terça-feira, 13 de novembro de 2012

Inteligência multifocal


Às vezes, a impressão que se tem é de que o conceito não passa de um checklist de competências. Mas não existe nada sobre o mais difícil, que é como se faz isso.



Faz uns dois anos que estava conduzindo um treinamento de Excelência de Desempenho e Administração do Tempo, quando um participante perguntou a minha opinião sobre a inteligência multifocal, dizendo que se tratava de um conceito inovador sobre o pensamento. Não tive resposta, já que não conhecia nada, mas me propus a estudar o assunto. Isto porque, o meu foco, nas atividades de treinamento, é voltado para resultados e é bem conhecida a relação entre pensamento, emoção, ação, resultados. Ou, como já dizia Buda há mais de dois mil anos: "Tudo o que somos é resultado do que pensamos".

E logo de saída ficou evidente o seguinte: o livro, Inteligência Multifocal, quer vender que contém uma teoria revolucionária sobre o funcionamento da mente, capaz de causar grande impacto na Ciência, estimulando a formação do ser humano como pensador e engenheiro de ideias.

A questão é que quem trabalha, com administração ou treinamento, há algum tempo, com certeza, já viu inúmeras teorias, que foram sucesso mundial, sumirem e hoje ninguém mais tem a menor ideia de que existiram como, por exemplo, a Teoria Z de William Ouchi, que tratava de excelência organizacional. E também já viu equívocos fantásticos de gurus, como Gary Hamel, que no seu livro Liderando a Revolução, cita a Enron como modelo de empresa a ser seguido. E menos de um ano depois, a Enron faliu envolvida num mar de lama.
Imagem: Shutterstock

O fato é que a todo o momento estão sendo lançados livros que se dizem inovadores e a solução definitiva e, quando vai se ver, não acrescentam nada. São apenas modismos e a maneira como são apresentados não passa de uma estratégia de venda da editora. Assim, quando começo a ler alguma coisa prometendo mundos e fundos, tomo minhas precauções. E se for verdade, ótimo. Portanto, para não comprar gato por lebre, resolvi assumir a postura de um comprador profissional. Ou seja, era preciso saber se o brilhante era verdadeiro ou falso. E, em termos práticos, verificar se seria possível agregar valor aos treinamentos que desenvolvo: Excelência de Desempenho, Negociação e Liderança.

Os procedimentos

O que fiz para tirar as minhas conclusões foi, simplesmente, aplicar ao livro, "Inteligência Multifocal", o método que o autor, Augusto Cury, recomenda para realizar mudanças emocionais, que chama DCD, duvidar, criticar, determinar. Eu apenas fiz uma pequena alteração e criei o método DCC, duvidar, criticar, concluir. Assim, para tirar as minhas conclusões, passei a duvidar e a criticar, ou seja, segui as próprias recomendações do autor. Igualmente, levei em consideração Kurt Lewin - "Não há nada tão prático quanto uma boa teoria". Isto significa que se a teoria é boa, ela deve levar às melhores práticas e, consequentemente, aos melhores resultados.

A bibliografia

O primeiro ponto que considerei foi a bibliografia. E percebe-se, para começar, que não há nada sobre semântica, sobretudo a gramática transformacional de Noam Chomsky. Afinal, quem quer falar sobre pensamento e inteligência deve entender de linguagem, entre outras coisas, pelo que afirmava Jacques Lacan: "o inconsciente está estruturado como linguagem". Mas também não encontrei nada sobre coaching, programação neurolinguística, teoria geral dos sistemas, cibernética, dinâmica de grupo, comportamento organizacional, comunicação, criatividade, hipnose, terapias cognitivo comportamentais, entre elas a TCER - Terapia do Comportamento Emotivo Racional de Albert Ellis, bem como sobre crenças e o sistema imunológico.
Em suma, a bibliografia é bastante limitada e parece desconhecer o que já existe sobre o assunto, inclusive, no mundo do treinamento e desenvolvimento de pessoas nas empresas. E, sem a menor sombra de dúvida, é em função deste desconhecimento, que Inteligência Multifocal quer fazer crer que está revolucionando e estimulando a formação do ser humano como pensador e engenheiro de ideias. A bibliografia não leva em consideração, entre outros, livros como:
- Controle Cerebral e Emocional, Narciso Irala - 30ª edição, - 1997
- The Inner Game of Tennis, Timothy Gallwey - 1974
- Usando a sua mente, as coisas que você não sabe que não sabe, Richard Bandler - 1987
- The Book on Mind Management, Dennis Deaton - 1994, ou seja, 4 anos antes da publicação de Inteligência Multifocal.

Entendendo o conceito

Inteligência multifocal é um conceito derivado de inteligências múltiplas de Howard Gardner, mas no livro não existe uma página que especifique concretamente o que quer dizer. Encontram-se fragmentos ou divagações. Assim, fui recorrer ao dicionário e a palavra é evidente por si mesma: significa ter vários focos. Mas estes focos seriam ao mesmo tempo? Isto seria a mesma coisa que dirigir automóvel e mandar torpedo pelo celular. Ou então, corresponde àquilo que Chris Argyris chama de foco caótico e é uma das principais causas do baixo desempenho nas empresas. Neste sentido cabe lembrar Emmet Fox: "Até conseguir colocar sua atenção naquilo que quer, você não pode se considerar um mestre de suas ações. Você nunca será feliz até que seja capaz de determinar no que irá pensar na hora seguinte".
Às vezes, a impressão que se tem é de que inteligência multifocal não passa de um checklist de competências. Assim por exemplo, trabalhar em equipe, ter espírito empreendedor, colocar-se no lugar do outro, saber ouvir, trabalhar com adversidade, são características da inteligência multifocal. Mas não existe nada sobre o mais difícil, que é como se faz isso. Ou seja, tudo o que se faz normalmente no treinamento e desenvolvimento de pessoas nas empresas, passou a ter o nome de inteligência multifocal. Mas aquilo que quer dizer tudo, acaba não dizendo nada.

