem com uma caixa de mensagens. Cada impressora tem seu próprio endereço de e-mail, fornecido pela HP. Para imprimir algo, basta enviar um e-mail para o endereço. Pode ser de um smartphone, iPad ou qualquer aparelho que seja capaz de enviá-los. A ideia faz sentido, já que as pessoas cada vez mais acessam documentos longe do tradicional desktop.
Outra sacada das impressoras, que já vimos em alguns modelos por aqui, é acessar e baixar widgets para imprimir mapas, fotos do Facebook, Picasa e agendas de compromissos. Elas também podem ser programadas para imprimir páginas de jornais todos os dias. Embora isso pareça um tanto anti-ecológico, não?
Imprimindo anúncios
Mais esperta ainda que as impressoras, é a jogada de marketing que a HP quer fazer com elas. Em uma parceria com o Yahoo, a HP pretende usar o serviço de impressão de revistas e jornais para imprimir junto… propaganda, é claro!
Antes que você fique cheio de raiva por ter a sua tinta usada para imprimir anúncios, Stephen Nigro, um dos vice-presidentes da HP, explicou à Computerworld internacional que os anúncios não incomodam. “As pessoas já estão acostumadas com eles mesmo”, disse. As impressoras irão, por meio do IP, identificar a localidade do usuário e o seu comportamento para imprimir anúncios dirigidos, junto com as notícias. Dá para engolir essa?
As ePrints serão vendidas, nos Estados Unidos, a partir de 99 dólares.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dinheiro é bom, mas não é tudo



No contexto econômico atual, as empresas estão percebendo, cada vez mais, que os funcionários de hoje aspiram ao mesmo que seus pais almejavam três décadas atrás:
- salário justo e benefícios;
- respeito e reconhecimento dos chefes por tarefas bem executadas;
- camaradagem no ambiente de trabalho.

Além disso, a grande maioria dos funcionários quer ter orgulho de seu trabalho. Tanto é que uma das principais frustrações dos trabalhadores é justamente a incapacidade de realizar um bom trabalho devido a obstáculos fora de seu controle, como equipamentos inadequados, falta de treinamento, burocracia e conflitos entre os departamentos da empresa.

Mais surpreendente parece ser a constatação de que os funcionários ficam mais satisfeitos quando têm uma razoável carga de trabalho. Quando a sensação de contribuição é menor, isso acaba afetando a auto-estima.
Pessoas em qualquer lugar e em qualquer estágio de carreira querem ser bem tratadas, ter orgulho do que fazem e para quem fazem e ter boas relações com seus colegas de trabalho.
Onde reside, então, a virtual ameaça para a fórmula do tripé da felicidade no trabalho?

Na gestão das pessoas. A incompetência em administrar coletivamente as necessidades dos funcionários é o fator de reversão do entusiasmo natural dos trabalhadores. É nesse ponto que estão as grandes oportunidades de melhoria de desempenho das empresas e onde mais se encaixam novos conceitos de gestão e a prática da liderança.

Fique de olho!

Fonte: Revista Exame



terça-feira, 1 de junho de 2010

Como identificar um líder tóxico dentro de uma empresa?

"Para o líder tóxico, a preocupação com os resultados justifica o desrespeito às pessoas", afirma a professora Vera Martins

Por Equipe InfoMoney, InfoMoney



Em um ambiente profissional, o líder é o indivíduo dotado de responsabilidades como a delegação de ordens e o comando do planejamento de uma equipe, mas ele pode apresentar sintomas tóxicos.

Entre eles, estão a punição para os erros de seus comandados, a arrogância, a instabilidade emocional e a imprudência, que podem gerar conflitos dentro do ambiente corporativo.

Fujam, lá vem o nosso líder!


“Para o líder tóxico, a preocupação com os resultados justifica o desrespeito às pessoas, que se manifesta no tom de voz, nas palavras utilizadas, na postura invasiva e na incapacidade de desenvolver sua equipe”, afirma a professora da Fundação Vanzolini, Vera Martins.


De acordo com Vera, a dinâmica estabelecida por esse indivíduo nocivo é baseada no medo, com atitudes como ameaças de demissão, desqualificação pública de algum funcionário e humilhação.

Ele também não leva em consideração as opiniões dos subordinados, fazendo-os sentirem-se rejeitados. Suas ordens não podem ser questionadas. Existe a crença de que será respeitado se estimular a baixa autoestima e criar dor emocional nos colaboradores.

“Essa crença estimula na equipe o estado de alerta “lute ou fuja”, provocando estresse emocional no ambiente de trabalho, e consequentemente, reduzindo a produtividade e trazendo prejuízos para as empresas”, avalia Vera.

Salvem o ambiente tóxico!


Quem faz uso de uma comunicação agressiva, que denigre a imagem dos funcionários e torna o ambiente de trabalho uma “fogueira”, previamente estará na mira do alto escalão da empresa. Entretanto, como modificar os paradigmas que regem esse indivíduo?


“Essa mudança de comportamento exige do profissional uma disposição para sair da zona de conforto e coragem para correr riscos na adoção de novos credos e comportamentos. Do lado da empresa, exige-se paciência, firmeza e confiança para promover esse investimento”, explica Vera.

Para a professora, esse trabalho pode ser feito por meio de um treinamento em liderança assertiva e, se preciso, um processo de coaching.

A partir daí, o líder será impulsionado a descobrir os talentos e desenvolver as competências essenciais da sua equipe. Frente a esse processo, caberá a ele caminhar totalmente sintonizado com a missão e os objetivos estratégicos da organização, com o olhar firme e crítico nos resultados que devem ser atingidos.

A transformação


Líderes com foco em resultados, mas sem perder de vista o cuidado com as pessoas. Essa é a base da liderança assertiva, qualidade cada vez mais valorizada pelas empresas. 


Vera sustenta que esse modelo de profissional trará maior rentabilidade à corporação. “A empresa ganha porque a assertividade na liderança reduz as tensões entre as pessoas e acelera a solução de problemas. Os clientes também saem beneficiados, pois a assertividade tem impacto direto na qualidade final do produto ou dos serviços prestados, em razão do clima organizacional ético, focado em resultados”.

Quanto aos conflitos, que continuarão a existir, a professora pondera. “O conflito origina-se da diversidade, e a diferença enriquece os relacionamentos, assim, eu diria que os conflitos não devem ser reduzidos e sim bem administrados”.

Por conta desse novo estilo empregado, os problemas de comunicação e relacionamento serão minimizados, já que uma das chaves indutoras desse indivíduo será a atribuição de feedbacks eficazes e educação.