segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nova liderança: como se destacar no mercado


Autor: Caio Lauer
Liderança

Os profissionais de hoje têm muito mais anseios e desejos de desenvolvimento do que tinham em um passado recente. A busca pela capacitação fez com que o nível de expectativas das pessoas aumentasse em relação as suas carreiras. Sendo assim, hoje, o gestor não pode ser mais aquela figura que apenas delega funções. O líder moderno é aquele que compreende as mudanças no nível profissional de seus subordinados e nas organizações.

Ser um líder mais participativo e que engaje seus subordinados no negócio da empresa é uma nova realidade no mercado. A liderança precisa entender que sua participação nas atividades de uma equipe é fundamental. Por conta do aumento da informação e do nível de conhecimento, hoje, é recorrente que os subordinados sejam mais preparados que seus próprios gestores. “O líder deve ter a consciência que existem profissionais na empresa que têm conhecimentos específicos e aprofundados. Ter a humildade de saber seu papel como mais um membro dentro da equipe garante longevidade na companhia e na carreira”, explica Bernardo Leite, especialista em Comportamento e Desenvolvimento Organizacional.

A tecnologia da informação também se desenvolveu muito e este advento veio para facilitar a relação entre profissionais. Mas, em contraponto, o fator determinante na Comunicação ainda são as pessoas. O gestor de sucesso precisa ter grande preocupação com esta questão. Desenvolvendo esta questão com cuidado, ações como feedback se tornam colaborativas para fluir o trabalho do grupo. “A Comunicação ainda é feita de uma maneira muito informal. Reuniões de corredor e conversas de elevador, por exemplo, ainda são creditadas como ações eficazes. As pessoas confundem velocidade com resultados. Isso tem prejudicado muito os processos de gestão, principalmente hoje em dia, onde há mais recursos e canais e tudo parece mais simples”, conta Bernardo.

Motivar e desenvolver colaboradores é premissa para o líder considerado moderno. Profissionais que buscam aprimoramento constante por meio da educação executiva têm como objetivo um salário melhor, mas principalmente desenvolvimento dentro da carreira.  De acordo com Daniella Correa, consultora de Recursos Humanos da Catho Online, o líder é o facilitador, tem as repostas certas e sabe como encontrá-las quando necessário: “É autoconfiante para tomar iniciativas, se motiva a cada desafio proposto e consegue motivar as pessoas para alcançar um objetivo determinado, tem postura, sabe planejar, se organizar e é capaz de obter resultados”.

Um bom líder consegue extrair o melhor de cada colaborador, dando autonomia para que tenha suas próprias ideias e liberdade de ação. O gestor moderno deve dar a oportunidade para que seus subordinados participem mais de ações e processos de decisão da empresa. Segundo Bernardo, nunca na história da gestão, uma equipe teve tanta importância quanto tem hoje, principalmente porque o nível de informação é muito amplo e se faz necessário pessoas que dominem determinados assuntos para completar o resultado geral.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Como vencer seu concorrente sem reduzir os preços

por Marisa Adán Gil

Shutterstock
Seja qual for a sua área de atuação, a melhor maneira de se destacar no mercado é concorrer em valor, e não em preço: quem defende a teoria é Sandra Wear, fundadora das empresas The DocSpace Company e Atalum Wireless e colunista da Inc. Para derrotar seus competidores sem precisar mexer nos preços, é necessário seguir três regras básicas.
1. Transforme seu público-alvo no seu melhor amigo. 
Para competir em valor, o primeiro passo é saber tudo sobre o seu público-alvo. Trate-o como seu fosse um amigo querido, sobre quem você quer ter todas as informações possíveis. Algumas perguntas podem ser úteis nesse processo. Para começar, quem é o seu público-alvo? Como ele vai usar seu produto ou serviço? Como ele decide o que comprar? O que pensa dos seus concorrentes? É fundamental responder essas questões, recorrendo a artigos, pesquisas, posts em redes sociais, relatórios, palestras, conversas com consultores etc. E depois analisar em detalhes todo esse material.