Outras considerações

Outro ponto importante é o seguinte: se você tem a melhor teoria, ela deve levar, consequentemente, aos melhores resultados, com qualidade e velocidade. E não é isso o que se verifica nos casos clínicos relatados por Cury. Assim, por exemplo, há o caso de um empresário que ficou com fobia de avião. Quem conhece sobre técnicas de cura rápida da fobia resolve a questão em aproximadamente 30 minutos, e não foi isto o que aconteceu no caso relatado. E se houvesse necessidade de fazer frente a uma situação como a vivida pelo coach americano Anthony Robbins, qual seria o desfecho? Quando Robbins estava começando a sua carreira, foi desafiado pela Life Magazine a mostrar, na frente de seus repórteres, que o seu trabalho de mudança realmente funcionava. Para isto, foi escolhido um jogador de basquete dos Los Angeles Lakers, Byron Scott, que estava tendo um desempenho medíocre. Havia feito somente 3 cestas no último jogo. Quando Robbins começou o processo de mudança, fez um teste inicial e Scott só conseguia fazer 2, eventualmente, 3 cestas em cada 5 tentativas. Depois de concluído o trabalho, veio o teste final e Scott conseguiu 28 cestas em 30 tentativas, ou seja, uma mudança espetacular. E isto demorou apenas 40 minutos e, diga-se de passagem, não foi utilizado nada de inteligência multifocal. Byron Scott veio a se tornar um dos melhores jogadores da NBA.

Conclusão com relação à forma

Para me aprofundar um pouco mais na questão, li outros livros do mesmo autor e constatei que, assim como Inteligência Multifocal, são cheios de generalizações, coisas vagas e difusas, chavões, lugares comuns, obviedades ditas com grande pompa, frases de efeito e, muitas vezes, lembram o livro Caldo de Galinha para a Mente. Além do mais, são extremamente repetitivos. Frequentemente as mesmas histórias e até os mesmo parágrafos são encontrados em mais de um livro.
E existem "pérolas" fantásticas, como a mencionada abaixo:
"É estranho que muitos jovens não saibam com detalhes o que está acontecendo no mundo".
Entretanto, na página anterior está escrito:
"o cérebro humano não é um depósito de dados. Suas janelas não são ilimitadas, o que indica que a cultura inútil estressa a mente".
Uma coisa que chama a atenção é a criação de novos rótulos para coisas conhecidas. Assim, por exemplo, a memória de curto prazo passou a se chamar MUC, memória de uso contínuo. As emoções de dor e fragilizadoras passam a ser janelas killer duplo P. E o fato de que todas as experiências de uma pessoa são gravadas na memória passou a se chamar fenômeno RAM, registro automático da memória. E por ai vai. Mas não é pelo fato de alguém chamar tartaruga de urubu que a tartaruga vai começar a voar.
De qualquer maneira, para me certificar das minhas conclusões, fui pesquisar outras fontes, e eis o que diz Renato Zamora Flores, professor do departamento de genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e especialista na análise de imposturas científicas: "Os únicos trechos mais ou menos aproveitáveis da teoria da inteligência multifocal são versões pobres das ideias de cientistas como o neurologista António Damásio. O resto é pseudociência"

Redirecionando o foco

Assim sendo, para um administrador, o conceito de inteligência multifocal não agrega valor e não passa de um rótulo muito bem bolado. Mas descobrir por que Augusto Cury vende tanto livro pode ser de grande valia, inclusive para se identificar como funciona a cabeça do consumidor. Neste sentido, estamos diante de um case de grande sucesso. Mas como o objetivo deste artigo não era tratar da psicologia do consumidor, vou traçar apenas um esboço, em termos de entrada, processamento, produto, deste sistema de sucesso. Entretanto, acho que este tema merece ser objeto de outros artigos, e até de um estudo mais aprofundado, por quem tem interesse na área.
Vamos a alguns pontos:
Entrada: São todos os insumos adotados no processo produtivo, inclusive, onde Cury busca inspiração para escrever seus livros. Assim vejamos: antes de Inteligência Multifocal haviam sido publicados Inteligência Emocional e Inteligências Múltiplas; antes de Nunca Desista dos seus Sonhos, havia sido publicado Você é do Tamanho dos seus Sonhos; antes de Mestre dos Mestres foi publicado Jesus, o maior Psicólogo que já Existiu; antes de Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, foi publicado Pai Rico, Pai Pobre.
Ou seja, Cury tem um grande faro para o sucesso e alavanca o seu sucesso em livros que foram best-sellers. E além disto, foi muito competente para criar uma marca forte, que é inteligência multifocal.
Processamento: com relação à produção, não temos elementos para saber se Cury escreve sozinho ou se tem equipe. Pode-se apenas supor. O fato é que ele escreve uma média de 2 livros por ano, faz muitas palestras e ainda atende no consultório. Assim, ou ele faz uma administração espetacular do tempo, ou tem equipe.
Produto: Em todos os seus livros, Cury se apresenta como a autoridade máxima, o cientista, o pesquisador, o psiquiatra que sabe o que se passa nas mentes das pessoas, inclusive, o que se passou na mente de Cristo. Além disto, repete sem parar que descobriu algo novo e revolucionário, a inteligência multifocal. Se você comprar isto, você acaba perdendo a consciência crítica e querendo ser mais um discípulo do mestre. E quem perde a consciência crítica não é capaz de perceber coisas como o que segue, extraído de um de seus livros:
"Ela leu dez vezes este livro". Como pode estar escrito no próprio livro, entre outras coisas, se o livro ainda estava na primeira edição? Então, estamos diante de um livro que faz uma profecia sobre si mesmo ou do primeiro caso de um livro que se reescreve automaticamente.

