terça-feira, 10 de março de 2015

Como vender mais e conquistar novos clientes

Editado por Camila Lam de EXAME.com

Como transformar o lead em cliente? Quando uma pessoa busca um produto ou serviço ela demonstra que está interessada. Nesse momento é muito importante que a empresa esteja bem preparada para receber este possível cliente. Na Viva Eventos, por exemplo, temos um processo de atendimento bem detalhado para obter sucesso e efetuar a venda.
Na era digital, o primeiro passo é ser ágil no retorno. Quanto antes você fizer o contato, maiores serão suas chances, pois a rapidez no atendimento é uma excelente primeira impressão. Além disso, vale lembrar que a sua empresa não será a única procurada pelo lead.
Ao fazer o primeiro contato é preciso que o comercial esteja bem treinado e isso só é possível quando existe um processo bem estruturado. O comercial precisa dominar o seu produto, conhecer os concorrentes e exaltar os pontos positivos que a empresa oferece. Não saber responder algum questionamento pode passar insegurança para o potencial consumidor.
Claro que esse contato deve ser feito da maneira cordial para que o lead valorize a atenção recebida como um bom atendimento e não como aquele comercial agressivo que pretende vender o seu produto de qualquer maneira.
Ter imagens, vídeos, apresentações, um bom material publicitário e brindes ajudam na construção da imagem da empresa e do produto. E, no caso de um atendimento presencial, ter um local adequado e organizado para receber o cliente pode ser um diferencial.
Esse é momento de encantar, pois o atendimento tem que ser feito com muita clareza para que o comercial ganhe a confiança do cliente e concretize a venda. Algumas vezes, o lead ainda não estará preparado para fechar o negócio porque quer pesquisar um pouco mais.
É necessário que você tenha um bom material para ensinar ao cliente sobre o produto. Algumas empresas de cosméticos, por exemplo, ensinam a fazer maquiagem, pois acreditam que pessoas que sabem se maquiar compram com mais frequência. Tente também deixar alinhada uma data para retornar, é boa maneira de você entrar em contato sem parecer chato.
Vitor Pedrosa é sócio-fundador e diretor de franquias da Viva Eventos.

terça-feira, 3 de março de 2015

Dois erros de digitação no CV podem acabar com suas chances

Por Adeline Daniele

É bom você começar a fazer uma revisão extra sempre que for enviar o currículo para uma empresa.
Uma pesquisa realizada pela Robert Half, nos Estados Unidos, descobriu que apenas dois erros de digitação no currículo são suficientes para desclassificar um candidato do processo seletivo.
Segundo a pesquisa, 46% dos gerentes seniores entrevistados afirmaram que desistem de contratar um profissional se ele tiver cometido dois erros de digitação em seu currículo. E para 17% dos executivos, uma única falha já justifica essa desistência.
A boa notícia é que os recrutadores têm sido mais compreensivos e tolerantes.
A pesquisa também revela que houve uma grande redução no número de gestores que descartariam candidatos por apenas um erro no currículo nos últimos anos.
Em 2006, 47% dos gestores afirmaram que apenas um erro seria necessário para eliminar um candidato do processo.
Em 2009 esse número caiu para 40% e, hoje, 17% dos entrevistados desconsiderariam o profissional.
No entanto, é a partir do segundo erro que muitos dos recrutadores desistem de um candidato.
Enquanto em 2006 37% deles eliminariam um profissional da competição por uma vaga, em 2014 esse número subiu quase dez por cento (46%).
Erros201420092006
Um17%40%47%
Dois46%36%37%
Três27%14%7%
Quatro ou mais9%7%6%
Os erros de digitação mais comuns são relacionados a datas e à concordância gramatical.
De acordo com o diretor de operações da Robert Half no Brasil, Sócrates Melo, a tolerância aos erros está ligada ao tipo de posição que está em disputa.
“Entre os gestores brasileiros, ela costuma ser baixa. O tipo de erro conta mais do que a quantidade”, diz.
Melo também afirma que um currículo cheio de falhas pode transmitir a imagem de um profissional de baixa qualidade para os recrutadores.
Segundo o executivo, a análise de um currículo é feita por vários aspectos, que envolvem desde a formação até as realizações do profissional.
Ele também alerta para o fato de que o documento deve comunicar as qualidades do candidato de forma clara e objetiva em, no máximo, duas páginas.

Óbvio, mas nem tanto: você não pode esperar que o cliente saiba de tudo

Sempre pergunte ao seu cliente se ele está entendendo suas explicações, se tem alguma dúvida.