2. Crie uma proposta de valor que traga benefícios para o cliente, e faça dela a sua missão.
Não se trata de colocar uma placa na parede, com metas vagas e genéricas. A proposta de valor deve ser algo muito específico, que cole no seu produto e traga benefícios concretos para os clientes. Todos na sua organização devem conhecer a proposta de valor e se guiar por ela. A proposta precisa ser comunicada de maneira consistente em tudo que sua companhia faz, desde o material de marketing até a publicidade, passando pela fala de seus executivos. Só assim você construirá uma marca forte – e vendável.

3. Entregue o que prometeu, custe o que custar. 
Cheque com os consumidores se a promessa está sendo cumprida. A sua proposta de valor trouxe benefícios para os consumidores? É algo palpável, com o que eles conseguem se identificar? O valor criado pela marca faz com que os clientes se vejam nela? Em outras palavras: eles estão recebendo o que você prometeu? Se a resposta para alguma dessas perguntas for NÃO, corra atrás do prejuízo, corrigindo as falhas e cuidando da satisfação do cliente. Dessa maneira, ele nem vai lembrar que existem concorrentes…

Como crescer e manter o bom atendimento ao cliente


Os primeiros clientes de uma empresa costumam ser os mais paparicados. No início, o empreendedor faz de tudo para cativá-los com um bom atendimento. Mas, conforme o negócio decola e cresce, o dono se afasta dessa função, que fica a cargo de sua equipe.
Nessa etapa de expansão, dá para manter a qualidade do atendimento aos clientes? Essa foi a pergunta que o Young Entrepreneur Council (YEC) fez a sete empreendedores norte-americanos. Confira, a seguir, os conselhos que eles deram.
Treine todo mundo
“Uma das melhores táticas é mandar todos os novos contratados fazerem turnos no setor de atendimento ao consumidor como parte de seu treinamento – e não importa se é um representante de vendas ou um vice-presidente financeiro. Uma vez por trimestre, é bom que a diretoria faça um rodízio nessa área também.”
John Jantsch, da Duct Tape Marketing
Compartilhe o risco e o prêmio
“Esclareça o impacto que prestar um bom serviço tem na carreira de cada um dos funcionários. Eduque sua equipe sobre lealdade ao cliente e mostre como ela representa a imagem da empresa. Divulgue internamente métricas de atendimento e premie todos quando alcançarem objetivos em atendimento ao cliente.”
Tom Walter, da Tasty Catering
Elogie quem encanta
“Todo mundo deve se considerar responsável pelo atendimento ao cliente. Crie uma cultura em que cada um compreenda que tem poder para encantar o consumidor a qualquer hora. Quando você vir um atendimento sensacional de qualquer departamento, recompense o funcionário e elogie-o publicamente. Ter um atendimento excepcional é um objetivo que todos na empresa devem ter.”
David Cohen, da TechStars
Priorize o serviço
“A filosofia da empresa enfoca vendas ou serviço? Voltar-se para vendas gera uma mentalidade transacional que ameaça a lealdade ao cliente e a longevidade dessa relação. Quando toda a empresa prioriza o serviço, nutre-se uma relação com o consumidor que pode se estender por muitos anos.”
Sharon Lechter, da Pay Your Family First
Antecipe-se à demanda
“Atendimento é essencial em negócios que ficam frente a frente com o cliente. O empresário deve se antecipar e tentar prever qual será a demanda futura dos consumidores. Vale a pena contratar um time temporário para reforçar a equipe nos momentos de pico de venda, como o Natal.”
Alexandra Wilson, do Gilt Groupe
Dê o exemplo
“Enfatize a importância do serviço para toda a equipe. Bom atendimento começa no líder da empresa, com a visão e a filosofia que ele representa. A base para atingir um bom atendimento e reter clientes está nas crenças do presidente e em como ele as comunica.”
Marsha Firestone, da Women President’s Organization
Entre em contato
“É difícil administrar todos os pedidos quando a empresa está crescendo. Mas os consumidores sabem quando o empresário realmente se importa com eles e quando só pensa em dinheiro. Mande lembretes, notas de agradecimento escritas a mão e invista em ajuda de qualidade.”
Ingrid Vanderveldt

