segunda-feira, 28 de maio de 2012

Empresas: porque investir em qualidade de vida


Autor: Caio Lauer
Qualidade de VidaHá tempos o conceito de saúde empresarial não se limita apenas a benefícios de assistência média ou odontológica. Manter uma companhia saudável vai muito além disto e fatores como clima organizacional e qualidade de vida são primordiais para manter os profissionais satisfeitos e produtivos.


Atualmente, existe investimento neste sentido por parte das empresas, mas ainda não foi atingido o nível ideal. A maioria das ações ainda partem das grandes multinacionais e de áreas de Recursos Humanos mais estruturadas, mas o cenário vêm mudando. Pequenas e médias corporações vêm absorvendo o conceito de saúde corporativa e perceberam que hoje, para manter pessoas felizes com o trabalho, devem oferecer algo a mais que o retorno financeiro. Medidas pequenas, mas que surtem efeito, como salas de descanso, cursos e palestras com temas pertinentes à qualidade de vida, entre outros benefícios, estão cada vez mais presentes nas organizações.

“O profissional se tornou mais exigente na hora de escolher um bom lugar para trabalhar e empreender sua carreira. Acabaria então a história do funcionário vender a sua saúde simplesmente por salário. As pessoas estão mais exigentes”, opina Valdecir Moreira Soares, Consultor em Segurança do Trabalho e Qualidade de Vida da MQV Consultoria em Qualidade de Vida e RH. Para ele, o desenvolvimento de relações interpessoais baseados na ética e na justiça promete ser um marco na vida do trabalhador do século XXI, que terá o prazer no trabalho como o principal requisito do profissional bem sucedido, elevando assim sua autoestima e a qualidade de vida.

O excesso de funções dos profissionais é um dos principais fatores que influenciam na saúde de uma corporação. O desgaste físico e mental faz com que a motivação e a produtividade caiam no rendimento. A empresa precisa despertar o interesse e preocupação de seus líderes para este objetivo. Muitos profissionais de diretoria e gerência ainda não possuem esta visão, focando seus esforços apenas em metas e resultados. “O Recursos Humanos tem uma função muito importante dentro deste conceito de qualidade de vida. É por meio de ações focadas em cada perfil de colaborador ou equipe, que o RH irá conseguir atingir a satisfação e felicidade de cada indivíduo – dentro de cada empresa existem diversas culturas e cabe ao RH identificá-las e oferecer benefícios e atividades para cada uma delas”, explica Edson Rufo, Consultor de Qualidade de Vida, Saúde Empresarial e palestrante.

O grande desafio das empresas é estimular os profissionais a terem melhor qualidade de vida dentro e fora das organizações. A motivação para este intuito deve ser contínua e apoiar os funcionários a internalizar as boas práticas, por meio de estímulos e experimentação de atividades que corroboram o seu estilo de vida saudável, é essencial. Segundo Valdecir, é muito comum, as companhias incluirem a participação de familiares e amigos nas atividades, pois assim “o conceito é amplamente divulgado, aumentando a capacidade de reação e motivação”.

Organizações que não possuem a mentalidade da qualidade de vida perdem muito e os resultados negativos ficam evidentes. Estas perdem a oportunidade de estimular os seus colaboradores a serem resilientes, mais produtivos e melhores na gestão individual da saúde.
A rotatividade de pessoas também cresce, aumentando todos os encargos da corporação.
“A empresa só alcança o sucesso com a satisfação de seus colaboradores. Proporcionar qualidade de vida e um ambiente saudável para trabalhar devem ser objetivos prioritários das companhias”, conclui Rufo.


Fonte: Empresas: porque investir em qualidade de vida | Portal Carreira & Sucesso 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

6 dicas para conquistar o primeiro emprego

Autor: Maiara Tortorette

O ingresso no mercado de trabalho é uma etapa de grande importância na vida dos profissionais. Conseguir o primeiro emprego e se adaptar a rotina de uma organização são processos comuns a todos, mas que assustam grande parte dos jovens.

Para quem deseja realmente se inserir no ambiente corporativo e dar esse passo, algumas atitudes são fundamentais e podem tornar a tarefa um pouco mais simples. Seguem algumas dicas:

OBJETIVO BEM DEFINIDO: Para Lilian Soares, gerente de Gestão de Pessoas da Vega Engenharia Ambiental, o candidato deve demonstrar clareza e determinação na entrevista de emprego. “Com esse tipo de postura, mesmo não possuindo experiência profissional, ele apresentará um diferencial para a empresa e será valorizado”, explica.

DESPERTAR INTERESSE NO RECRUTADOR: O currículo foi apenas o primeiro contato que fez com que o profissional fosse selecionado, mas as demais etapas são decisivas. De acordo com a psicóloga Elaine Lombardi, da M&S, consultoria especializada em desenvolvimento humano, o candidato deve usar as qualificações que possui para causar uma boa impressão e se destacar entre os demais.