Para concluir

Confesso que esperava muito mais do conceito de inteligência multifocal, pois esperava encontrar algo que realmente estimulasse a formação do ser humano como pensador e engenheiro de ideias. O fato é que não se cumpre o que se promete e até chega a parecer que estamos diante da invenção da roda quadrada.
Assim, não resta a menor dúvida de que Augusto Cury é um excelente vendedor, haja visto o sucesso espetacular da sua obra. O problema é que nem todo mundo é comprador profissional.
E mais: um ser humano pode perder tudo, menos a esperança, a paixão por vencer e a consciência crítica.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Eu vou tentar


Três palavras que garantem o fracasso

Há 3 palavras que são verdadeiramente capazes de alterar o andamento das coisas, elas promovem o fracasso quando pronunciadas em sequência.


No conto de Ali Babá e os 40 ladrões a frase "abre-te sésamo" teria a mágica propriedade de um controle remoto. Pronunciá-la era o suficiente para que a entrada da caverna dos tesouros roubados fosse aberta, deixando o protagonista da história rico. Sésamo em português de Portugal é o nosso gergelim (aquele que vem em cima do pão). Sua planta se abre de forma lenta, soltando as sementes aos poucos, tal qual se espera de um depósito tão valioso. Era o inacreditável poder da analogia.
Diferente da fantasia de Ali Babá, há 3 palavras que são verdadeiramente capazes de alterar o andamento das coisas, mas ao invés de atrair riquezas, elas garantem o fracasso quando pronunciadas em sequência. Vamos ver como funciona a mecânica por trás da expressão "eu vou tentar".

A falta de compromisso e confiança

Qualquer acordo que envolva a frase "eu vou tentar" já começa dando errado. Para aquele que diz, é uma declaração da sua provável incapacidade e, por isso, não conseguir é um resultado bastante aceitável. Quem escuta, por outro lado, endossa a postura e passa a esperar por uma falha. Nesse casso, o sucesso é lucro. Se as duas partes veem o fracasso como sendo a opção mais provável, não há por que fazer um esforço a mais no sentido de conseguir.


O medo de fracassar

Não há nada de errado em fracassar. De fato, toda grande conquista precisou de uma série de fracassos até que encontrasse um modelo de funcionamento ideal, ou visto de outra forma, talvez o fracasso seja a grande matéria prima do sucesso. O problema está em tentar ao invés de estabelecer uma meta de conseguir. Somente através de um esforço genuíno é possível obter resultados confiáveis sobre o que pode ou não dar certo. O que não acontece quando, motivado pelo medo de falhar, se inicia a empreitada usando a expressão "eu vou tentar".

A exclusão das alternativas

A flexibilidade é outro grande componente do sucesso. Significa adaptar as estratégias e ações às circunstâncias, em prol de um objetivo final amplo, buscando alternativas mais inteligentes diante de cada novo pequeno fracasso. Isso exige comprometimento com a meta de conseguir. Aqueles que simplesmente tentam, deixam o assunto de lado no primeiro revés. Afinal, o fracasso sempre foi a opção mais provável para eles.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Resiliência: competência essencial no ambiente organizacional


Autor: Caio Lauer
ResiliênciaExistem pessoas que, quando colocadas em situações de pressão ou estresse, sabem que não podem perder o controle das emoções. Nestes casos, buscam saídas como respirar fundo e lavar o rosto no banheiro. Estes recursos são exemplos simples para ilustrar a resiliência, pois um dos fatores que compõe esta competência é a tolerância. Do mesmo modo que, intuitivamente, alguns desenvolvem estes pontos de equilíbrio, estudiosos criaram técnicas para este intuito.


A resiliência é uma competência influenciada pelo estilo de vida do indivíduo. Quanto mais ganhamos consciência sobre as próprias reações e comportamentos diante de situações de pressão e desafios, por exemplo, mais dominamos estas questões. Nas empresas, após um período longo de enxugamento no quadro de funcionários e aumento da competitividade, o ambiente de trabalho se tornou altamente estressante.  “A resiliência é a capacidade de uma empresa, um líder, uma equipe ou talento, promover as transformações necessárias para alcançar o seu propósito. Você é resiliente quando cresce nas mudanças, inova, se antecipa às situações e produz coerência estratégica para sua equipe e clientes. Sua influência como um ser resiliente precisa ter mais impacto proativo e orientado para o futuro”, explica Eduardo Carmello, palestrante especialista no tema.