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pesquisa da Catho Online aponta importância da educação na carreira dos profissionais.


por Fernando Luiz Costa

Entre os empregados, cerca de 71% tem ao menos formação superior, enquanto entre os desempregados o índice cai para 48,7%

Catho Online, realizou um novo estudo com base na mais recente Pesquisa dos Executivos, e identificou o grau de formação entre os profissionais empregados e desempregados.

Conforme aponta a pesquisa, a maioria dos profissionais empregados possuem ao menos o ensino superior, sendo que destes, 15% também já realizou uma pós-graduação. Já entre os desempregados, o índice de formação superior é de apenas 48,7%, o que demonstra maior exigência do mercado quanto à formação dos profissionais.
importância da educação na carreira dos profissionais
Para os profissionais que sentem a necessidade de qualificação para garantir uma oportunidade no mercado de trabalho, os cursos mais procurados, além da graduação, estão relacionados a idiomas, para cerca de 13% dos empregados, e 17% dos desempregados. 29% dos empregados e 20% dos desempregados alegam não ter tempo para se dedicar a estes cursos.

importância da educação na carreira dos profissionais
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É importante destacar que as empresas costumam exigir profissionais com boa formação e aprimoramento constante, no entanto 48,8% das organizações não investem na qualificação de seus colaboradores. Quando existe este investimento, normalmente estão relacionados a cursos de curta duração com média de 3 a 4 dias de treinamento.
importância da educação na carreira dos profissionais 3
“Independentemente da carreira, investir em educação continuada é sempre importante, e tanto as empresas, como os profissionais, devem se atentar cada vez mais a este tipo de qualificação. Uma pessoa pode ter desenvolvido diversas habilidades em sua carreira, no entanto um bom curso pode acelerar consideravelmente o seu processo de evolução profissional”, explica Adriano Meirinho, diretor de marketing da Catho Online.

Sobre a Pesquisa
A pesquisa sobre a Contratação, Demissão e Carreira dos Executivos Brasileiros foi realizada no mês de abril de 2011. A análise contou com a opinião de 46.067 participantes, que responderam a um formulário online com 249 perguntas, questionando sobre três dimensões da vida do profissional. Foram levadas em consideração apenas as respostas de profissionais que possuem mais de 16 anos, que trabalham para empresas privadas ou mistas e residentes no Brasil.
Esta pesquisa é realizada pela Catho Online desde 1988.





terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Escrever bem faz bem à carreira


Por Anderson Silva
Quantas vezes você leu e releu um texto que recebeu – um relatório ou e-mail – mas não entendeu absolutamente nada do que a pessoa queria dizer? E o seu texto? Algumas pessoas têm dificuldade em entendê-lo? Costuma ler o que escreveu antes de enviar a alguém? Não? Deveria. Segundo especialistas ouvidos pelo Canal Rh, o executivo que escreve mal pode não ter suas mensagens compreendidas e corre o risco de arranhar a sua imagem e da empresa para a qual trabalha.

Para Íris Gardino, professora doutora da Fundação Instituto de Administração (FIA), no entanto, é difícil para a maioria das pessoas admitir que não escreve bem e que precisa de uma atualização. “A nossa língua é um instrumento vivo e sofre alterações”, comenta. Segundo íris, outro problema é que grande parte das pessoas acha a língua portuguesa muito complexa. “E não é. O que ocorre é que são raras as instituições no Brasil que ensinam o português correto”, diz.
Escrever claramente e com simplicidade é a melhor saída, afirma. “Não escreva um texto para impressionar. Seja claro e objetivo. A ideia mais importante do texto tem que estar logo nas primeiras linhas”, diz. Segundo a professora, que dá aulas de comunicação oral e escrita para executivos na FIA, não há uma área profissional que tenha mais problemas de texto que outra. “Depende muito do ensino que a pessoa teve na escola. Houve uma turma da área de exatas que me surpreendeu bastante. Eles escreviam muito bem.”, diz.