VAGAS TEMPORÁRIAS E ESTÁGIOS: De acordo com Simone Sá, Gerente de RH & Comunicação Corporativa do Grupo Freudenberg, estas oportunidades abrem as portas para o mercado de trabalho. “Mesmo parecendo incerto, é uma grande chance de ganhar experiência e se adaptar à rotina, o que pode ajudar em futuras contratações. Além disso, para quem mostra dedicação, sempre existe a possibilidade de efetivação”, afirma.

CONHECER A EMPRESA: O profissional deve se informar antecipadamente sobre a organização onde está concorrendo à vaga, visitando o site e buscando informações em revistas de negócios e até especializadas no seu segmento. “Estar bem preparado deixará o profissional mais seguro no momento da entrevista e com condições de fazer comentários pertinentes”, explica Eliane.

PERSISTÊNCIA: O candidato que está ingressando no mercado de trabalho geralmente carrega uma dose de insegurança devido a pouca experiência. Lilian afirma que é natural que encontre barreiras, no entanto deve estar sempre aberto ao aprendizado, demonstrar senso de responsabilidade e nunca desistir. “A persistência é uma virtude”, define.

INOVAÇÃO: Muitas empresas hoje em dia buscam candidatos com perfil inovador e capaz de se adaptar às mudanças. “Pensar estrategicamente antes de agir é um diferencial para as organizações modernas”, finaliza Lilian.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Saiba como o profissional deve agir após a entrevista


Autor: Maiara Tortorette
Fluência no segundo idioma impacta positivamenteO candidato envia diversos currículos, se prepara e começa a ser chamado para fazer entrevistas. Participa de alguns processos seletivos, e de um deles sai extremamente satisfeito com seu desempenho e com esperança de que dê certo. No entanto, o recrutador não dá nenhuma resposta de imediato e pede para que ele aguarde, pois a empresa entrará em contato, gerando grande expectativa e ansiedade. Como o profissional deve agir até que o retorno aconteça?

É comum que, mesmo quando o selecionador já define qual o profissional mais adequado para a vaga durante a entrevista, ele deixe para tomar uma decisão mais assertiva depois de conhecer todos os selecionados. Além disso, em algumas empresas, não é o RH que toma essa decisão, por isso é necessário aguardar uma resposta do gestor da área, ou até mesmo do dono ou presidente da organização, por isso é importante que o candidato seja paciente e não desanime até ser contatado.

De acordo com os dados da mais recente Pesquisa dos Executivos, da Catho Online, o tempo médio entre o primeiro contato da empresa e a oferta de emprego é de 1,5 semanas. Este período teve uma grande queda desde 2007, quando o período de espera era de quase 3 semanas.

Para Vanessa Pina, diretora de Capital Humano e Administração da SulAmérica,é importante que a própria empresa estabeleça um prazo para retornar, criando assim um compromisso com o candidato. “Não existe um prazo definido para que a organização dê um retorno aos candidatos. Este tempo varia de acordo com cada processo seletivo e necessidade de fechamento da posição. Porém, o ideal é que a empresa estabeleça, a cada etapa, um prazo para que o retorno seja dado, sendo positivo ou negativo”, afirma.
O relacionamento entre empresa e profissional começa desde a entrevista, sendo assim a organização deve assumir esta responsabilidade e cumprir os prazos definidos. “Estamos vivendo uma era de pleno emprego, onde não só a empresa escolhe quem irá contratar, mas os candidatos também escolhem as empresas e mercados onde têm interesse de atuar. Sendo assim, manter uma relação de confiança e respeito durante todo o processo seletivo é fundamental”, explica Vanessa.

Atitudes adequadas

Existem algumas empresas que, por conta da correria ou por falta de planejamento, acabam retornando apenas para os candidatos aprovados, tendo uma atitude errada por deixar os demais aguardando um contato que, na verdade, não acontecerá. Situações com estas frustram o profissional, e causam uma ansiedade desnecessária, por isso é importante que, após determinado período, o candidato busque informações sobre o andamento do processo.
“É válido questionar, ainda durante o processo seletivo, se a empresa entra em contato para passar  o retorno positivo/ negativo e quais as formas de contato (telefone, e-mail, SMS). Com estas informações, o candidato pode contatar a empresa após o período acordado, para questionar, de forma sutil, se existe algum posicionamento”, sugere Patrícia Kost, gerente de RH da BExpert, empresa de tecnologia.

Atitudes inadequadas

Devido à ansiedade, principalmente quando o candidato tem grande interesse pela vaga, é comum que acabe cometendo alguns erros ou agindo de forma impulsiva. Sendo assim, é importante sempre manter a calma e avaliar se já é realmente a hora de ir atrás de um retorno, ou se é adequado aguardar por mais um ou dois dias.

“Ficar pressionando demais, solicitar retorno antes do prazo ou pedir feedback logo após a entrevista, por exemplo, são atitudes que podem demonstrar ansiedade e insegurança. Isso poderá  certamente prejudicar o candidato no processo seletivo”, define Vanessa. Comportamentos deste tipo são inadequados e podem até prejudicam a imagem do candidato.