Empreendedores e líderes vivem, por si só, sob demandas desafiadoras e cheias de pressão. Estes profissionais convivem em ambientes e atuam em situações de alto risco, onde conviver com crises é um fato normal. “Vivemos uma realidade onde crises econômicas e turbulências acontecem em períodos cada vez mais curtos. As empresas estão sendo desafiadas, e por consequência, os dirigentes destas organizações também. Estes profissionais precisam ter sangue frio e capacidade de enfrentar situações inusitadas, com desfechos, muitas vezes, negativos”, comenta Paulo Sabbag, professor da Fundação Getúlio Vargas. De acordo com o professor, para organizações mais estruturadas e com RHs mais completos, identificar profissionais com resiliência vem se tornando uma premissa.


Conceito de resiliência provém da Física


O que faz um prédio não sucumbir a um terremoto é a conjunção de força com flexibilidade, o que caracteriza a resiliência. Desde o século XVII se estuda os corpos elásticos por meio da Física, e a psicologia utilizou-se desta analogia para transpor ao universo empresarial o poder de profissionais, submetidos a condições extraordinárias (adversas ou desafiadoras), voltar a suas rotinas consideradas normais.

“Ser mentalmente flexível é necessário para lidar com novos problemas ou ações pouco estruturadas. Considero a resiliência como a competência mais importante desta primeira metade do século XXI”, aponta Sabbag.

10 dicas de como desenvolver a resiliência


Há 20 anos, o mercado corporativo exigia que as pessoas assumissem mais riscos. Hoje, fica o que se valoriza é conviver com estes desafios. Levantamos 10 dicas para desenvolver esta competência:

  • - Procure, na medida do possível, protagonizar as situações;
  • - Visualize o futuro próximo e antecipe tendências e acontecimentos;
  • - Crie um significado para a sua realidade;
  • - Procure conhecer a verdadeira dimensão do problema;
  • - Separe quem você é do que você faz;
  • - Procure desenvolver relacionamentos significativos;
  • - Aprenda a enxergar as soluções;
  • - Reconheça seus sentimentos e necessidades de seu corpo;
  • - Tenha como parceiro constante a Criatividade e Inovação;
  • - Cultive e valorize seu poder de escolha.

As características do profissional resiliente precisam ser “manifestadas” nos momentos de complexidade e mudança, não apenas nos momentos de conforto, estabilidade ou conveniência. “O ser resiliente é aquele que está saltando continuamente, renovando e transformando-se sempre. É uma pessoa impulsionada por um propósito maior, proativa e que constrói realidades”, completa Carmello


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Qualidade de vida é prioridade na mudança de emprego para outra região


Autor: Caio Lauer

Trânsito, violência e falta de tempo. O caos das grandes cidades faz com que muitos profissionais reflitam sobre sua permanência em empresas sitiadas nestas metrópoles, e sobre a qualidade de vida própria e da família. Uma pesquisa realizada pela APPM – Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado – apontou que 45% dos paulistanos mudariam para uma nova cidade por causa de um emprego.


O estudo foi feito na Grande São Paulo, com mil pessoas de diversas regiões e faixa etária a partir de 16 anos de idade. De acordo com o levantamento, o principal motivo para a mudança seria a qualidade de vida, com 34% dos votos (item mais citado).

O profissional enxergou que a qualidade vida é prioritária para seu desempenho no trabalho. As próprias empresas investem nesta questão, desde qualidade na alimentação até a flexibilidade de horários. “Demorar uma hora e meia para chegar ao trabalho todos os dias é muito estressante. A segurança também é outro ponto, e o profissional reflete sobre o ambiente e a rotina que quer oferecer para seus filhos”, comenta Roselake Leiros, coach, palestrante especializada no comportamento humano e diretora da CrerSer Mais. No caso de mudança para um centro menor, a especialista recomenda que o profissional estude a cidade em questão e reflita sobre como seria sua vida e a de sua família na determinada situação. “A região pode ser considerada pacata, mas, às vezes, pode ser sossegada até demais para o ritmo de quem sempre morou em uma grande cidade”, ressalta.

Alguns fatores devem ser levados em consideração para quem vai mudar de cidade. É preciso pesquisar sobre a região onde vai residir, e verificar se dá condições para a instalação plena da família. Por ser uma decisão importante, deve haver bastante diálogo entre os envolvidos (esposa e filhos, por exemplo). “Dependendo do nível hierárquico do profissional, existe a possibilidade de uma negociação com a empresa contratante em relação à adaptação da família. Muitas organizações se preocupam com isto, e auxiliam o empregado nesta fase de adaptação, verificando escola para os filhos e até um novo emprego para a esposa” explica Claudia Carraro, coach de carreira.

A chance de trabalhar fora de um grande centro pode ser também uma ótima oportunidade profissional. Hoje, cidades menores conseguem oferecer boas opções profissionais, até por conta da crescente economia do país – o nível de maturidade das empresas aumentou bastante, e todas, independentemente da região que se instalam, buscam um mesmo padrão de qualidade.

Porém, uma simples proposta de aumento de salário pode não compensar. Receber um valor maior todo mês não significa satisfação no trabalho, pois o custo em uma cidade menor pode ser equivalente ou até maior do que em uma metrópole, caso o profissional tenha que alugar uma nova casa ou investir na compra de um novo imóvel, por exemplo.

