sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Currículo é ‘péssima ferramenta’ para chegar à entrevista


Por: Sílvio Guedes Crespo

Candidato a emprego vende balas e entrega currículo em semáforo de Santo André (SP), em foto de 2009 (Tiago Queiroz/AE)

Enviar currículos para empresas virou “coisa do passado”, na opinião do consultor canadense Chris Pires, especialista na área de tecnologia da informação.
Em entrevista ao jornal britânico “Financial Times”, ele disse que o CV pode ser útil quando o candidato a uma vaga já está diante do entrevistador, mas é uma “péssima ferramenta” para chegar à entrevista.
“Aproximadamente 80% das vagas nunca são anunciadas porque já são preenchidas no boca a boca”, afirma. “Com ferramentas de mídias sociais como o LinkedIn, em que as pessoas podem facilmente encontrar executivos que buscam profissionais [...], currículos são definitivamente uma coisa do passado.”
Ele recomenda que as pessoas procurem emprego por meio de suas redes de contatos. Pires disse que ele próprio passou meses enviando currículos sem nunca obter uma resposta sequer, e resolveu mudar de tática: produzir um plano de carreira.
“Parei de enviar currículos. Em vez disso, comecei a fazer entrevistas com profissionais que tinham o poder de me contratar”, contou Pires. Numa dessas entrevistas, ele foi indicado a um profissional de outra empresa e obteve o emprego. “Fiquei fascinado com como uma mudança na abordagem permitiu-me desbancar pessoas que estavam mais qualificadas no papel”, afirmou.
“Se eu quero um emprego na Microsoft, tenho duas opções:
- submeter meu currículo ao departamento de Recursos Humanos e esperar que em algum momento ele magicamente caia na escrivaninha do profissional com quem eu precise falar
- ou encontrar esse profissional em uma rede social, descobrir quais são as necessidades dele, construir uma relação com ele e, então, quando um emprego surgir, eu já estou na fila.”

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