quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Indicação: vantagens e complicações


Autor: Caio Lauer


A indicação de profissionais para vagas de emprego é uma das formas mais praticadas no mercado de trabalho. Porém, na ótica de quem indica, é importante ter o cuidado de qual profissional irá recomendar. A performance do indicado impacta diretamente na reputação, algo que cada um deve cuidar e que está sempre em jogo quando falamos do contexto corporativo.

Para indicar alguém para uma posição é preciso ter a maior certeza possível de que aquela pessoa é a ideal, independentemente de condições de amizade, relacionamento ou grau de parentesco. Por mais que seja um conhecido, deve suprir às exigências técnicas da vaga em questão. “O simples fato de indicar um profissional faz as pessoas julgarem que este indivíduo é um amigo ou membro da família. Existem estudos que mostram que na indicação, para a imagem de quem indica, há mais desvantagens do que pontos positivos. Caso indique alguém, é preciso fazer perguntas prévias para a empresa sobre a posição e a função que a pessoa irá desempenhar como forma de precaução”, indica Mike Martins, coach e Diretor Executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching.

Recomendar pessoas de convívio social, como conhecidos da balada ou do futebol, pode ser fatal. Um sério erro é pressupor que por ter alguma amizade, julga saber como a pessoa é em seu campo unificado. Ao indicar um profissional, é importante deixar claro até que ponto o conhece. Algumas ressalvas devem ser ditas, mostrando, por exemplo, que só conhece o trabalho da pessoa, mas não sabe como se comporta no relacionamento em equipe. “Em uma oportunidade, recomendei um colega para uma posição, mas deixei bem claro que ele tinha um perfil de gestor do tipo que não gosta de dar más notícias. Mesmo assim ele foi contratado, porém a empresa ficou atenta e supervisionou este tipo de comportamento que eu tinha alertado”, conta Guilherme Lang Dias Rego, diretor da Elevartis, empresa de desenvolvimento profissional e pessoal.

Permitir a indicação de pessoas próximas é algo delicado e que varia de acordo com a cultura das empresas. Existem organizações que estimulam o convívio entre parentes, porém, outras repudiam este tipo de coexistência, barrando qualquer tipo de relacionamento pessoal no ambiente de trabalho.


Programas de indicação

É comum a indicação cair no esquecimento e a empresa não dar o devido valor a uma boa recomendação. Grandes corporações e multinacionais, por terem uma estruturação maior de RH, acabam valorizando mais este ponto.
Um exemplo é a Tecnisa, que implantou um programa remunerado de indicação recentemente, conforme explica Marcello Zappia, diretor de RH da companhia: “A falta de profissionais qualificados e de mão de obra, em todos os níveis, é muito grande. Acreditamos que, como a pessoa vem da indicação de um amigo, culturalmente a adaptação é muito melhor. Um amigo tende a gostar das mesmas coisas que eu gosto e, portanto, tende a se adaptar bem em um ambiente que eu já estou habituado”.


Instruções

É recomendável instruir o candidato indicado a respeito da cultura e valores da empresa contratante. Passar um perfil do que será exigido dele na seleção é interessante, mas é necessário ter o cuidado para não virar algo artificial no processo seletivo. Caso seja contratada, a indicação pode agradar de início, mas, ao longo do tempo, o comportamento real dela irá se mostrar.
“A boa indicação demonstra que o profissional que indicou possui um bom networking e círculo de influências. Hoje em dia, quem tem uma boa rede de contatos é muito bem visto”, finaliza Mike Martins.

Quatro dicas para indicação

1.Entender as responsabilidades da vaga em questão
2.Saber se o indicado tem as competências técnicas para executar o trabalho
3.Identificar a aderência do indicado à cultura da organização
4.Contatar a pessoa e verificar previamente se há o interesse na vaga


Fonte: Indicação: vantagens e complicações | Portal Carreira & Sucesso
 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O segredo do sucesso é você. E nada mais!