Oportunidades de emprego para jovens profissionais


Aceitar uma mudança de emprego para uma polo menor pode ter relação com a idade do profissional. Os mais novos tendem a aceitar este tipo de convite com mais facilidade, pois não são tão enraizados com questões de família e a chance de arriscar é muito maior.
O estudo da APPM também considerou as pessoas que deixariam sua família para conquistar um emprego em outra cidade. O resultado é que 67% não sairiam de casa, enquanto 23% mudariam para outra cidade. A faixa etária das pessoas que trocariam de cidade e deixariam a família fica entre 16 a 24 anos de idade. “Tudo tem que ser colocado no papel, fazer uma balança dos prós e contras em relação a salário e desenvolvimento profissional”, pondera Claudia.
Ainda para a coach, quando o profissional é solteiro, também é necessário conhecer a cidade antes e sentir se será uma adaptação fácil. “Às vezes, o que é qualidade de vida para um, pode não ser para outro”, completa.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

15 dicas para seu perfil no LinkedIn


Por Rich Hein, CIO (EUA)
Você mantém seus dados atualizados? Se pretende não perder uma ótima chance, é hora de ajustar a sua imagem
O LinkedIn é uma valiosa rede social para quem procura trabalho,  mas também é utilizado por recrutadores para encontrar o candidato com o mix perfeito de habilidades.  Um perfil correto no LinkedIn pode aumentar a visibilidade, melhorar a presença na Web e fortalecer sua marca global profissional. Considere-o como seu currículo online, que contém todas as informações profissionais com um toque de personalidade.
Usar o LinkedIn estrategicamente pode ajudá-lo a ter vantagem sobre seus concorrentes. Mas por onde começar? CIO.com criou a lista [a seguir] de dicas para ajudar a tirar o máximo proveito da sua experiência no LinkedIn.