Daniel Godri Junior, www.administradores.com
Há alguns anos, comprei a casa onde moro e meses atrás resolvi reformá-la. O piso, de 17 anos, precisou ser retirado. Então, comprei um porcelanato 62x62cm e pensei que seria ótimo, já que o pedreiro assentaria mais rápido um piso maior que o antigo. Ao ver o tamanho do piso, o pedreiro reclamou “você vai me matar com um piso desse tamanho”, e explicou que meu piso era irregular e que provavelmente ficariam pontas e desníveis visíveis.  Algo óbvio para quem trabalha com isso. Mas apenas para quem trabalha com isso.
O erro de profissionais de longos anos de experiência é pensar, erroneamente, que o óbvio para si é o óbvio para os outros.  E ignorar isso pode custar caro, como a perda de clientes, o desmanche de uma amizade, uma comunicação ruim. O cliente pode se sentir prejudicado por não saber o que você está falando ou o que você quer dizer com aquilo.
Por exemplo, quando uma pessoa quer comprar um computador. Se ela não é entendedora do assunto, não adianta o vendedor dizer que a máquina tem um processador “X” de 8 gigas ou memória RAM de 34 megabytes, porque ela não vai entender nada. Essa falta de informação pode gerar um desconforto na hora de fechar o negócio.
Evite tratar seu cliente como especialista. Isso dificulta a escolha do cliente pelo seu produto. Outro exemplo são médicos que não explicam o diagnóstico ou sequer revelam a doença. Certa vez minha esposa retornou ao pediatra com meu filho mais velho porque achou que o antibiótico não estava tendo resultado, pois depois de dois dias ele ainda tinha febre. E o médico perguntou “ué, você não sabe que infecção de garganta pode dar febre na criança depois de três dias mesmo ?”. Não, ela não sabia, porque ela não é médica.
Agora imagine que você foi ao médico e ouviu dele que você tem espondiloartrose anquilosante. A menos que você seja médico, se ele não explicar que essa é uma lesão na coluna que pode ser resolvida com relaxantes musculares, analgésicos e fisioterapia, você sairá do consultório achando que seus dias de vida estão chegando ao fim.
Um ótimo exemplo de empresa que não trata os consumidores como especialistas é a rede de restaurantes Outback Steak House. Ao te atender, o garçom pergunta se você já conhece o restaurante. Se não conhece, ele se abaixa na altura da sua mesa e explica como o restaurante funciona e lhe mostra o cardápio. Se você já foi outras vezes, ele elogia sua volta e se abaixa para anotar o pedido. Ou seja, eles adaptaram o discurso de apresentação da casa, que parece óbvio e comum em todo restaurante, com originalidade e respeito ao consumidor.
Pense sempre que o que comum e rotineiro para você pode ser algo inovador para a outra pessoa. Óbvio que não dá para ser flamenguista e vascaíno ao mesmo tempo, óbvio que um relacionamento não sobrevive a contínuas brigas, óbvio que comer depressa faz mal. Tudo isso pode parecer óbvio, mas para muita gente não é.
Sempre explique ao seu cliente como funciona a sua empresa, os métodos de pagamento, o prazo de entrega, por que o seu produto é mais resistente ou mais seguro que o do concorrente.
Além disso, adapte a linguagem a cada cliente. Um idoso, por exemplo, terá maiores dúvidas que um adolescente na hora de comprar um smartphone. Bem como é mais provável que uma mulher terá mais dificuldade que um homem na hora de comprar um carro.
Sempre pergunte ao seu cliente se ele está entendendo suas explicações, se tem alguma dúvida. E se você, cliente, não estiver entendendo nada do assunto, não pense duas vezes antes de questionar. Uma boa resposta para sua dúvida pode te ajudar a fechar o negócio.
Sei que este artigo parece óbvio, mas, obviamente, o óbvio nem sempre é tão óbvio assim, não é? 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Não tem experiência profissional? Saiba o que colocar no currículo

Por Pâmela Kometani

Candidato a primeiro emprego deve destacar qualidades e cursos já feitos.
Voluntariado ou 'bicos' devem ser mencionados, dizem especialistas.


O que um candidato sem experiência deve colocar no currículo? É preciso "enchê-lo" com as suas habilidades e dizer o que quer aprender? Essas são algumas das dúvidas de quem está em busca da primeira oportunidade no mercado de trabalho.
Quando o recrutador vê a idade no currículo já imagina que o candidato não tem experiência, e isso não é visto como um problema. Ele deve sempre colocar em destaque o que tem de melhor: a formação escolar, um idioma, voluntariado e até uma experiência profissional fora do mercado formal”, orienta Flávia Mentone, gerente de diversidade e gestão de pessoas da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo.
Conhecimentos em idiomas, informática e cursos extracurriculares ou profissionalizantes ajudam a compor a lista de habilidades que podem ser apresentadas. De acordo com Dorileia Almeida, gerente da filial de Recife da Gi Group Brasil, empresa internacional de recursos humanos, o candidato pode destacar alguma característica que tenha relação com a vaga. “É interessante indicar se ele possui algum conhecimento específico do cargo para qual está concorrendo, assim como sinalizar se possui vivência em alguma atividade específica”, diz.
'Bico' é válido
Flávia diz que os recrutadores valorizam os "bicos" já feitos por quem está começando. Vale citar no currículo trabalhos em uma empresa familiar, em organização de pequenos eventos e até um trabalho temporário. 