O e-mail corporativo requer ainda mais atenção e deve ser escrito de maneira clara e objetiva. Além disso, mesmo que o executivo tenha um relacionamento de proximidade com o destinatário de sua mensagem, o ideal é não ser tão informal. “Não faça gracejos no e-mail da empresa, pois ele vai para a pessoa com a marca da organização impressa em cada mensagem”, explica Íris Gardino. Segundo ela, isso pode, eventualmente, causar desconforto se o texto for encaminhado a uma terceira pessoa que não participou da conversa, seja ele um superior ou não.

Quando a mensagem for direcionada a um cliente e o profissional considerar o conteúdo dela muito complexo, a professora sugere que ele submeta o texto à leitura de outra pessoa antes do encaminhamento. “Ele pode pedir para alguém ler e dizer se entendeu o que leu”, exemplifica. Uma segunda opinião pode evitar que erros passem despercebidos pelo executivo. “A empresa não pode deixar chegar ao ponto de os erros serem apontados pelos seus clientes, como acontece em alguns casos”, diz o psicólogo organizacional com especialização em Gestão de Pessoas e diretor de projetos coorporativos da consultoria RHFácil Brasil, Marcos Simões.

Mas, o que fazer para melhorar o texto? Os especialistas são unânimes: a leitura ainda é a melhor maneira de melhorar a escrita e aumentar o repertório, mas só isso não é suficiente. Para a consultora de etiqueta e autora do livro “Os Sete Pecados no Mundo Corporativo” (Ed. Vozes), Lígia Marques, esses problemas podem ser resolvidos também com cursos e treinamentos na área de comunicação escrita. “Outra dica importante: sempre que tiver uma dúvida, não escreva. Use o velho amigo dicionário antes de se comprometer por tão pouco”, finaliza.
Para algumas empresas, a preocupação com a língua portuguesa começa no processo de seleção. No Grupo PAR, que atua nas áreas de seguro, tecnologia e negócios imobiliários, são aplicados testes de português aos candidatos. Depois da contratação, a empresa acompanha de perto os textos de alguns executivos, segundo o diretor executivo da companhia, Marcelo Maron. “Caso a organização detecte um problema, deve abordar o assunto de forma clara e direta, encaminhando o profissional para um treinamento adequado”, afirma.

Abaixo, algumas dicas da professora Íris Gardino para escrever bem:
- Concisão: use poucas palavras (especialmente em mensagens eletrônicas), escreva de maneira simples e não tente impressionar.

- Coesão: seja coeso em suas ideias. As frases precisam ter sentido e relação entre si.
- Correção: a soma da coesão e concisão.

- Evite misturar palavras em português com de outras línguas (a não ser que não tenham tradução).

- Use o gerúndio com cuidado, só quando realmente for necessário. Troque o “vou estar agendando” por “vou agendar”.

- Se o assunto for muito complexo ou a mensagem tratar de vários assuntos, escreva em tópicos.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Questão de etiqueta: como fortalecer sua marca

Autor: Caio Lauer

Etiqueta Corporativa
Etiqueta corporativa é usar o bom senso para todas as ações, seja no jeito de falar com as pessoas, maneira de se vestir ou modo de se relacionar com os outros. A boa apresentação pessoal é o resultado do balanceamento entre o bom gosto e o bom senso. A etiqueta empresarial permite tornar-se agradável, viver com mais segurança e espontaneidade.

Em todos os contatos profissionais, o indivíduo tem oportunidade de fortalecer seu marketing pessoal e a etiqueta é uma ferramenta que fortalece esta marca. “Deve haver um equilíbrio entre razão e emoção. O profissional deve escolher a maneira de se expressar sempre baseado no que for mais agradável às outras pessoas”, indica a professoraMaria Aparecida Araújo, Consultora de Comportamento Profissional.