1. Transmissão de atividades temporariamente desativada
Quando você faz uma alteração em seu perfil no LinkedIn, como a adição de experiência de trabalho anterior,  ele transmite essa atividade para a sua rede. Se você não quer que as pessoas vejam que você está atualizando seu perfil, você precisa desligar temporariamente esse recurso. Para começar, clique em Settings no menu abaixo do seu nome no canto direito superior.
No "Perfil", clique em "Turn on /off  para Activity Broadcasts”.  No pop-up que aparece, desmarque a caixa e clique em Salvar.
Nota: não esqueça de voltar a essa definição e verificar  se  a atualização foi realizada com sucesso no seu perfil.
2. Adicionar palavras-chave
Recrutadores e empregadores, por meio do LinkedIn e outros sites de carreira, usam palavras-chave para atingir potenciais contratados. É por isso que as palavras-chave são importantes em todo o seu perfil, mas especialmente em "Especializações" . É por isso que você deve investir algum tempo para escolher suas palavras-chave. Pense sobre os termos que podem ser importantes para os potenciais empregadores. Para aumentar suas chances de ser encontrado por empresas potenciais, alinhe suas palavras-chave com o cargo que você está tentando conquistar.
Existem várias ferramentas que poderão ajudá-lo nessa tarefa. É recomendado você usar mais de uma. Aqui estão algumas “free”: Google AdWords, WordStream Keyword Tool, KeywordEye,  KeywordSpy e SEMRush.
3. Atualize sua foto
Recrutadores e empregadores regularmente usam o LinkedIn para encontrar candidatos e uma imagem profissional define o tom certo. Então, é hora de atualizar essa foto antiga. Encontre a imagem mais profissional que você tem. Uma foto inadequada é um tiro no pé.  Depois de ter escolhido a foto, é hora de fazer o upload para o seu perfil do LinkedIn. Isto pode ser encontrado clicando em Perfil -> Editar Perfil e depois clicando em "Editar foto" no canto superior esquerdo de sua página.
4. Atualize o seu cargo
Ele está localizado logo abaixo do seu nome, em seu perfil. É a primeira coisa que as pessoas vão ver quando visitam sua página e, como sempre, muitas vezes as primeiras impressões são as mais importantes. Portanto, essa mensagem precisa ser sucinta e clara. Use uma ou no máximo duas de suas principais palavras-chave em seu título.
5. Deixe sua personalidade brilhar
Seu "Resumo do perfil" é o lugar em que você pode mostrar um pouco de personalidade.  É importante a adição de mais dados relevantes, além do breve resumo do currículo, conforme necessário. Seu trabalho aqui é fazer com que os leitores tomem conhecimento  de suas habilidades e os instigue a querer saber mais sobre você. Incluir suas realizações, sua experiência e capacidade tecnológica. Você tem 2 mil caracteres aqui. Use todos eles se necessário e polvilhe palavras-chave, sempre que possível. Há muitas amostras disponíveis com uma simples busca no Google.
6. Construir e conectar-se a  grupos da sua rede
Chegar lá e interagir - é esse o papel fundamental da rede social. Isso não significa que "conectar" com cada pessoa, mirando as pessoas certas é vital para o seu sucesso. Seja seletivo e escolha respeitados colegas, especialistas da indústria, clientes potenciais e as pessoas com quem trabalham e assim por diante. 
Envolver-se em um grupo ou dois relevantes para a posição que você gostaria de conquistar é simples e fácil.  O LinkedIn  recomenda alguns. Para pesquisar em sua rede, clique em Grupos e em seguida, diretório de grupos. 
Adicionar conteúdo a grupos, quando possível , e contribuir para debates em andamento. Fazer isso não só vai ajudá-lo a aprender mais, como também a entrar em contato com  pessoas que poderiam contratar ou recomendar você .
7. Receba recomendações
Assim como as cartas de recomendação são uma parte importante do processo de contratação, as recomendações são uma característica-chave de seu perfil no LinkedIn. Recomendações de ex-chefes, colegas de trabalho e colegas podem percorrer um longo caminho quando os empregadores estão procurando por meio de perfis. Com demasiada frequência, entre duas pessoas para o mesmo cargo, está em vantagem quem tem as melhores recomendações.
A forma mais comum de obtenção de uma recomendação é recomendar alguém.  Procure apenas pessoas que conhecem bem o seu trabalho. O mesmo vale para a prestação de recomendações.
8. Defina o seu perfil 
A menos que você seja uma celebridade ou esteja no programa de proteção a testemunhas, você deve ter seu perfil definido para que o público possa vê-lo. O LinkedIn permite que você restrinja o acesso ao seu perfil. Mas se você está em busca de trabalho, então deverá liberá-lo integralmente. Mas você pode configurá-lo de acordo com a sua vontade e estratégia. Fazer isso é fácil, clique em configurações. Agora clique na aba "Perfil" no link intitulado "Editar seu perfil público." À direita, você vai ver "perfil público" configurações. Clique nas partes que você deseja compartilhar e as configurações são salvas automaticamente.
9. Atualize suas informações de contato
Os empregadores querem encontrar o seu perfil , mas querem que ele esteja atualizado. Se não estiver atualizado, você poderá perder oportunidades. Então, adicione seus endereços de e-mail mais recentes. Certifique-se de que inseriu sua principal conta de e-mail. 
Em "Informações Adicionais",  você vai querer adicionar também links para o seu site pessoal, bem como suas redes sociais.
10. URL personalizada
Personalizar a URL é mais atraente e limpo do que uma sequência de letras e números aleatórios. Pode ser construída com seu primeiro e último nome. Para configurar a sua URL, clique em Perfil no menu superior e escolha Editar Perfil.  Em seguida, clique em editar ao lado da URL abaixo da sua imagem. No lado direito da página, sob suas configurações de perfil público, é onde a sua URL atual é listada. Clique em editar para personalizá-la.
11. Adicionar sites
O LinkedIn tem um pequeno logo vinculado ao seu perfil. Você pode usá-lo em sua assinatura de e-mail, site, sites de redes sociais ou outros perfis online. Isso cria backlinks para sua página de perfil, o que melhora a sua visualização e ranking.
É necessário pegar o código e para fazer isso, clique em Perfil e depois em Editar Perfil. Agora clique em Editar no mesmo lugar que você fez para ver a URL personalizada. Na coluna do lado direito de navegação, próximo ao fundo, você verá “Badges”, logo abaixo, clicar no link, Criar um distintivo perfil. 
12. Incluir dados relevantes em “Experiência”
Recrutadores e empregadores que observam o seu perfil estão interessados, na maior parte das vezes, na sua experiência de trabalho. Por isso, é importante que você atualize essa seção constantemente. Adicionar algumas informações à sua experiência, incluindo mais do que apenas um cargo e datas. Adicionar um parágrafo ou dois para cada uma de suas posições, com as responsabilidades e destacar suas realizações. Especialmente importante aqui são as responsabilidades anteriores, que são relevantes para o trabalho que você está procurando. Coloque-as em destaque ou no topo do parágrafo.
13. Remover informações desnecessárias do histórico de trabalho
Profissionais de tecnologia em geral tiveram vários empregos, mas eles podem não ser relevantes para todos os seus objetivos de carreira atuais.  Coloque por último posições antigas que não podem contribuir para o papel que você está procurando. Não as remova completamente , pois poderia criar uma lacuna em seu histórico de trabalho. Simplesmente limite a colocar o nome da empresa e o cargo.
14. Mostre Educação e Prêmios
A parte da educação do seu perfil é na coluna da esquerda abaixo das Habilidades e Especializações. Esse é o lugar em que você vai adicionar todos os seus cursos e seminários, esboço das honrarias e prêmios.  A seção Prêmios está localizada na coluna da esquerda também, descendo a página sob Educação. Dentro de Informações Adicionais, você verá uma pequena área  Títulos e Prêmios. Clique no link Adicionar + bem próximo a ela e adicionar suas títulos e prêmios. Quando terminar, clique em Salvar alterações.
15. Compartilhe o seu trabalho
Encontre uma maneira de divulgar o seu trabalho nos seus grupos.  Profissionais podem querer adicionar links para seus artigos, desenvolvedores ou gerentes de TI podem querer mostrar  as diferentes formas de trará um problema ou compartilhar links para diferentes ferramentas, informações sobre tecnologias relevantes. 
Com o uso de aplicativos do LinkedIn, você pode compartilhar apresentações do PowerPoint, armazenar uma cópia de seu currículo que está disponível para download e muito mais. Eles podem ser localizados na página Applications LinkedIn.
Um perfil forte pode ser um diferencial importante para a conquista de uma oportunidade. O LinkedIn é um dos únicos sites de redes sociais que podem proporcionar  ROI para a carreira, principalmente porque atrai profissionais, por isso não há razão para não passar algum tempo lá para criar um novo perfil ou aprimorar o antigo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Levar trabalho para casa: sim ou não?


Autor: Caio Lauer
Trabalhar em CasaO cenário atual das organizações é a redução do capital humano e, ao mesmo tempo, a exigência de maior produtividade a cada ano. A alta competitividade do mercado faz com que as empresas cobrem cada vez mais de seus funcionários, o que faz muitos profissionais ficarem sobrecarregados e levarem trabalho para casa.

Dedicação ou falta de organização? O profissional que leva atividades para fora da companhia pode ganhar a fama de pessoa dedicada, mas, dependendo da cultura da empresa e da maneira que seu líder gere a equipe, pode denotar falta de planejamento e deficiência de certas competências essenciais, como administração do tempo e assertividade.