Segundo as especialistas, candidatos que fizeram voluntariado e intercâmbio devem informar as experiências. Elas contam muitos pontos, porque mostram que o futuro funcionário gosta de aprender e de participar de diferentes projetos.
Projeto de iniciação científica, trabalhos de conclusão de curso (TCC) e atuação em empresa júnior da faculdade também podem ser mencionados.
Nota não precisa
Por outro lado, notas obtidas na escola ou na faculdade não devem entrar no documento, a não ser que a vaga seja acadêmica. “Caso o candidato alcance algum mérito acadêmico e considere importante incluí-lo em seu currículo, não vejo problemas, mas é importante utilizar o bom senso e não 'copiar' o seu histórico escolar para o currículo”, afirma Dorileia, da Gi Group Brasil.

O candidato deve sempre ficar atento ao tamanho do currículo e deve tomar cuidado para não colocar informações desnecessárias. “O recrutador tem uma pilha de currículos na mesa e os muito longos mal são vistos”, ressalta Flávia.
O ideal é evitar escrever habilidades genéricas, como proatividade e criatividade, e destacar os conhecimentos técnicos e habilidades adquiridas em cursos.
Veja passo a passo para montar o currículo para 1º emprego:
1) Dados pessoais
Informações que devem constar no início do currículo: nome completo, idade, estado civil, endereço, cidade, região, telefone (celular, residencial ou para recados) e e-mail.
2) Objetivo
Candidato pode listar o cargo de interesse. Caso ele não tenha uma posição específica, pode citar a área de atuação, como logística, administrativa, entre outras.
3) Formação acadêmica
Deve ser informado o último grau de escolaridade, ou seja, quem não tem nível superior deve citar o nível médio, e assim por diante. A descrição deve ter o nome da instituição, curso e ano de conclusão ou previsão de término.
4) Idiomas, informática e outros cursos
Como o candidato não possui experiência, ele deve mostrar que tem outras habilidades que poderão ser utilizadas no emprego.
5) Voluntariado e outras experiências
As experiências no mercado informal são válidas e podem ser citadas. O voluntariado é muito valorizado pelas empresas.
6) O que não colocar
- Foto (só quando o empregador solicitar)
- Número de documentos
- Título “currículo vitae” ou “currículo”
- Nome de pais, marido ou esposa e filhos
- Referências pessoais (contatos de pessoas que podem falar sobre o profissional não devem ser indicados)
- Pretensão salarial
- Cartas de referência
- Certificados de cursos realizados
- Data e assinatura
- Habilidades genéricas, como proatividade e criatividade
Objetivo
Flávia, da Secretaria do Trabalho de São Paulo, lembra que mesmo sendo um currículo para o primeiro emprego, o candidato não deve ser muito genérico. Não vale, por exemplo, escrever que quer apenas uma colocação profissional ou um emprego. “É importante colocar o cargo ou o objetivo, pois quando o recrutador ler o currículo ele vai ver que a pessoa sabe o que quer. E na entrevista, o candidato pode falar que tem interesse em aprender e de se desenvolver.”

“É primordial que o objetivo esteja explícito com o intuito de minimizar abordagens desnecessárias. É válido pontuar para quais cargos ou funções específicas o candidato tem interesse”, afirma Dorileia. É possível, por exemplo, dizer que quer atuar na área administrativa.
Para os candidatos que querem falar o quanto desejam aprender, Flávia indica que isso seja informado no corpo do e-mail, quando o currículo é enviado pela internet, ou durante a entrevista. Segundo ela, não vale colocar essa informação junto com o objetivo ou como um parágrafo solto no meio do documento.
Fuja das gafes
Segundo Dorileia, erros gramaticais, informações incoerentes, como nível de inglês desatualizado, formação acadêmica com informações incorretas e omissão de dados que impossibilitam o contato com o candidato estão entre os principais erros cometidos por candidatos que estão em busca do primeiro emprego.

Flávia também lembra que alguns candidatos "jogam contra", informando as habilidades que não possuem em vez de valorizar seus pontos positivos. “Se ele não tiver determinada experiência não precisa colocar que não tem. Ele não deve falar mal de si mesmo.”
Currículos com letras ou fundo coloridos e com desenhos não são considerados inovadores e não são bem vistos pelos recrutadores. A opção mais segura ainda é apostar no padrão tradicional.