O comportamento e a postura sempre devem levar em consideração a abordagem preventiva. Ou seja, sempre precisam ser pensados antes, porque a má impressão de uma atitude pode perdurar na mente dos outros durante um grande período. “No relacionamento com outras culturas empresariais muitas gafes são cometidas. O abismo intercultural dificulta, muitas vezes, que as pessoas tenham a postura correta. Na discordância de valores as pessoas podem não conseguir se respeitar e a etiqueta corporativa é a base para que isto aconteça”, conta a professora.

As regras de etiqueta estão inseridas desde quando acordamos até quando vamos nos deitar. A maneira como atendemos o telefone, como usamos as ferramentas de trabalho, o comportamento em reuniões e o cuidado com a vestimenta, são alguns dos exemplos:


Uso da Internet:

Ferramentas como MSN, e-mail e a própria Internet são de uso exclusivo para o trabalho. O bate papo com colegas não pega bem e usar a web para fins que não sejam os profissionais faz as atividades saírem do foco e atrapalha as outras pessoas, pois chama a atenção de quem está por perto.


Vestimenta:

Conhecer a cultura da empresa é essencial. Usar roupas que condizem com o ambiente de trabalho faz parte do bom gosto e bom senso. Nos casos do chamado Casual Day, a vestimenta deve seguir certas regras – bermuda, minissaia, blusas com decote e transparência, por exemplo, não causam boa impressão.


Reuniões:

O primeiro aspecto é não chegar atrasado, pois isso causa uma má impressão. A utilização do celular nesta situação também é um ponto bastante importante – nunca usar para assuntos particulares e procurar desligá-lo. Saber a hora de falar é outro ponto; é preciso respeitar o momento de cada um.


Telefone:

É uma ferramenta disponibilizada pela empresa para que possa auxiliar no trabalho. O uso para ligações particulares chama atenção dos outros. O recomendável é utilizar o celular nesta ocasiões; saia da sala para resolver o assunto, mas de forma breve, porque o tempo inteiro as pessoas são observadas.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Não brigue para ser o melhor


Quem tem o melhor serviço? Qual a melhor tecnologia? A melhor distribuição? Quem é, enfim, o melhor entre os melhores? Essas questões são constantes no mundo dos negócios. A linguagem do dia a dia é tomada de empréstimo de campos como o esporte e a guerra, onde o confronto se estrutura com um vencedor e um perdedor (ou vários). “Isso dá drama e emoção aos negócios e à competição. Mas é enganador”, diz a pesquisadora Joan Magretta, ligada à Escola de Negócios Harvard.

Se você quer ganhar, deve esquecer a ideia de competir para ser o melhor. Essa visão é garantia quase certeira de desempenho medíocre. “Compita, em vez disso, para ser único”, diz Joan. Seus conselhos são uma espécie de revisão dos conceitos do guru da estratégia Michael Porter – e estão no livro Understanding Michael Porter: the essential guide to competition and strategy (“Compreendendo Michael Porter: o guia essencial à competição e à estratégia”).

O primeiro problema com a competição “para ser o melhor”, diz Joan, é que na vasta maioria dos setores simplesmente não existe tal coisa. “Pense no exemplo prosaico dos fabricantes de assentos dos aeroportos.” Nós poderíamos ingenuamente imaginar que exista o “melhor assento”, um modelo perfeito de padronização e funcionalidade, capaz de encantar a todo mundo. Não é assim. Administradores de aeroportos americanos, diz Joan, costumam encomendar, para as áreas de espera e de embarque, assentos propositadamente desconfortáveis. É um incentivo para as pessoas irem às compras no shopping do aeroporto, ou buscarem uma boa poltrona na cafeteria. “Já os aeroportos do Oriente Médio possuem assentos luxuosos.” Oferecer conforto cinco-estrelas é algo quase obrigatório numa cultura, como a dos árabes, em que hospitalidade é questão de honra.