Por: Gilberto dos Santos Júnior
A grande maioria de profissionais do mercado acredita que o sucesso está na formação ou faculdade em que cursa. Agora lhe pergunto: porque é que tanta gente consegue atingir o seu sucesso sem uma formação incrível?

Recentemente uma pesquisa publicada no Wall Street Journal, mostrou que 40% dos presidentes das principais companhias americanas não possuem um MBA e ainda 6,7% das empresas de consumo não têm sequer uma graduação.

Ainda no mercado brasileiro é possível ver alguns exemplos de sucesso sem que tivesse no currículo uma formação extraordinária ou algo que fosse tão distante de outras pessoas, mas uma diferença que assume neste caso é o foco e a determinação de alcançar o lugar desejado. Como um exmplo, um simples camelô que começou com doze reais emprestados. Nenhuma formação acadêmica e apenas dois segredos: ambição e o sorriso.

Por mais renomado que seja o curso prestado, a máquina humana ainda será superior a qualquer obstáculo ou dificuldade que o profissional possa passar. A capacidade de um profissional de assumir toda a responsabilidade, aguentar a pressão das suas metas, ter soluções criativas, ajudar sua equipe, se reinventar a cada dia e tantas outras não se aprende dentro de uma sala de aula, e são estas as qualidades que mais fazem a diferença no dia-a-dia.
É importante avaliarmos mais as qualidades que formam o profissional quanto pessoa, pois são estas que farão todo o conhecimento técnico vir à tona, podendo usá-lo nas situações em que se precisam.
Hoje as empresas estão assumindo uma visão de que a Gestão de Pessoas pode ter uma posição de maior importância nos resultados empresariais. É visível que os exemplos de ações diferentes na formação de profissionais mais capacitados em suas qualidades pessoais estão ficando cada vez mais evidentes e sendo apresentadas com resultados mais expressivos. É o resultado de que quanto mais se tem profissionais capacitados, mais os resultados se tornam lucrativos e satisfatórios para a empresa. Cursos de liderança, empenho para melhor o clima organizacional, desenvolvimento de funcionários estão cada vez mais evidentes.
Profissionais de todas as áreas têm de lidar constantemente com um mercado altamente competitivo, com cada vez mais profissionais com habilidade diferentes, cada vez mais profissionais diferenciados e cada vez mais novos e o que diferencia os escolhidos, na maioria das vezes, são as qualidades pessoais que agregarão mais resultados para a empresa.
O que precisamos avaliar, de imediato, são estas qualidades que nos farão diferentes. Algumas delas são:
  • Produtividade
Em qualquer área, não importa o cargo, produtividade sempre será notada. Esta qualidade é o resultado de uma série de outros fatores como: organização, foco, dedicação e priorização de atividades. Em tempos, e empresas, modernas não existe mais a visão de 'chegar mais cedo e sair mais tarde' para ser diferenciado.
  • Relacionamento
Ninguém tem sucesso trabalhando sozinho. Em algum momento a ajuda ou relacionamento com outras pessoas fazem a diferença e abre o caminho para subir na carreira. Entende-se por relacionamento, o network, os contatos, as referências e tudo mais que pode te favorecer perante as demais pessoas. Troca de favores ou puxa-saquismo jamais entrará nesta lista.
  • Dedicação
Dedicação é o sentimental de cada profissional e não se têm nenhuma relação com deixar que o trabalho atrapalhe a sua vida pessoal. Cada coisa na sua hora. A dedicação é o sentimento que o profissional demonstra em querer apresentar resultados melhores e poder se destacar dentro da empresa. Esta qualidade mede a vontade e felicidade do profissional em estar naquela cadeira.
O que pretendo passar com este artigo é a visão de que o sucesso não é predestinado. O sucesso é um resultado de ações promovidas pelo ser humano na atitude ser hoje, melhor do que foi ontem. Não é uma só faculdade ou curso que irá promover uma carreira de sucesso, mas sim as atitudes pessoais daquele profissional que têm como foco, o último degrau.
E então, o que você vai fazer amanhã? Subir um degrau, ou sentar e ficar neste mesmo a vida toda?