“Também é fundamental que o candidato fique atendo aos meios de contato que disponibilizou no currículo ou na entrevista, pois pode cometer uma grande gafe e mostrar impaciência e até falta de organização caso a empresa já tenha feito tentativas de contato e o profissional foi quem não se atentou e deixou de dar um retorno”,  finaliza Elisabete de Oliveira, psicóloga e consultora daM&S.


Fonte: Saiba como o profissional deve agir após a entrevista | Portal Carreira & Sucesso 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Currículo: MODELO BÁSICO E EFICIENTE


Fabíola Lago



Muito se fala sobre modelos de currículos, “padrões” para apresentar sua experiência profissional. Pouco se fala que não há uma forma única de fazê-los. Por um simples motivo: as empresas são diversas, têm segmentos de negócios diferentes, por isso mesmo, prioridades na hora em que analisam CVs refletem suas prioridades. Apesar da maioria dos recrutadores seguirem procedimentos similares na seleção existem RHs que valorizam muito uma carta de apresentação. Outras, descartam sem qualquer leitura. Alguns recrutadores querem saber onde o candidato se formou, se as instituições de ensino são de renome e batem com a formação solicitada para o cargo. Outras, quanto tempo de experiência o profissional tem naquela determinada área.
 
Difícil, não é mesmo? Mas também existem pesquisas, tendências, orientações de consultores que apontam o que poderia ser um currículo moderno e eficiente nos tempos de hoje. Uma delas é saber a capacidade de realização do candidato. Que resultados práticos ele trouxe nas empresas em que trabalhou. Preparamos um modelo para você se basear e reformular seu currículo. Mas atenção: o que vai valer de fato é você refletir sobre o que você fez de relevante na sua carreira.
 
No cabeçalho:
Nome (completo):___________________________ Telefones fixo e celular para contato:
Email (dispense informações como skype, MSN, redes sociais)
 
Título: o primeiro passo para “fisgar” a atenção do seu recrutador. Seja o mais específico possível aliando sua experiência ao cargo solicitado. Não adiante colocar “engenheiro”. Coloque por exemplo, engenheiro com foco na área da vaga anunciada.
 
Principais realizações:
 
Destaque em cinco frases tópicos suas realizações na primeira pessoa. Não é necessário aqui descrever empresas, data de contratação e rescisão. Por exemplo:
 
• Liderei equipes de desenvolvimento de projeto na área de Telecom resultando em otimização de implantação de novos produtos

• Planejei ações de treinamento para programa de trainees por três anos
• Implantei softwares de ERP na matriz e cinco filiais integrando processos administrativos de toda a companhia
 
Qualificações
Não é aqui que você vai falar da sua formação escolar. Aqui você vai captar toda sua expertise profissional somada à sua escolaridade. Por exemplo: você pode ser engenheiro, mas especializou-se em vendas ou consultoria para empresas do segmento que você está se candidatando. Exemplo:
 
• Engenheiro civil especializado em avaliações e transações de terrenos para construtores de grande porte, tais como X, Y e Z
 
• Jornalista com foco em moda, com experiência em coberturas on line e inserção em redes sociais
 
• Arquiteto especializado em construções populares para construtoras de grande porte
 
Depois coloque sua Formação, com escolaridade a partir da graduação. Se você ainda não se formou, confira as dicas para currículos de estagiários aqui. Cursos de especialização, MBA e pós-graduação em geral devem vir primeiro. Se você fez cursos de idiomas ou de curta duração na sua área profissional fora do país, destaque essa formação também. Exemplo:
 
• Doutorado em Agronomia na Federal de Nova Vicosa – Conclusão em dezembro de 2010
 
• Mestrado na Sidney University – Conclusão em 2005
 
• Graduado como engenheiro agrônomo na Universidade Federal do Espírito Santo – 2002
 
Experiência profissional
 
Lembrando que o seu currículo não deve ultrapassar duas páginas, liste da última empresa em que trabalhou até finalizar esse espaço. Aqui é importante descrever rapidamente o ramo de negócio da empresa, data de entrada e saída, cargo e as atribuições da sua função. Exemplo:
 
- Artes e Adesivos Cia: empresa voltada para decoração de anteriores. De janeiro 2008 a fevereiro de 2010. Consultor de estilo. Era responsável pelo atendimento de arquitetos, seleção de catálogos e capacitação técnica para aplicação.

- Health Work: consultoria de medicina do trabalho para empresas da área química e petroquímica. De março de 2007 até novembro de 2010. Médico do Trabalho. Responsável por emissão de laudos, visitas periódicas às fábricas para monitorar programas de qualidade de vida.
 
Lembre-se, os recrutadores não só querem saber o que você fez, mas onde fez. Muitas empresas, apesar de fazer realizarem trabalhos sofisticados e especializados, muitas vezes não são de conhecimento público. Isso acontece em empresas de tecnologia que criam produtos e soluções para grandes empresas; áreas de saúde e pesquisa. A não ser que as empresas que você tenha trabalhado dispensem apresentações, é importante especificar o que elas faziam para que o RH entenda qual a sua importância durante o período que você atuou lá.