“Do mesmo modo, o melhor hotel para um cliente não é o melhor aos olhos de outro.” Segundo Joan, infelizmente a velha mentalidade do “melhor” ainda impera. Um bom exemplo disso aconteceu na abertura de capital da “Nova GM”, em 2010, quando o executivo-chefe da General Motors, Daniel Ackerson, disse aos repórteres: “Que vença o melhor carro”. Joan retruca: “Na guerra e nos esportes, só pode haver um vencedor. Nos negócios não é assim.” No mundo da competição empresarial, companhias rivais podem coexistir e prosperar. “Walmart e Target oferecem, cada um deles, uma proposta diferenciada e única de valor aos seus clientes.” Imaginar a competição como uma cancha de corrida, em linha reta, na qual só o melhor ascende ao pódio, é enganoso. A competição pelo posto de “melhor” seria, ao contrário, uma rota de confluência e inevitável colisão, na qual os diversos concorrentes, perseguindo uma única “melhor forma”, acabariam trombando uns nos outros, caindo na armadilha autodestrutiva da soma zero.

O foco deve ser a unicidade e a diferenciação em relação à concorrência. “Quando você dá ao consumidor uma oferta real, única, o preço torna-se uma das variáveis, não a única.”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Saber falar em público é essencial


Autor: Caio Lauer

Falar em Público
Anteriormente exigida apenas para gestores, a competência de saber falar em público, seja em reuniões, apresentações ou palestras, vem sendo requisitada também por profissionais de outros níveis hierárquicos, como  analistas e assistentes. As mudanças constantes no mundo dos negócios exigem um maior preparo por parte dos profissionais, inclusive no tocante à comunicação.

Nos dias de hoje, mesmo nas atividades ditas mais técnicas, as pessoas precisam compartilhar conhecimentos. Negociar, liderar e saber se expressar com clareza são competências cada vez mais exigidas para os profissionais, independente da área de atuação. “Por conta da concorrência, a pessoa deve ter empregabilidade e um dos fatores principais é saber se relacionar e se expressar em público. Hoje, qualquer que seja a atividade, é necessário que os indivíduos se relacionem, façam marketing pessoal, executem apresentações e participem de reuniões. A dinâmica do mercado atual imprime esta necessidade”, aponta Reinaldo Passadori, especialista em Comunicação Verbal e Diretor do Instituto Reinaldo Passadori.

De nada adianta ter diversos diplomas, cursos de MBA e especializações, se o profissional não sabe se expressar. Empresas que não têm colaboradores com este perfil vêm investindo nesta competência para que sejam mais aptos a desenvolver a habilidade de se expressar bem diante das situações do dia a dia. ““Falar com propriedade, segurança, técnica e objetividade faz com que o indivíduo marque presença e valorize o que sabe. Ganha muito mais prestígio a pessoa que se comunica bem e sabe menos do que a que tem muito conteúdo, mas não sabe expor isto a seus colegas”, conta Passadori. Para ele, a timidez pode ser considerada o principal agente de dificuldade: “o medo, a insegurança e a ansiedade fazem com que a pessoa se retraia e não tenha plenitude no desenvolvimento de suas ideias”.

Confira, abaixo, dicas básicas para desempenhar um bom papel no ato de falar em público:


Eleve sua autoestima:

Perceba quais são as suas maiores virtudes para usar isto a seu favor no ato de uma apresentação ou reunião;

Treine:

Enfrente situações e perceba que, por mais que seja difícil, esta prática irá desenvolver esta competência cada vez mais;

Se prepare:

Tenha consciência de qual é a intenção de seu discurso e analise o público alvo da mensagem (expectativa e vocabulário das pessoas);

Calcule o tempo:

Analise a duração do que vai falar para que discorra de forma equilibrada;

Utilize recursos:

Ferramentas audiovisuais, como projetores, potencializa a apresentação e dá suporte do discurso se usadas de forma criativa.