“As pessoas normalmente dizem: ‘olha o fulano levando trabalho para casa, mesmo não tendo acabado aqui está dedicando o seu tempo que iria ficar com a família para não deixar de entregar seus afazeres. Porém, pode também indicar que o indivíduo esteja administrando muito mal o seu tempo, procrastinando suas atividades e elegendo de forma errada suas prioridades”, aponta Alan Cordeiro, consultor da M&S, consultoria especializada em desenvolvimento humano. Segundo Cordeiro, outra hipótese é que a empresa possa estar delegando excessivamente tarefas para o profissional, onde esse muitas vezes acaba acumulando funções de outras pessoas.

Levar trabalho para casa, em um primeiro momento, pode transmitir a impressão de uma pessoa dedicada e comprometida com a empresa. No entanto, caso se torne uma rotina, o profissional também pode acabar sendo mal visto perante os colegas e a corporação como um todo. “Levar trabalho para casa uma vez ou outra, não denota, obrigatoriamente falta de organização. A questão é quando isso deixa de ser algo pontual e torna-se parte da rotina. A pessoa deve se perguntar sobre o que está acontecendo para ter que levar atividades para fora da empresa”, indica Susana Azevedo, coach e diretora da ns2a Desenvolvimento Humano.

Como trabalhar em casa


Apesar dos pontos negativos, a maioria das pessoas levou, pelo menos uma vez, trabalho para fora da empresa. Nestes casos, a questão da disciplina é fundamental para executar as atividades de forma efetiva. De acordo com Susana, deve ser avaliado como será o equilíbrio na relação “trabalho x família” e considerar um espaço específico para executar o trabalho. “Porém, o ideal é que não leve isso como uma rotina, pois acaba influenciando também na relação com os membros da casa”, pondera.

A evolução das tecnologias auxiliou na opção de muitos profissionais por trabalhar em casa – a inclusão digital, as facilidades da internet e telefonia são fatores primordiais. Profissionais que não possuem essa estrutura em suas casas podem ter dificuldades em desenvolver as atividades, já que presencialmente na empresa teriam melhores condições. “O ambiente prazeroso proporcionado pelo lar, oferece inúmeras possibilidades atrativas para que a pessoa se distraia ao longo de sua jornada de trabalho. Por esta questão é muito importante que o profissional defina sua rotina e mantenha a disciplina nessa situação de trabalho”, comenta o consultor da M&S.

Não devemos ser radicais quanto ao fato de levar trabalho para casa, pois pode haver uma necessidade por demanda maior de trabalho em um determinado período ou a exigência de cobrir um colega que está ausente por motivos de saúde, por exemplo. Susana Azevedo diz que levar atividades para o lar pode ser interessante quando o profissional se sente pressionado ou muito estressado no ambiente da empresa: “se deslocar para um local mais tranquilo, onde se sinta mais a vontade, pode funcionar”. Ainda para ela, é importante o profissional refletir sobre o que quer a curto, médio e longo prazo, tanto para a carreira, quanto para sua família.

Liderança


A função de líder, em si, demanda maiores responsabilidades. O fato de levar trabalho para casa pode estar ligado a uma sobrecarga de tarefas, onde o gestor acaba realizando as próprias a atividades e também a de seus subordinados – isto ocorre muito com líderes que não sabem delegar tarefas devidamente.

“Ao invés de identificar os talentos na equipe, desenvolvê-los e delegar tarefas, o gestor prefere se sobrecarregar por pensar que sabe mais que os liderados e que pode executar a tarefa com mais efetividade e rapidez. Em um curto prazo, isto pode funcionar, mas em um longo período isto irá refletir negativamente para imagem do líder perante a empresa”, completa Susana.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Escreva sempre bem


Por Jose Jayme Junior
É consenso no meio da Engenharia que o profissional desse segmento escreve muito mal. Isso se observa na prática entre e-mails, relatórios e ofícios escritos por engenheiros, e apenas confirma o que todos dizem. Contrariando esse estigma, o meu padrasto, que é engenheiro civil e no qual tenho minha referencia profissional, prima bastante pela boa aplicação da linguagem escrita.

Nos anos em que eu estava na faculdade, meu padrasto possuía uma consultoria em Engenharia. Eu o ajudava a escrever os ofícios e documentos da empresa. Apesar do caráter filantrópico do meu trabalho, as exigências para uma perfeita aplicação das regras de um documento oficial e da Língua Portuguesa eram severas. Tais exigências se tornaram aprendizado que faço questão de usar no meu dia a dia.

Recentemente, recebemos uma proposta comercial de um vigilante que presta serviços de segurança nas proximidades de nossa residência. Meu padrasto leu atentamente o conteúdo da carta, franziu a testa e disse: “Quem escreve desse jeito, não pode ser um bom profissional”, jogando a carta sobre a mesa com desdém. Naquele momento comecei a imaginar quantas propostas comerciais, ou mesmo currículos, já foram rejeitados por um emprego equivocado da língua escrita.

Erros grosseiros de linguagem são mais comuns do que imaginamos e o pior é que muitas vezes são cometidos por profissionais de alto gabarito no organograma das empresas. A velocidade da internet apenas agrava esse problema. Transformou os antigos memorandos e circulares feitos com o maior cuidado na máquina de escrever em e-mails digitados rapidamente e, às vezes, com pouco cuidado em verificar se a mensagem está clara, objetiva e, principalmente, correta.

"Quem escreve desse jeito, não pode ser um bom profissional"

Tendo em vista que o ser humano é um animal essencialmente comunicativo, é fundamental saber se comunicar da maneira mais efetiva possível. Em qualquer área, um bom profissional é, antes de tudo, um bom comunicador. Num ambiente profissional, portanto, o uso correto da Língua Portuguesa deve ser mandatório e objeto de bastante cuidado, não sendo relegado a um segundo plano, nem justificado pelo ritmo frenético que vivemos hoje.

Devemos exercitar o bom uso de nosso idioma. Não é preciso decorar velhas regras, para isso há gramáticas e dicionários. O que se deve fazer é internalizar a maneira correta de escrever. A melhor forma de montar esse referencial é lendo. Vale ler de tudo: de embalagem de biscoito aos grandes clássicos. Qualquer leitura contribui para incentivar o cérebro a montar um repertório de palavras e linhas de raciocínio.

Quem lê mais, escreve melhor e presta mais atenção ao conteúdo que está produzindo. Muitas vezes uma simples leitura posterior do texto nos faz perceber alguns erros que não sentimos enquanto estávamos ao teclado, pois estamos nos colocando no lugar de quem vai ler a mensagem. Não é difícil. Basta empenho, dedicação e, principalmente, dar a devida importância que a nossa língua merece. Boa escrita!

Image do Post por Abandonhero

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cursos a distância X Cursos presenciais


Autor: Samara Teixeira
Cursos a distância x cursos presenciaisRotina turbulenta, horas extras no trabalho, trânsito estressante, exigência da família, comodidade e interatividade, são alguns dos motivos que levam muitos profissionais optarem por cursos  de pós-graduação, MBA ou de extensão a distância. Existem diferenças entre cursos presenciais e a distância que ainda levam a dúvidas sobre aprendizado e resultados.

É importante entender que as duas modalidades de ensino não competem entre si, são importantes em suas totalidades e agregam valores de acordo com o interesse, personalidade e tempo de cada indivíduo.  Segundo o professor Samuel Figueira, diretor da Interact Assessoria Corporativaas necessidades de quem estuda a distância são diferentes e, geralmente, são pessoas que não dispõem de tempo para estar em um mesmo local regularmente. “A grande diferença é o autoestudo. Enquanto nos cursos presenciais é possível contar com o professor para tirar dúvidas e lhe cobrar no desempenho, nos cursos pela Internet o aluno precisa ser muito disciplinado e persistente”, explica Figueira.

Os cursos a distância também conhecidos como EAD permitem uma flexibilidade de aprendizado, e passam por um período de reconhecimento e aceitação nacional cada vez maior. “Nos Estados Unidos já se sabe que é muito mais desafiador concluir um curso na modalidade EAD do que um curso presencial”, afirma Samuel. Estes cursos estão sendo incentivados pelo MEC (Ministério da Educação) e podem fornecer certificados e diplomas idênticos aos cursos fornecidos regularmente por instituições de ensino.
Além do dinamismo, os EADs permitem economias no orçamento que podem ajudar o estudante. Para Tiago Sereza, gerente de integração da Catho Educação, há outros custos que o aluno deixa de ter ao participar de cursos a distância, tais como: despesas com deslocamento, estadia, alimentação, material, entre outros. “Em relação à abrangência, os cursos online têm maior amplitude, podendo chegar a diversos locais onde os cursos presenciais não seriam viáveis, devido a necessidade de estrutura física e professores qualificados”, relata Sereza.

O mais importante é o comprometimento em aprender


É fundamental que antes de iniciar o curso, o aluno tenha ciência de que terá que ser disciplinado para cumprir as etapas do curso a distância e de que ele será o principal responsável pelo planejamento e aprendizado. “Por isto, é válido se perguntar se tem este perfil, pois, vai precisar de dedicação e organização para atingir o objetivo. Também é indicado que o interessado verifique se tem facilidade em lidar com as tecnologias utilizadas no curso”, explica Sereza.

Independente da modalidade de ensino é interessante destacar que a participação em cursos ajuda a adquirir conhecimentos e a aumentar a competitividade no mercado de trabalho, por isto, buscar atualização e capacitação pode ser um diferencial para os profissionais.

Cursos à distância se apresentam como ótima alternativa para quem tem pouca flexibilidade de tempo e limitações geográficas. “Muitas pessoas de regiões extremas do Brasil, por exemplo, estão aproveitando a expansão da EAD para realizar cursos de instituições reconhecidas que não estão fisicamente em seus estados”, enfatiza Tiago.


Principais diferenças entre cursos presenciais e a distância

Segundo Samuel Figueira, as principais diferenças das duas modalidades são:

Curso a distância:
  • - Mais acessível financeiramente;
  • - Possibilidade de fazer seu próprio horário de estudo;
  • - Possível assistir uma mesma aula várias vezes;
  • - Mais completo, pois no presencial, nem sempre é possível cobrir todo o conteúdo;
  • - Mais focado. Vai direto ao ponto, pois a emenda é observada com muito mais critério.

Curso presencial:
  • - O contato com colegas e professores torna o curso mais atraente;
  • - As dúvidas podem ser tiradas na hora com os professores;
  • - Mesmo que você falte na aula, existe a possibilidade de recuperar o conteúdo com os colegas;
  • - As possibilidades de networking são mais eficazes;
  • - A interação com as diferentes opiniões de colegas agregam valor ao curso;


Fonte: Cursos a distância X Cursos presenciais | Portal Carreira & Sucesso